Miguel de Oliveira, foi campeão dos médios-ligeiros, ao bater o espanhol Jose Manuel Duran Perez, por pontos, em Mônaco, para ficar com o cinturão do Conselho Mundial de Boxe

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Miguel de Oliveira, campeão mundial de boxe

 

Miguel de Oliveira (São Manuel, onde nasceu em 30 de setembro de 1947 – em São Paulo, 15 de outubro de 2021), campeão mundial dos médios-ligeiros do Conselho Mundial de Boxe em 1975. Como pugilista, se destacava pela força nos punhos e na inteligência para encontrar a melhor tática para enfrentar seus adversários. Era calculista, estudioso e frio nos combates.

 

Miguel foi campeão dos médios-ligeiros em 1975, ao bater o espanhol Jose Manuel Duran Perez, por pontos, após 15 assaltos, em decisão unânime dos jurados, em Mônaco, para ficar com o cinturão do Conselho Mundial de Boxe. Seu rival era campeão europeu.

 

Pendurou as luvas com 46 vitórias (28 nocautes), cinco derrotas e apenas um empate. Além de boxeador, Miguel de Oliveira também foi treinador e comandou o peso pesado Adilson Maguila Rodrigues entre os anos de 1986 e 1988, quando o boxeador obteve importantes vitórias sobre Daniel Falconi e Andre Van Den Oetelar.

 

Paulista da cidade de São Manuel, onde nasceu em 30 de setembro de 1947, havia disputado por dois anos consecutivos o título mundial de boxe, em 1973 e 1974, perdendo nas duas vezes que antecederam seu grande triunfo de 1975. Antes, havia sido campeão brasileiro de boxe, em 1970.

 

Miguel, começou a lutar boxe inspirado em lutas do ídolo Éder Jofre, primeiro brasileiro a se sagrar campeão mundial. Ia até mesmo ao cinema ver os combates de Jofre.

 

Miguel era formado em Educação Física e tinha sorriso fácil e cativante. Era filho de um lenhador. Sua mãe lavava roupas para fora, enquanto ele fazia trabalhos de engraxate. “Nos finais de semana, eu ia com uns amigos assistir filmes no cinema e uma vez vi o filme da conquista do título mundial do Eder sobre o Eloy Sanchez, em 1960’’, contou sobre sua opção pelo boxe.

 

Miguel disse que foi para casa, pegou um saco de estopa, lotou de areia, jabuticaba e passou a socar como um “louco”, imitando o ídolo. “Para não machucar a mão, peguei um monte de meias nas gavetas e coloquei dentro do saco”, divertia-se.

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Mas Miguel só foi ter contato verdadeiro com o boxe aos 14 anos, quando foi morar com a irmã e o cunhado, que o levou para trabalhar na fábrica na qual era motorista. No local, havia uma academia de boxe, onde ocorreram os primeiros treinamentos.

 

Em seis meses, Miguel conquistou o primeiro título amador, seguido pelo campeonato paulista, brasileiro e o da tradicional Forja dos Campeões. Ele se profissionalizou em 1968, após não ser escalado para a Olimpíada do México.

 

No início da década de 1970, com pouco mais de 20 anos, conquistou seu primeiro título brasileiro. Chegou a se credenciar para disputar o título mundial dos médio-ligeiros duas vezes, em 1973 e 1974, mas não levou o cinturão nenhuma das vezes diante do japonês Koichi Wajima.

Em 1975, contra o espanhol José Duran, no estádio Louis II, em Mônaco, foi à forra. Miguel venceu por pontos depois de 15 assaltos e logrou o título pelo Conselho Mundial de Boxe.

O brasileiro ainda manteve o cinturão na primeira defesa, contra o americano Don Cobbs, mas o perdeu para Elisha Obed em Paris, em novembro daquele mesmo 1975.

Segundo o Boxrec (registro dos cartéis dos boxeadores), Miguel teve 45 vitórias (28 por nocaute), cinco derrotas e um empate em sua carreira. Seu último combate foi contra Diógenes Pacheco, em 1980.

Depois da trajetória nos ringues, o campeão mundial se dedicou à vida de treinador. Ele foi o técnico, por exemplo, de Maguila na década de 1980. Até recentemente era instrutor de boxe em uma academia em São Paulo.

Fora do boxe profissional, Miguel foi maratonista e instrutor de boxe em uma importante academia de São Paulo por mais de três décadas.

 

Miguel de Oliveira faleceu em 15 de outubro, em São Paulo. O boxeador estava com 74 anos e sofria de câncer no pâncreas, doença diagnosticada há três meses e que o levou à internação em um hospital da zona sul da capital paulista para tratamento quimioterápico.

 

Personalidades do boxe lamentam a perda de Miguel de Oliveira

 

Servílio de Oliveira, medalha de bronze naquela Olimpíada, lamentou a morte do campeão. “Conheci o Miguel em 1965, na cidade de Registro, no interior de São Paulo. Viajamos para o pan-americano de Winnipeg e para o latino-americano em Santiago do Chile, em 1967. Em 1968, estivemos em Roma para ver João Henrique desafiar o italiano Bruno Arcari pelo título mundial. Convivi muitos anos com ele e nunca ouvi de sua boca uma palavra de desleixo. Miguel de Oliveira era íntegro. O boxe e o Brasil perdeu um grande cidadão”, disse.

 

Acelino Popó Freitas também ficou consternado. “Lamento profundamente o falecimento do nosso Campeão Mundial de Boxe, meu amigo Miguel de Oliveira. Com um excelente cartel e grandes lutas na carreira, Oliveira fez história ao conquistar o cinturão WBC Super Meio Médio em 1975’’, escreveu. “Acima de todas as grandes conquistas, sempre foi um ser humano incrível, extraordinário, inspirador. Um grande campeão dentro e fora dos ringues. Meus sinceros sentimentos à família. Descanse em paz, grande campeão!”

(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil – NOTÍCIAS / BRASIL / ESTADÃO CONTEÚDO / por Wilson Baldini Jr – 15/10/2021)

(Fonte: https://ge.globo.com/boxe/noticia – BOXE / NOTÍCIA / Por Redação do ge — São Paulo – 15/10/2021)

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