Mario Molina, ganhou notoriedade como um dos descobridores das causas do aparecimento de buracos na camada de ozônio, foi laureado com o Prêmio Nobel de Química

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Cientista mexicano, ganhador do Nobel de Química em 1995

 

Nesta foto de arquivo, o Nobel de Química de 1995, Mario Molina, discursa durante o Acordo Nacional para a Unidade, o Estado de Direito, o Desenvolvimento, o Investimento e o Emprego, na Cidade do México, 29 de setembro de 2005. (Crédito: © JUAN BARRETO)

 

 

Mario Molina Pasquel y Henríquez (México em 19 de março de 1943 – 7 de outubro de 2020), cientista mexicano que ganhou o Prêmio Nobel de Química nos anos 1990, engenheiro químico ganhou notoriedade como um dos descobridores das causas do aparecimento de buracos na camada de ozônio.

 

Em 1995, Molina se tornou o primeiro –e até agora o único–mexicano a receber o Prêmio Nobel de Química. Doutor em físico-química pela Universidade da Califórnia em Berkeley, Estados Unidos, Molina foi pioneiro e um dos principais cientistas em nível mundial da química atmosférica.

 

O cientista mexicano foi contemplado com o Prêmio Nobel de Química em 1995 por suas descobertas sobre os danos à camada de ozônio, foi coautor, junto com o americano Frank Sherwood Rowland, em 1974, de um artigo que previu o estreitamento da camada de ozônio como consequência da emissão de gases industriais, o que lhes rendeu o Prêmio Nobel de Química, lembrou o Centro Mario Molina.

 

Junto do holandês Paul J. Crutzen e do norte-americano Frank Sherwood Rowland (1927–2012), o mexicano conquistou o prêmio por seu papel em elucidar as ameaças à camada de ozônio da Terra causadas em parte pelos gases cloro, bromo e dióxido de carbono, entre outros.

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Algumas das pesquisas e publicações de Molina resultaram no Protocolo de Montreal das Nações Unidas, projetado para proteger a camada de ozônio, reduzindo a produção e o consumo de várias substâncias.

 

As pesquisas de Molina, que nasceu no México em 19 de março de 1943, levaram à elaboração do Protocolo de Montreal da Organização das Nações Unidas (ONU), o primeiro tratado internacional que enfrentou com eficiência um problema ambiental de escala global.

 

Mario Molina faleceu em 7 de outubro de 2020, aos 77 anos, em decorrência de um infarto.

“Lamento profundamente o falecimento do dr. Mario Molina Henriquez, prêmio Nobel mexicano, cientista comprometido e capaz. Abraço solidário a seus familiares e amigos. Descanse em paz”, escreveu o chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, em sua conta no Twitter.

“O dr. Mario Molina se vai sendo um mexicano exemplar, que dedicou sua vida a investigar e a trabalhar a favor da proteção do nosso meio ambiente. Será sempre lembrado com orgulho e agradecimento”, disse em nota o Centro Mario Molina, uma associação civil criada para dar continuidade ao seu trabalho.

“Lamento o falecimento do doutor Mario Molina Pasquel y Henríquez, destacadíssimo cientista mexicano, defensor do meio ambiente”, escreveu no Twitter o presidente Andrés Manuel López Obrador.

(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/meio-ambiente – NOTÍCIAS / MEIO AMBIENTE / por AFP –

(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil – NOTÍCIAS / BRASIL / Por Diego Oré e Noe Torres – CIDADE DO MÉXICO (Reuters) – 07/10/2020)

(Reportagem adicional de Adriana Barrera)
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