Miguel Aceves Mejía (Chihuahua, 15 de novembro de 1915 – Cidade do México, 6 de novembro de 2006), o rei dos mariachis do cinema, foi galã dos anos 50 era famoso no Brasil e celebrado pela canção Cucurrucucú.
Nos anos 50, quando a distribuidora Pel-Mex era importante no Brasil, abastecendo o mercado com filmes produzidos nos estúdios Churubusco Azteca, Miguel Aceves Mejía era um ídolo do público brasileiro, com Cantinflas, Maria Felix, Maria Antonieta Pons e Libertad Lamarque, a estrela argentina cujos melodramas mais famosos foram produzidos no México.
Miguel Aceves Mejía e pertencia a uma geração de atores-cantores que incluía Pedro Infante e Jorge Negrete. Ao contrário deles, não encarnava o modelo do galã. Seus filmes eram comédias rancheiras nas quais interpretava invariavelmente um mariachi. Sua marca mais característica era o falsete, celebrado em uma de suas criações mais famosas – Cucurrucucú.
Mejía orgulhava-se de haver popularizado o mariachi sinfônico em toda a América Latina. Outro grande sucesso foi o huapango Roga por Nosotros, que cantou de joelhos, em Buenos Aires, num tributo a Eva Perón, o que lhe valeu a amizade eterna do controvertido Juan Domingo Perón. Mejía usou durante mais de 50 anos o charro, traje típico. Dizia que a canção rancheira era a que melhor expressava a alma mexicana.
Segundo críticos, os filmes de Mejía destinavam-se a um público pouco exigente, em termos dramáticos, mas muito rigoroso, do ponto de vista musical.
Mejía morreu em 6 de novembro de 2006, na Cidade do México. Tinha 90 anos.
(Fonte: http://www.estadao.com.br/arquivo/arteelazer/2006 – CADERNO 2 – CINEMA – 7 de Novembro de 2006)
- Mejía, foi galã dos anos 50 era famoso no Brasil e celebrado pela canção Cucurrucucú.


