Michel Legrand, compositor, maestro e pianista francês, vencedor de três estatuetas do Oscar, criador dos clássicos de “Os Guarda-Chuvas do Amor” (1964) e “Duas Garotas Românticas” (1967).

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Pianista e maestro fez trilhas da Nouvelle Vague e gravou mais de 100 álbuns de gêneros como jazz e música clássica. Ele tocou com Ray Charles, Miles Davis e Bjork.

Compositor francês vencedor do Oscar

 

Michel Legrand no tapete vermelho do Festival de Cannes, em 2017 — (Foto: Jean-Paul Pelissier/Reuters)

 

 

Ele ganhou três prêmios no Oscar e cinco no Grammy.

 

 

Michel Legrand (Bécon les Bruyères, Paris, 24 de fevereiro de 1932 – Paris, 26 de janeiro de 2019), pianista, maestro e compositor francês, criador dos clássicos de “Os Guarda-Chuvas do Amor” (1964) e “Duas Garotas Românticas” (1967), vencedor de três estatuetas do Oscar por suas trilhas sonoras de grandes clássicos do cinema e que trabalhou com estrelas como Frank Sinatra, Edith Piaf e Robert Altman.

 

 

Virtuoso do jazz, sua vocação veio desde a infância, com um pai compositor e um tio diretor de orquestra. Aos dez anos, entrou no Conservatório de Paris, e desde então não abandonou a música.

 

 

Legrand venceu pela primeira vez o Oscar de canção original em 1969 com “The Windmills of Your Mind” do filme “Crown, o Magnífico”, com a qual ganhou ainda um Globo de Ouro.

Depois, venceu novamente com as trilhas sonoras de “Summer of 42” em 1972 e “Yentl” em 1984. Também fez as trilhas de “Os Guarda-Chuvas do Amor” (1964) e “Duas Garotas Românticas” (1967).

Cantor e pianista, Legrand, nascido em Paris em 24 de fevereiro de 1932, trabalhou para grandes nomes do cinema internacional, como Orson Welles e Jean-Luc Godard.

A canção “The Windmills Of Your Mind”, que fez parte da trilha sonora de “Crown, o Magnífico”, rendeu ao artista sua primeira estatueta de Hollywood, em 1969. As outras duas foram pela trilha sonora de “Houve uma Vez um Verão, de Robert Mulligan (1971), e por “Yentl” (1984), de Barbra Streisand.

Legrand também foi indicado 27 vezes ao Grammy, sendo premiado em cinco ocasiões.

Ao longo de uma carreira de mais de 50 anos, Legrand, que também foi uma figura importante na história do jazz, compôs trilhas sonoras inesquecíveis, de filmes como “Os Guarda-Chuvas do Amor”, “Duas Garotas Românticas”, “Houve uma vez um Verão” e “Yentl”.

 

Suas composições também receberam 17 indicações ao Grammy e cinco gramofones dourados.

 

 

Legrand trabalhou com alguns dos grandes nomes da música e do cinema, de Ray Charles a Orson Welles, passando por Jean Cocteau, Frank Sinatra, Edith Piaf, Clint Eastwood e Robert Altman.

 

 

“Como alguns deuses hindus, Michel é uma pessoa multifacetada e temos a impressão de que nenhuma categoria musical pode resistir a ele”, escreveu o compositor Stéphane Lerouge na introdução da autobiografia de Michel Legrand publicada em 2013.

 

“No dia em que fizermos um balanço de sua contribuição à música, descobriremos um criador que talvez a França tenha subestimado”, advertiu Lerouge.

Em um primeiro momento, instrumentista e arranjador para cantores, Michel Legrand começou a compor música para filmes nos anos 1960 com o surgimento da Nouvelle Vague francesa, trabalhando para Agnès Varda, Jean-Luc Godard e sobretudo Jacques Demy.

 

 

– “Imortal” –

 

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Em abril, Legrand deveria retornar aos palcos em duas apresentações no Grand Rex de Paris ao lado do acordeonista Richard Galliano, da soprano Natalie Dessay, do compositor Michel Portal e do guitarrista Sylvain Luc.

“Para mim, ele é imortal, por sua música e por sua personalidade”, afirmou o compositor e maestro francês Vladimir Cosma à AFP. “Era uma personalidade tão otimista, com uma espécie de ingenuidade no otimismo, via tudo cor de rosa”, completou.

 

 

No auge, Legrand decidiu se mudar para os Estados Unidos em 1966. Henry Mancini, grande compositor de cinema, abriu as portas de Hollywood e ofereceu uma grande chance ao francês: a composição da trilha sonora de “Crown, o Magnífico”.

A principal canção do filme, “The Windmills of Your Mind”, rendeu a primeira estatueta do Oscar a Legrand em 1969.

Também venceu duas estatuetas do Oscar de trilha sonora original por “Houve uma vez um Verão 42” (1972) e “Yentl” (1984).

 

 

Apesar do grande sucesso, Michel Legrand se recusava a trabalhar apenas para o cinema. Também foi cantor, pianista e compositor de jazz, assim como de peças clássicas.

“Não tenho uma carreira. Experimento todas as disciplinas musicais com muita seriedade e trabalho. Mas eu tento, sou sempre um aluno”, afirmou em 2009 à AFP.

 

 

 

Discografia de sucesso

 

 

Michel Jean Legrand nasceu no dia 24 de fevereiro de 1932, em Becon-les-Bruyeres, nos arredores de Paris, na França. O pai Raymond Legrand era um compositor e ator francês. A mãe Marcelle tinha família vinda da Armênia.

Entre 1942 e 1949, estudou piano no Conservatório de Paris. Em 1954, ganhou mais destaque como músico quando seu álbum “I Love Paris” vendeu mais de 8 milhões de cópias.

Lançou na sequência “Holiday in Rome” (1955) e “Michel Legrand Plays Cole Porter” (1957). Em Moscou, durante um festival, conheceu sua primeira esposa, a modelo Christine Bouchard, com quem teve três filhos.

Trilhas na Nouvelle Vague

 

 

 

Começou a trabalhar como arranjador nos anos 60, após convite de cineastas da Nouvelle vague francesa. Fez a trilha de sete filmes para Jean-Luc Godard e dez para Jacques Demy.

Durante sua carreira, também trabalhou com Dizzy Gillespie, Miles Davis, Orson Welles, Jean Cocteau, Frank Sinatra e Edith Piaf.

Em toda carreira, foi responsável pela composição de mais de 200 trilhas de filmes e de obras para televisão. Também gravou mais de 100 álbuns de gêneros como jazz e música clássica.

Nos anos 80 e 90, fez shows com seu trio de jazz e com uma big band. Nesta fase, tocou com nomes como Ray Charles, Diana Ross e Bjork. Nos anos 2000 e 2010, passou a se dedicar mais ao trabalho em estúdio, mas ainda fazendo alguns shows.

 

Pai de três filhos, Michel Legrand estava em seu terceiro casamento, com a atriz Macha Meril, desde 2014.

 

O artista chegou a dizer que se sentia orgulhoso por suas canções terem se tornado temas padrão e não meros sucessos comerciais, que para ele desaparecem em seis meses, e enquanto o outro exemplo permanece “durante décadas”.

Michel Legrand faleceu em 26 de janeiro de 2019, em Paris aos 86 anos.

(Fonte: https://istoe.com.br – EDIÇÃO Nº 2561 – CULTURA / Por AFP – 26/01/19)

(Fonte: Zero Hora – ANO 55 – N° 19.307 – 28 de janeiro de 2019 – TRIBUTO – Pág: 27)

(Fonte: https://entretenimento.uol.com.br/noticias/efe/2019/01/26 – ENTRETENIMENTO / NOTÍCIAS / ENTRETÊ / FILMES E SÉRIES / Por EFE – 26/01/2019)

(Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2019/01/26 – POP & ARTE / MÚSICA / NOTÍCIA / Por G1 – 26/01/2019)

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