Luiz Alfredo Garcia-Roza, era um dos principais escritores brasileiros de romances policiais, era o ‘pai’ do detetive Espinosa, personagem central de suas histórias policiais

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Luiz Alfredo Garcia-Roza, escritor e professor – Psicanalista que se converteu em prestigiado autor de thrillers policiais, o carioca é pai de um personagem popular, o delegado Espinosa

 

Além da vida acadêmica, ele era o ‘pai’ do detetive Espinosa, personagem central de de suas histórias policiais.

 

 

Luiz Alfredo Garcia-Roza (Rio de Janeiro, 1936 – Botafogo, na Zona Sul, 16 de abril de 2020), escritor, professor e psicanalista, maior autor de romance policial. Ele era um dos principais escritores brasileiros de romances policiais.

 

Garcia-Roza nasceu em 1936, no Rio de Janeiro. Formado em filosofia e psicologia, foi professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e publicou oito livros sobre psicanálise e filosofia. A principal especialidade do professor era o psicanalista austríaco Sigmund Freud (1856-1939).

Filho de uma família com 12 irmãos, ele nasceu no Rio de Janeiro, mas passou parte da infância e adolescência em Vitória, capital do Espírito Santo. Aos 18 anos, voltou ao Rio de Janeiro.

Filho de uma família com 12 irmãos, ele nasceu no Rio, mas passou parte da infância e adolescência em Vitória, capital do Espírito Santo. Aos 18 anos, voltou ao Rio.

 

Bem-sucedido autor de livros policiais, escritor e psicanalista Garcia-Roza

 

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Seu livro mais recente foi A Última Mulher, publicado em julho de 2019, quando o autor já estava no hospital. A obra traz de volta seu personagem mais famoso, o delegado Espinosa, um homem culto e metódico, oposto de outra popular persona da literatura policial nacional, o torto advogado Mandrake de Rubem Fonseca, escritor que o Brasil reverenciava.

 

Se o colega Fonseca optava por uma linguagem crua, observando o submundo do crime a partir de sua experiência como policial, Garcia-Roza explorava em sua obra intrincados dilemas morais, observando a selvageria humana pela ótica da psicologia. Sua prosa envolvente conduzia o leitor com certo didatismo até o fim, mas deixando interpretações em aberto para que o público julgasse seus personagens.

Foi na maturidade, aos 60 anos, que ele deu os primeiros passos na literatura, com a novela O Silêncio da Chuva, publicada em 1996, obra que lhe rendeu o prêmio Jabuti. Desde então, assinou doze romances, entre eles Uma Janela em Copacabana (2001), Céu de Origamis (2009) e Um Lugar Perigoso (2014).

A obra do escritor foi vista no cinema e na TV. A primeira adaptação veio em 2006, com Achados e Perdidos, com Antonio Fagundes e Zezé Polessa, que interpretou uma prostituta assassinada, caso que leva o protagonista, um delegado aposentado, a ser visto como o principal suspeito. Depois foi a vez do canal pago GNT investir na série Romance Policial: Espinosa (2015), com o ator Domingos Montagner (1962-2016) na pele do delegado do título. Berenice Procura, outro livro do autor, também ganhou adaptação no cinema, em 2018, com Cláudia Abreu no papel da protagonista que precisa lidar com a violência do marido, vivido por Eduardo Moscovis. Em breve, Espinosa será visto nos cinemas, na adaptação de Daniel Filho do livro O Silêncio da Chuva, com Lázaro Ramos no papel principal.

 

Detetive Espinosa

Além da vida acadêmica, dedicou-se também à ficção policial, quando já tinha passado dos 60 anos. O autor era o “pai” do detetive Espinosa, personagem central das histórias dele.
Os livros “Achados e Perdidos” e “Vento Sudoeste”, por exemplo, tinham o delegado como protagonista. Após 30 anos como professor e pesquisador no campo da psicanálise, o autor tinha cacife para explorar a mente de criminosos e policiais.
As tramas de Garcia-Roza também aconteciam no mesmo lugar, em Copacabana. A delegacia onde trabalha Espinosa era no bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro. As obras do autor passavam ainda por temas como tráfico de drogas e violência.

O escritor ganhou os prêmios Nestlé de Literatura (1996) e Jabuti (1997) com “O silêncio da chuva”, primeiro livro de ficção dele.

Garcia-Roza faleceu em 16 de abril de 2020, aos 84 anos, no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul, onde o escritor esteve internado até o dia 3 de abril.
Garcia-Roza estava internado há um ano no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, após sofrer um acidente vascular cerebral.

(Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/04/16- RIO DE JANEIRO / NOTÍCIA / Por Bárbara Schneider, TV Globo – 

(Fonte: https://veja.abril.com.br/entretenimento – ENTRETENIMENTO / Por Redação – 16 abr 2020)

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