José Marques de Melo, foi o primeiro doutor em jornalismo titulado por uma universidade brasileira

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O jornalista José Marques de Melo, foi referência em estudos da comunicação no País

 

 

Alagoano, jornalista e doutor em Comunicação, José Marques de Melo. (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

 

 

 

Ele teve influência na criação, gestão e manutenção das mais emblemáticas faculdades de jornalismo do Brasil

 

Melo foi um dos primeiros doutores em jornalismo do país, e se tornou um dos nomes mais respeitados na área.

 

 

José Marques de Melo (Palmeira dos Índios, Agreste de Alagoas, 1943 – Bairro de Pinheiros, São Paulo, 20 de junho de 2018), jornalista e doutor em Comunicação alagoano.

 

 

José Marques de Melo nasceu em 1943, em Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas. Ele era jornalista, professor universitário, pesquisador científico e consultor acadêmico, além de ter sido o primeiro doutor em jornalismo do país, em 1973, e docente-fundador da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

 

 

O alagoano trabalhou em jornais de Maceió e do interior do estado antes de mudar para São Paulo, onde continuou atuando na área e também, se dedicando às pesquisas.

 

 

Em toda sua carreira, escreveu dezenas de livros de jornalismo e comunicação social, que viraram referência para professores e estudantes dessas áreas.

Melo foi o primeiro doutor em jornalismo titulado por uma universidade brasileira, integrou o corpo docente que fundou a Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), da qual virou diretor posteriormente, foi um dos fundadores também da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), onde era considerado presidente de honra, e publicou cerca de 50 livros e coletâneas sobre estudos na área.

 

 

Biografia

 

 

José Marques de Melo nasceu em Palmeira dos Índios, em 1943, e se mudou para a vizinha Santana do Ipanema, de onde saiu na adolescência para estudar em Maceió e no Recife, segundo dados publicados pela Intercom a partir de entrevistas biográficas realizadas com Melo. Ele se formou em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco e em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal de Pernambuco, durante a década de 1960, antes de se transferir para São Paulo.

Na capital, fundou o Centro de Pesquisas da Comunicação Social, da Faculdade de Jornalismo Cásper Líbero, e foi docente-fundador da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), onde obteve os títulos de doutor em Ciências da Comunicação, livre-docente e professor catedrático de jornalismo.

Impedido por anos de exercer a docência em universidades públicas em razão da ditadura militar, reassumiu sua cátedra na USP após a anistia. Em 1989, foi escolhido pela comunidade acadêmica para exercer o cargo de diretor da ECA, função ocupada até 1993, quando se aposentou na instituição. Em 2009, coordenou o processo de revisão das diretrizes curriculares dos cursos de jornalismo, que foi implementada pelo então ministro da Educação Fernando Haddad (PT). “O professor Marques de Melo fez de todos aqueles que com ele conviveram grandes vitoriosos. Espalhou sementes, plantou ideias e ideais e neles sempre estará presente”, escreveu o reitor da Universidade Metodista.

Presidente da Comissão das DCJ, José Marques de Melo é anistiado e recebe pedido de desculpas do Estado. (Foto: ABI | Associação Brasileira de Imprensa)

 

Atualmente, ele exercia atividades na Universidade Metodista de São Paulo, onde era titular da Cátedra Unesco de Comunicação para o Desenvolvimento Regional.

 

 

 

José Marques de Melo, aos 75 anos, morreu em 20 de junho de 2018, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, em decorrência de complicações de um enfarte.

 

A morte foi lamentada por instituições e estudiosos da comunicação.

O reitor da universidade, Paulo Borges Campos Júnior, emitiu nota lamentando a morte e o classificando como o “professor que teceu a comunicação no Brasil”. “O talento do professor Marques vem de uma trajetória de desafios e vitórias, desde a sua atuação como líder estudantil nos idos dos anos 1960, como jornalista que cobriu fatos históricos em nosso país, como comunicador público e educador em movimentos à frente de seu tempo”, declarou.

 

“Mesmo as perseguições que sofreu por conta de ações ditatoriais foram para ele oportunidade de renovação, de demonstração de seu caráter inovador e revolucionário. A sua inquietação o trouxe a São Paulo e fez com que ele mudasse o rumo da comunicação, da pesquisa e das instituições por onde passou – Faculdade Cásper Líbero, Universidade de São Paulo, Universidade Metodista de São Paulo -, sempre buscando renovação e dinamismo”, acrescentou Campos Júnior.

O professor da ECA Eugênio Bucci disse ao Estado que Marques de Melo foi “pioneiro na projeção de uma ponte entre a universidade e a cultura profissional”. “Os estudos dele têm uma forma forte influência na consolidação do repertório acadêmico, mas também conquistou muito respeito entre jornalistas profissionais experientes. O trabalho dele sobre a história e as práticas jornalísticas também foi essencial”, disse.

(Fonte: https://www.terra.com.br/noticias/brasil/cidades – NOTÍCIAS – BRASIL / CIDADES – 20 JUN 2018)

(Fonte: https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia – ALAGOAS / NOTÍCIA / Por Derek Gustavo, G1 AL – 

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