Martha Graham, a bailarina que revolucionou a dança moderna

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Impacto que sua técnica provocou é comparado à influência de Picasso na pintura.

Coreógrafa, deixou 180 obras e discípulos como Alvin Ailey

Martha Graham (Condado de Allegheny, Pensilvânia, 11 de maio de 1894 – Nova York, 1° de abril de 1991), a bailarina que revolucionou a dança moderna

A dança moderna engatinhava quando Martha Graham assistiu a um espetáculo, em 1911, da companhia de balé da bailarina Ruth S. Denis, que se apresentara na Mason Opera House, em Los Angeles. Daquele momento até a sua morte, em 1º de abril de 1991, aos 96 anos, Martha traçaria uma das mais importantes trajetórias da dança no século XX.

Nascida em 11 de maio de 1894, na Pensilvânia, Estados Unidos, ela se mudou com a família para a Califórnia aos 10 anos, mas nunca manifestara interesse pela dança. Aquele primeiro contato, já na adolescência, mudou sua vida para sempre. Impressionada com o espetáculo, matriculou-se na recém-inaugurada Escola de Dança Denishawn, de Ruth S. Denis e seu marido Ted Shawn, que ensinava técnicas de dança americanas e de outras partes do mundo.

O impacto que a dança de Martha Graham causou nos palcos é frequentemente comparado à influência que Picasso teve para a pintura e Stravinsky para a música. Ela criou uma técnica (a primeira, de fato, a oferecer alternativa ao vocabulário clássico), com movimentos baseados na contração e no relaxamento muscular, além de fundar, em 1926, a Martha Graham Dance Company.

Como professora, Martha treinou e inspirou gerações de grandes bailarinos e coreógrafos. Entre seus discípulos estão Alvin Ailey, Twyla Tharp, Paul Taylor, Merce Cunningham, além de um número incalculável de atores e bailarinos.

Martha Graham inventou uma nova linguagem de movimento, usada para revelar a paixão, a raiva e o êxtase comuns à experiência humana, deixando cerca de 180 peças. Ela dançou e coreografou por mais de 70 anos, e durante esse tempo foi a primeira dançarina a se apresentar na Casa Branca, a viajar para o exterior como embaixadora cultural e a receber o maior prêmio civil do Estados Unidos: a Medalha Presidencial da Liberdade.
– Nenhum artista está à frente do seu tempo. Ele é o seu tempo. Os outros é que estão atrás – disse ela, em 8 de julho de 1979, ao “Observer”, de Londres.

(Fonte: http://acervo.oglobo.globo.com/fatos-historicos -10181532#ixzz44gb3mwY1 – FATOS HISTÓRICOS – CULTURA – 27/09/13)

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