Lennart Johansson, comandou o futebol europeu durante 17 anos e transformou a Liga dos Campeões em uma potência comercial global

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Pai da Liga dos Campeões, ex-presidente da Uefa

 

Lennart Johansson, criador da Champions League e rival de Blatter. (Foto: Trivela)

 

Criador da Champions League e rival de Blatter

 

Nils Lennart Johansson (Estocolmo, Suécia, 5 de novembro de 1929 – 4 de junho de 2019), sueco que supervisionou a introdução da versão moderna da Liga dos Campeões durante o período de 17 anos em que esteve na presidência da Uefa. Johansson assumiu o maior cargo do futebol europeu em um momento turbulento no qual o dinheiro da cobertura de televisão jorrava no esporte e os jogadores ganhavam liberdade total para trocar de países e clubes na Europa.

 

Johansson foi um dos dirigentes mais importantes da história recente da Europa, sendo presidente da Uefa de 1990 a 2007, quando foi sucedido por Platini. Foi na sua gestão que a antiga Copa Europeia se tornou a Champions League, em 1992, e transformou a competição na mais badalada do mundo.

 

Antes da Uefa, Johansson foi presidente do AIK, um dos clubes mais populares do país, de 1967 a 1980. Também presidiu a Federação Sueca de Futebol (SvFF) de 1984 a 1991. Ele foi o quinto presidente da história da Uefa, eleito em um Congresso da entidade em Malta, em 1990. Ele levou a Eurocopa para a Suécia em 1992 e recebeu como homenagem ter o seu nome dado ao troféu da liga sueca.

Johansson foi um dos principais responsáveis pela formatação da Liga dos Campeões, dando uma nova identidade à maior competição de clubes do continente, um hino cativante e um alcance mundial.

Sua gestão testemunhou grandes fluxos de renda para os grandes times europeus, que tornaram Manchester United, Barcelona, Real Madrid, Bayern de Munique e outros empreendimentos multibilionários e seus jogadores astros globais.

 

Johansson presidiu a Uefa de 1990 a 2007, quando foi derrotado na eleição pelo ex-jogador francês Michel Platini, sendo, então, nomeado presidente honorário da entidade. O sueco também foi vice-presidente da Fifa, mas perdeu uma disputada eleição presidencial para Joseph Blatter em 1998, que teve acusações de compra de votos.

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O atual presidente da Fifa, Gianni Infantino, ganhou experiência na gestão do futebol quando Johansson estava à frente da Uefa, depois se tornando secretário-geral. Uma homenagem ao sueco foi realizada na abertura do Congresso da Fifa em Paris em 5 de junho, com sua foto aparecendo em um telão.

 

Johansson disse que criar a Liga dos Campeões para substituir a Copa dos Campeões foi seu maior feito na Uefa. A expansão do torneio, que inicialmente só contava com os campeões nacionais, o tornou a competição de clubes mais lucrativa e com prestígio no mundo. Ele também transformou a Uefa, inclusive mudando sua sede de Berna para Nyon.

 

Depois de perder a eleição de 1998 para a presidência da Fifa, Johansson realizou acusações de má gestão financeira contra Blatter envolvendo o colapso da ISL, parceira de marketing da entidade por quase duas décadas e deixou uma dívida estimada em US$ 300 milhões (R$ 1,157 bilhão, na cotação atual) quando faliu em 2001. Ele também apoiou o adversário de Blatter, o camaronês Issa Hayatou, quando o suíço foi reeleito para um segundo mandato em 2002.

 

Nascido em Estocolmo, Johansson sempre se manteve fiel ao maior clube da cidade, o AIK, que presidiu entre 1967 e 1980. Também comandou a Associação Sueca de Futebol antes de se tornar presidente da Uefa.

Lennart Johansson faleceu em 4 de junho de 2019. Ele tinha 89 anos e seu falecimento por uma “breve doença” foi confirmada pela Associação Sueca de Futebol.

“Lennart Johansson foi o nosso maior líder internacional no futebol em todos os tempos, nenhum sueco teve uma influência semelhante no futebol mundial”, disse o presidente da federação sueca, Karl-Erik Nilsson, nesta quarta-feira. “Ele foi profundamente respeitado como presidente da Uefa e vice-presidente da Fifa. A sua liderança provocou admiração em todo o mundo.”

“Estou com o coração partido pela notícia do falecimento de Lennart Johansson”, disse Infantino em um comunicado divulgado em 5 de junho antes de sua reeleição como presidente da Fifa. “Ele foi um amigo e uma fonte inestimável de sabedoria e inspiração. Eu serei eternamente grato por tê-lo como presidente da Uefa quando entrei para a organização em 2000. Desde então, Lennart sempre foi um modelo de profissionalismo e, mais importante, da humanidade”.

“Ele era um amante dedicado e servo do futebol, que colocou sua paixão na vida”, afirmou o atual presidente da Uefa, Aleksander Ceferin. “Ele vai sempre ser lembrado como um líder visionário, e como o arquiteto Liga dos Campeões da Europa, e o futebol mundial será sempre grato a ele por tudo que ele conseguiu.”

(Fonte: https://www.terra.com.br/esportes – ESPORTES / 5 jun 2019)
(Fonte: https://trivela.com.br – FUTEBOL / CHAMPIONS LEAGUE / Por Felipe Lobo – 5 de junho de 2019)

(Fonte: Zero Hora – ANO 55 – N° 19.418 – 6 de JUNHO de 2019 – TRIBUTO / MEMÓRIA – Pág: 31)

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