Luiz Sales, era sócio da consultoria SPGA e durante sua carreira comandou a agência Salles e foi o primeiro presidente da Fenapro

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Publicitário Luiz Sales era sócio da consultoria SPGA e durante sua carreira comandou a agência Salles e foi o primeiro presidente da Fenapro

 

Executivo presidiu a Salles Interamericana e atuava na SPGA

Luiz Sales, executivo e publicitário, irmão de Mauro Salles, com extensa carreira na publicidade, ex-presidente de icônica agência Salles/Interamericana, uma das principais empresas do setor no País nos anos 1970 e 1980, foi consultor da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), do Bradesco, diretor da TV Manchete e membro do conselho cultural da BR Distribuidora.

 

Um dos principais nomes da publicidade brasileira e um dos arquitetos do modelo brasileiro de publicidade, o executivo Luiz Sales foi por duas décadas presidente da Salles Interamericana Publicidade (hoje Publicis Brasil), e é reconhecido por sua extraordinária habilidade em lidar com situações de crise.

 

Foi consultor da Febraban, do Bradesco, diretor da TV Manchete, membro do conselho cultural da BR-Petrobrás. Participava, entre outros, do conselho do Pão de Açúcar e da Escola Superior de Propaganda e Marketing.

 

Formado em engenharia, era sócio da consultoria SPGA, que fundou com Alex Periscinoto, Sérgio Guerreiro e Walter Fontoura em 2000. A empresa já teve na lista de clientes Bradesco, Vale, BRF, Claro e Votorantim.

 

Desde o ano 2000, ele era sócio da consultoria SPGA, que fundou ao lado dos também publicitários Alex Periscinoto e Sérgio Guerreiro e do jornalista Walter Fontoura (falecido em julho, aos 80 anos).

 

Desde então, a SPGA se destacou no ramo de seleção de agências, além de prestar serviços de counseling a presidentes de empresas como Vale, Santos Brasil, Votorantim, Basf e Bradesco, entre outras.

 

Ele e Mauro Salles, seu irmão, fundaram em 1966 a Mauro Salles Publicidade. A agência foi montada no centro de São Paulo e, em 1968, foi incorporada à Interamericana de Publicidade.

 

Em 2000, a firma foi vendida para a DMB&B, do grupo BCom3, que, por sua vez, foi comprado pelo Publicis Groupe em 2002. Sales liderou a organização das finanças da agência e vendeu suas ações em meados dos anos 1990.

 

Luiz Sales se formou em engenharia agronômica, mas desde jovem se interessou pela publicidade. Ao lado do irmão Mauro Salles, fundou em 1966 a Mauro Salles Publicidade, que incorporou a Inter-Americana em 1968, passando a se chamar Salles/Inter-Americana. Luiz Sales presidiu a agência por mais de duas décadas, quando era uma das maiores do País.

Ele foi um dos principais articuladores da formação da Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro), sendo o primeiro presidente da entidade, de 1982 a 1985. “Sales foi responsável direto pela ideia da criação da Fenapro, numa época onde só São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul possuíam representatividade sindical. Para dar vida a Fenapro, Sales teve que criar uma dimensão nacional, plantando a semente dos futuros Sinapros em diversos estados, já que a legislação exigia no mínimo cinco sindicatos estaduais para a criação de uma federação nacional.
Para isso, Sales deu início a um trabalho de catequese, viajando o Brasil para incentivar a formação dos sindicatos, ajudando a criar o de Minas Gerais e o de Brasília. Por isso, foi eleito o primeiro presidente da Fenapro no ano de sua criação, em 1982, exercendo a presidência neste primeiro ano ainda como presidente do Sinapro-SP, já que as ações da Fenapro iniciaram nas dependências do Sinapro, o qual presidiu entre 1974 e 1983”, relembra nota de pesar da Fenapro.

 

Durante sua carreira, foi também vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), vice-presidente do Conselho Deliberativo da ESPM, consultor da Febraban e do Bradesco, membro do Conselho Cultural da BR-Petrobrás e do Conselho do Pão de Açúcar, além de vice-presidente do Conselho da Fundação Bienal. Também atuou como diretor na TV Manchete.

 

No ano 2000, a família Salles concluiu a venda de 100% da agência para a DMB&B, do grupo multinacional BCom3, que em 2002 foi comprado pelo Publicis Groupe. Como consequência, no Brasil a Salles se fundiu com a Publicis Norton, dando origem ao que é hoje a Publicis Brasil.

 

Habilidoso em lidar com crises, Luiz Sales fundou, em 1995, a consultoria LMS para assessorar empresas e oferecer aconselhamento a lideranças envolvidas em decisões corporativas complexas, em projetos confidenciais ou em processos de mudança. A experiência o levou a se juntar com os demais sócios da SPGA no ano 2000 para lançar a consultoria à qual se dedicou até recentemente.

 

Sales era conhecido pela sua capacidade de gerir crises. “Era minha vocação como engenheiro agrônomo, de pensar as coisas com calma”, disse, em entrevista em 2011.

 

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Em 1989, Sales foi sequestrado por 65 dias, na mesma onda que vitimou Abilio Diniz, Antônio Beltran Martinez e o estudante Celso Vicentin Júnior. Sua família pagou US$ 2,5 milhões pelo resgate (US$ 4,9 milhões em valores atuais, ou R$ 15,4 milhões).

 

Seu sobrinho, o também publicitário Paulo Salles, morreu em 2016, aos 60 anos.

 

O irmão Mauro Salles participou do lançamento da TV Globo como diretor de jornalismo, em 1965, e coordenou a campanha presidencial de Tancredo Neves em 1984.

 

 

Engenheiro agrônomo de formação, Luiz Sales voltou-se para a publicidade ainda nos anos 1960. Ajudou o irmão a fundar, em 1966, a Mauro Salles Publicidade – rebatizada Salles/Interamericana em 1976 -, empresa que presidiu por duas décadas, sempre como uma das cinco maiores do segmento no País.

Sales também foi presidente da Associação Brasileira das Agências de Propaganda (Abap) e da Federação Nacional das Agências de Publicidade (Fenapro), além de ter sido membro do conselho do Grupo Pão de Açúcar. Atuou ainda vice-presidente do primeiro conselho deliberativo da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).

Luiz Sales ficou na Salles/Interamericana até 1994 e depois passou a atuar como consultor de comunicação, por meio da LMS Counseling, dedicada a ajudar companhias a lidar com situações complexas. Em 2000, Luiz Sales juntou-se aos também publicitários Alex Periscinoto e Sérgio Guerreiro e ao jornalista Walter Fontoura para fundar a SPGA Consultoria de Comunicação, que, além de prestar serviços de relações públicas, já aconselhou presidentes de empresas, entre elas Vale, Votorantim, Basf e Bradesco.

Relacionamento

Esse trabalho no alto escalão das empresas foi uma das marcas de Luiz Sales, segundo Washington Olivetto, sócio da WMcCann. “Ele tinha contato direto com os presidentes das grandes empresas, o que era muito útil na hora de captar clientes. Era um grande homem de negócios e, ao mesmo tempo, um gentleman no trato com as pessoas”, lembrou o publicitário.

Para o publicitário, o grupo Salles foi, ao lado de empresas como a DPZ, um dos responsáveis pela profissionalização do mercado brasileiro, a partir dos anos 1960. “Eles pavimentaram o caminho para quem veio depois, como eu”, disse.

A exemplo do que ocorreu com a DPZ – hoje DPZ&T -, a Salles deu o primeiro emprego para importantes nomes do mercado brasileiro. O publicitário José Luiz Madeira, ex-sócio e presidente do conselho da AlmapBBDO, contou ao jornal “O Estado de S. Paulo” que sua primeira oportunidade, ainda muito jovem, foi na Mauro Salles Publicidade. “Foi lá que eu entendi que o meu futuro profissional não seria escrevendo textos, mas o olhar para a necessidade do consumidor.”

Legado

A marca Salles continua a existir até hoje, dentro do grupo Publicis Brasil, como Salles Chemistri. Hoje, a empresa ainda atende clientes relevantes, como a Chevrolet.

A entrada de um grupo internacional na agência ocorreu ainda nos anos 1990, quando a Salles/Interamericana foi vendida para a DMB&B, então parte do grupo multinacional BCom3.

Foi nessa época que a agência passou a se chamar Sales DMB&B e, posteriormente, Salles D’Arcy. Depois de o grupo BCom3 ter sido comprado pela rede francesa Publicis, em 2002, a companhia passou a se chamar Publicis Salles Norton.

Em 2005, a agência passou a se chamar apenas Publicis, mas manteve um braço de varejo chamado Salles Chemistri, que continua a funcionar até os dias atuais.

 

Luiz Sales faleceu em 22 de setembro de 2017, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, teve uma insuficiência respiratória e não resistiu, aos 83 anos.

Hugo Rodrigues, presidente da Publicis, lamentou a morte de Sales. “Foi um dos alicerces da propaganda brasileira”, disse, em nota.

(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/09 – MERCADO / DE SÃO PAULO – 22/09/2017)

(Fonte: https://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2017/09/22 – MEIO & MENSAGEM / COMUNICAÇÃO / por Alexandre Zaghi Lemos – 22 de setembro de 2017)

(Fonte: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2017/09/24 – EMPRESAS / NOTÍCIA / Por Folhapress — São Paulo – 24/09/2017)

(Fonte: https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/09/22 – ESTADO DE MINAS / ECONOMIA / postado em 22/09/2017)

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