Maria Ribeiro, atriz de ‘Vidas Secas’
‘Minha vida pode ser dividida entre antes e depois de ‘Vidas Secas”, dizia artista que entrou para o mundo do cinema a convite de Nelson Pereira dos Santos
Cena do filme ‘Vidas Secas’ (1963), de Nelson Pereira dos Santos, adaptação do livro lançado em 1938 por Graciliano Ramos. (Foto: Sino Filmes)
Maria Ribeiro, atriz conhecida por seu trabalho no filme Vidas Secas (1963).
Ícone do cinema brasileiro nos anos 1960 e 1970, Maria Ribeiro ficou conhecida principalmente pelo papel de Sinhá Vitória em Vidas Secas (1963), filme baseado no clássico de Graciliano Ramos (1892-1953).
Maria Ramos da Silva, seu nome de batismo, nasceu no povoado do Boqueirão, em Sento Sé, na Bahia. Aos três anos de idade, se mudou para Juazeiro, e, posteriormente, foi para Minas Gerais, em Pirapora, para viver com tios. Com 15 anos, se mudou para o Rio de Janeiro. Começaria a carreira no cinema já adulta, com mais de 35 anos.
A maneira encontrada foi pedir uma licença de dois meses ao seu patrão, para que fizesse as filmagens e voltasse. Ouviu um não e ainda que a gravação de Vidas Secas não justificaria a ausência por conta de fazer parte dessa “loucura do cinema nacional”. Pereira teria vazado a informação para a imprensa, que repercutiu com reportagens que contavam a história da atendente de laboratório que foi chamada para ser atriz de cinema, mas barrada pelo chefe.
Nelson convenceu o produtor Herbert Richers a ligar para o patrão de Ribeiro. “Olha, Maria, eles fizeram o próprio Herbert ligar para mim. Eu devo muitos favores a esse homem e não posso dizer não. Agora, eu vou perder uma excelente funcionária, porque sei como é o cinema brasileiro. Ele vira a cabeça das pessoas”, teria dito, segundo ela.
Liberada, filmou Vidas Secas e se destacou. Pôde conhecer a Europa quando foi ao Festival de Cannes. Morou algum tempo na Itália. À época de sua morte, vivia em Genebra, na Suíça.
Esteve no elenco de outros filmes como A Hora e a Vez de Augusto Maltraga (1965), Os Herdeiros (1970), O Amuleto de Ogum (1974), Perdida (1976), Soledade, a Bagaceira (1976), a Terceira Margem do Rio (1994, quando voltou a trabalhar com Nelson Pereira dos Santos) e As Tranças de Maria (2003).
Maria Ribeiro morreu na terça-feira, 30, aos 102 anos de idade. A informação foi publicada por sua filha, Wilma Lindamar da Silva, no Facebook, e ganhou repercussão dias depois.
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