Mary Tyler Moore, foi uma das mais importantes atrizes da TV americana e ícone do feminismo

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Mary Tyler Moore, a primeira heroína emancipada da TV

 

Comediante foi um dos grandes nomes da comédia americana

 

 

A atriz Mary Tyler Moore, em 2012 - (Foto: SAM MIRCOVICH / REUTERS)

A atriz Mary Tyler Moore, em 2012 – (Foto: SAM MIRCOVICH / REUTERS)

 

A lendária atriz entreteve uma geração de americanos em programas de humor de televisão

 

Mary Tyler Moore (Nova York, 29 de dezembro de 1936 – Greenwich, Connecticut, 25 de janeiro de 2017), lendária atriz americana, foi uma das mais importantes atrizes da TV americana e ícone do feminismo, atriz ficou conhecida nos anos 1960 pelo programa “O Show de Dick Van Dyke” e filmes como “Gente como a Gente”.

Ela ficou famosa por estrelar o “The Dick Van Dyke show”, que lhe valeu sua própria série, “The Mary Tyler Moore show”, na década de 1970. Em 1981, ela foi indicada ao Oscar por sua interpretação de Beth Jarret no longa “Gente como a gente”, de Robert Redford.

Vencedora de seis Emmys, Mary despontou para o estrelato ao interpretar uma dona de casa suburbana no programa de Dick Van Dyke na década de 1960. Seu sucesso foi tanto que lhe rendeu um programa próprio, em que vivia uma mulher solteira sem sorte no amor, que se muda para Minneapolis e consegue um emprego numa estação de TV local. “The Mary Tyler Moore show” ficou no ar entre 1970 e 1977.

Com a série, Mary quebrou padrões. Afinal, não era comum, na década de 1970, que mulheres solteiras e independentes, que pensavam por conta própria, fossem o centro de uma grande produção. Sua personagem inclusive cobrava salários iguais ao de seus colegas de trabalho do sexo masculino que desempenhavam as mesmas funções, além de tomar anticoncepcionais. Com isso, a atriz se tornou um ícone feminista.

Nascida no Brooklyn, em Nova York, em dezembro de 1936, Mary se mudou com a família para Los Angeles quando tinha 8 anos. Seu sonho era ser dançarina, e ela chegou a ser escalada como bailarina em comerciais de TV. A partir daí, fez participações em diversos programas de TV. Mary chegou a fazer testes para interpretar a filha mais velha de “The Danny Thomas Show”, mas não conseguiu o papel porque Thomas disse que uma filha sua jamais teria um nariz tão pequeno.

 

Mary Tyler Moore em seu programa de TV - (Foto: Reprodução)

Mary Tyler Moore em seu programa de TV – (Foto: Reprodução)

 

No entanto, Thomas recomendou Mary a Carl Reiner para o “Dick Van Dyke Show”, baseada em sua vida como roteirista de TV. Ela tinha 23 anos quando começou no programa, 11 a menos que seu par romântico na tela. Seu figurino causou polêmica: afinal, ela vivia usando calças capri, em vez de vestidos.

Já transformada em queridinha da TV americana, Mary alcançou um sucesso estrondoso com seu próprio programa, que foi hit de audiência e ganhou 29 Emmys — três para ela, como melhor atriz de comédia, em 1973, 1974 e 1976 —, um recorde para a época.

Em “Gente como a gente”, vencedor do Oscar de melhor filme, ela viveu o oposto do que estava acostumada, como Beth Jarret, uma mãe fria, que luta para se conectar com o próprio filho depois que o irmão dele morre.

Mas o premiado longa, estreia de Redford na direção, não foi o começo do caminho para Mary no cinema. Antes de se consagrar na TV, ela fez participação em diversos filmes, como “Avião Foguete X-15”, de Richard Donner (1961), e “Ele e as Três Noviças” (1969), no qual contracenou com Elvis Presley.

Casada com Grant Tinker (1926-2016), um grande executivo da TV que ocupou altos cargos na Fox e na NBC, Mary fundou sua própria produtora, a MTM Enterprises. Com ela, criou séries aclamadas nos EUA como o “Bob Newhart Show” e “Hill Street Blues”, além de produzir vários espetáculos na Broadway. A MTM foi vendida em 1988 por US$ 320 milhões.

 

Nesta foto de arquivo de 7 de novembro de 1976, Mary Tyler Moore e Grant Tinker (Foto: Star Tribune/Reprodução)

Nesta foto de arquivo de 7 de novembro de 1976, Mary Tyler Moore e Grant Tinker (Foto: Star Tribune/Reprodução)

 

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Recentemente, Mary fez pequenas participações especiais em séries como “That ’70s show”, “Lipstick jungle” e “Hot in Cleveland”.

Mary escreveu duas autobiografias, em que revelou os bastidores de sua tumultuada vida pessoal: ela reconheceu ser alcóolatra e sofria de diabetes. Richie, do primeiro casamento, com Dick Meeker, morreu devido ao disparo acidental de uma espingarda, aos 24 anos, em 1980.

 

Mary Tyler Moore faleceu aos 80 anos na companhia de amigos e de seu marido por 33 anos, Dr. S. Robert Levine.

A revista Time classificou seu programa – o “Mary Tyler Moore Show” – como um dos 17 que “mudaram a televisão”.

Na época em que foi ao ar, ela era uma mulher radical: solteira, independente e que seguia seu sonho de ser repórter de televisão.

Como alta executiva da MTM Enterprises, Mooore e seu então esposo, Grant Tinker, criaram e produziram “The Mary Tyler Moore Show” e também foram responsáveis por outros sucessos da televisão como “Hill Street Blues”, “St. Elsewhere” e “Remington Steele”.

Oprah Winfrey disse que Moore foi uma de suas primeiras inspirações em seu trabalho. Assegurou que quando menina via o programa toda semana e queria “ser Mary Tyler Moore” e “queria viver onde Mary vivia”.

Trabalhar com Moore foi “mole” Seu primeiro grande sucesso foi em 1961, quando interpretou a valente esposa e dona de casa Laura Petrie em “The Dick Van Dyke Show”.

Van Dyke disse que trabalhar com a “bela, brilhante e talentosa” Moore foi “mole”.

Ao discursar em 2012 no prêmio do Sindicato de Atores (SAG, em inglês), onde Moore foi homenageada por sua carreira, Van Dyke indicou que no início tinha dúvidas sobre a jovem atriz e se questionava: “poderá fazer comédia?”.

No final percebeu que podia fazer “de tudo”. Dançou, cantou, fez brincadeiras, além de ter uma química tão perfeita que, após o programa, muitos se perguntavam se o casal estava junto na vida real.

Foi nomeada ao Oscar por seu papel no drama dirigido por Robert Redford “Gente como a gente”, de 1980.

Recebeu vários prêmios Emmy por papéis na televisão e ganhou um Tony pelo musical da Broadway “Whose Life Is It Anyway”.

Nos bastidores, Moore enfrentou vários problemas pessoais, incluindo o vício em álcool.

Seu único filho, Richie, fruto de seu primeiro casamento com Richar Meeker, sofria de problemas emocionais e era dependente químico. Se matou em 1980, aos 24 anos, em um caso que foi tido como acidente.

(Fonte: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia – POP & ARTE – NOTÍCIA/ Por G1 – 25/01/2017)

(Fonte: http://www.correiodopovo.com.br – ANO 122 – Nº 118 – Noticias/Internacional/2017/1/ – Notícia – Internacional – 25/01/2017)

(Fonte: http://oglobo.globo.com/cultura/revista-da-tv – CULTURA – TV – REVISTA DA TV/ por O GLOBO – 25/01/2017)

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