Jornalista Marcelo Beraba, um dos fundadores da Abraji
Beraba foi diretor do Grupo Estado em Brasília. Trabalhou também na TV Globo, jornal O Globo, no Jornal do Brasil e na Folha de S.Paulo, onde exerceu, entre outras, a função de ombudsman.
Ele defendia a liberdade de imprensa e o jornalismo investigativo
O jornalista Marcelo Beraba — Foto: Reprodução/Youtube Abraji
Marcelo Beraba (nasceu no Rio de Janeiro, em 29 de abril de 1951 – faleceu em 28 de julho de 2025, no Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro), jornalista que ao longo de mais de cinco décadas sintetizou o planejamento, a qualidade de apuração e a ética no jornalismo nacional, que influenciou gerações de repórteres ao comandar grandes redações de jornais no Rio de Janeiro, em São Paulo e Brasília ao longo de mais de 50 anos de carreira.
Ele é um dos fundadores da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).
O jornalista foi o idealizador, fundador e primeiro presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), responsável pela organização dos maiores congressos de jornalismo do hemisfério sul. Ele era um defensor da liberdade de imprensa e promotor do jornalismo investigativo como ferramenta essencial para o fortalecimento da democracia.
Em todos os veículos por onde passou – O Globo, TV Globo, Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo e Estadão – nas redações do Rio, de São Paulo e de Brasília, deixou a marca inconfundível da organização e da integridade na busca pela informação, sem armadilhas apelativas. Parecia estar sempre um passo além da notícia.
Ele foi diretor do Grupo Estado em Brasília (DF). Trabalhou na TV Globo, no jornal O Globo, no Jornal do Brasil e na Folha de S.Paulo.
Beraba foi o primeiro presidente da Abraji. Em 2005 ele recebeu o Prêmio Excelência em Jornalismo do ICFJ (International Center for Journalists).
Beraba era um defensor incondicional da liberdade de imprensa e acreditava que o jornalismo investigativo era essencial para o fortalecimento da democracia.
Ele foi diretor do Grupo Estado em Brasília. Trabalhou também na TV Globo, no jornal O Globo, no Jornal do Brasil e na Folha de S.Paulo, onde exerceu, entre outras, a função de ombudsman.
Beraba foi o primeiro presidente da Abraji. Recebeu em 2005 o Prêmio Excelência em Jornalismo do ICFJ (International Center for Journalists).
Trajetória
Marcelo José Beraba nasceu no Rio de Janeiro, em 29 de abril de 1951. Estudou no Colégio Santo Inácio, tradicional escola jesuíta em Botafogo, na zona sul do Rio. Católico, passou quase quatro anos em um seminário, primeiro em Vila Velha, no Espírito Santo, e depois em Mendes, no interior do Rio de Janeiro.
No final de 1970, ele voltou ao Rio e prestou vestibular para a Escola de Comunicação da UFRJ. E passou em primeiro lugar.
Em 1971, antes do início das aulas na faculdade, Marcelo Beraba conseguiu seu primeiro emprego como estagiário de repórter, no jornal O Globo. Beraba também tornou-se uma referência ética e profissional em grandes redações brasileiras, como as da Folha de S.Paulo, Jornal do Brasil, TV Globo e O Estado de S.Paulo.
Em 2002, após o assassinato do jornalista Tim Lopes, morto por traficantes enquanto fazia uma reportagem investigativa na Vila Cruzeiro, no Rio, Beraba liderou um grupo de colegas de diferentes redações que começaram a se reunir com o objetivo de formar uma associação de jornalistas que pudesse ser uma ferramenta de defesa da liberdade de imprensa, de expressão e da formação de melhores jornalistas investigativos.
Em um destes primeiros encontros, na sede do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, nascia o embrião do que mais tarde seria a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, a Abraji. A Abraji foi fundada naquele ano e Beraba foi o seu primeiro presidente.
Marcelo Beraba morreu na segunda-feira, 28, no Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro, aos 74 anos
Em março, Beraba descobriu um câncer no cérebro e passou por uma operação.
Colegas lamentam morte
Na tarde desta segunda, a Abraji publicou depoimentos de colegas de vários países sobre Beraba, que exaltaram características como a capacidade de liderança e defesa dos valores jornalísticos.
“Beraba fazia a diferença; eu, que perdi meu pai biológico recentemente, sinto essa dor novamente da perda do meu pai no jornalismo. Os valores que aprendi com ele ficam pra sempre e tenho orgulho dos anos que vivemos juntos. Muitos ele chamava de “mestre” e esse era também um dos jeitos carinhosos que os colegas o chamavam. Pra mim, sempre foi mais que um mestre. Era um pai. Fica com Deus, Beraba”, escreveu Marcelo Moreira, jornalista e ex-presidente da Abraji.
“Sem Beraba não haveria Abraji. Sem Beraba, a Abraji não teria crescido e se consolidado como uma das maiores organizações de jornalismo investigativo do mundo, indo muito além do que seus fundadores imaginavam naquele dezembro de 2002. Uma das maiores dificuldades na criação de organizações similares na América Latina foi a falta de um Beraba em cada país. Líderes como ele são raros na criação, no desenvolvimento e na estabilização de associações de jornalistas. Seu estilo de liderança, baseado sobretudo no diálogo sincero, na transparência, na paciência para escutar e na habilidade de encontrar pontos comuns e conciliação no meio de divergências que pareciam irreconciliáveis”, disse Rosental Calmon Alves, diretor do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas.
“O falecimento de Marcelo Beraba é profundamente triste para o IPYS e para a comunidade da Conferência Latino-Americana de Jornalismo Investigativo (COLPIN). Ele foi um dos fundadores da COLPIN e do Prêmio Latino-Americano, onde atuou como jurado por mais de dez anos. Seu papel foi decisivo na relação entre jornalistas brasileiros e latino-americanos, inexistente há duas décadas”, escreveu Ricardo Uceda, diretor do IPYS (Instituto Prensa y Sociedad – Peru).
“Considerando sua importância na fundação da ABRAJI e sua liderança internacional como defensor do leitor, perdemos uma figura fundamental. Um dos nossos pais. O IPYS perdeu um amigo e colaborador excepcional. Além de tudo isso, Marcelo sempre representou para nós uma referência de valores jornalísticos. Ele foi um paradigma do jornalista íntegro. Embora sua ausência deixe um enorme vazio, seu exemplo e a memória de sua generosidade serão inesquecíveis”, acrescentou.
“Marcelo Beraba há muito tempo se convenceu de que jornalismo é melhor em equipe. Percebeu também que, para trabalhar como um time que joga unido, é preciso ter método: um conjunto de regras e princípios sobre os quais todos concordam e se baseiam para exercer suas funções. Agiu persistentemente para concretizar essa ideia. E conseguiu. Beraba melhorou o jornalismo no Brasil”, escreveu José Roberto de Toledo, ex-presidente da Abraji, apresentador de A Hora e UOL Prime podcast.
(Direitos autorais reservados: https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil – Estadão conteúdo/ NOTÍCIAS/ BRASIL/ História de Irany Tereza – RIO DE JANEIRO – 28/07/2025)
(Direitos autorais reservados: https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil – Brasil247/ NOTÍCIAS/ BRASIL/ História de
(Direitos autorais reservados: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-07 – Agência Brasil/ GERAL/ NOTÍCIA/ por Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro – 28/07/2025)
© Todos os direitos reservados pela EBC

