Johnny Clegg, cantor e compositor sul-africano, foi um dos artistas brancos a confrontar o regime do apartheid

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Johnny Clegg, músico sul-africano e ativista contra o apartheid

 

 

Cantor sul-africano Johnny Clegg faz show durante noite de gala da África do Sul em Mônaco 29/09/2012 (Foto: REUTERS/Sebastien Nogier/Pool)

 

Ele lançou ‘Asimbonanga’, tributo a Nelson Mandela, e cantou a música ao lado do líder da África do Sul. Cantor foi um dos artistas brancos a confrontar o regime do apartheid.

 

 

Jonathan Paul Clegg (Bacup, Lancashire, Inglaterra, 7 de junho de 1953 – Joanesburgo, África do Sul, 16 de julho de 2019), cantor e compositor sul-africano, um dos poucos artistas brancos a confrontar abertamente o regime do apartheid no final dos anos 1970 e década de 1980.

 

Ele foi um dos poucos artistas brancos a confrontar abertamente o regime do apartheid no final dos anos 1970 e nos anos 1980.

Indicado ao Grammy e vencedor do Billboard Music Award, era conhecido por sul-africanos como “umlungu omnyama”, ou “o negro branco”. Ele falava Zulu e integrava a cultura em sua música folk tradicional.

 

 

 

Tributo a Mandela

Clegg formou a banda Juluka em 1969 com o guitarrista negro Sipho Mchunu. Era uma época onde a convivência entre raças ainda era ilegal de acordo com a segregação institucional na África do Sul.

O hit “Asimbonanga”, de 1987, um tributo a Nelson Mandela, que na época estava preso por mais de duas décadas, foi um dos pontos altos da carreira.

 

Ele apresentou a canção para Mandela em um palco na África do Sul em um evento de conscientização sobre a Aids organizado pelo líder sul-africano.

 

Clegg nasceu na Inglaterra, filho de um inglês e de uma cantora de jazz do Zimbábue (na época Rodésia do Sul). Depois do divórcio dos pais em sua infância, sua mãe o levou para viver no Zimbábue.

 

 

Ele chegou a Johanesburgo adolescente nos anos 1960, onde se encontrou com os trabalhadores imigrantes negros que eram proibidos de acessar a cidade por conta do Ato de Áreas de Grupos e de leis raciais limitando a vida no país africano.

O artista mergulhou nas vidas dos trabalhadores imigrantes que viviam em albergues abandonados, aprendeu o idioma Zulu e a guitarra maskandi.

 

Também começou a pesquisar os estilos de dança normalmente utilizados pelos imigrantes para distração e entretenimento quando não estavam trabalhando de forma dura na mineração.

 

As músicas politicamente engajadas de Clegg e sua visão multicultural o colocaram em conflito direto com o governo do Apartheid. Muitas de suas músicas foram proibidas e suas apresentações públicas foram limitadas. O Apartheid acabou em 1994.

Johnny Clegg faleceu em 16 de julho de 2019 aos 66 anos de idade.

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Clegg havia sido diagnosticado com câncer no pâncreas em 2015.

 

 

No Twitter, o governo da África do Sul fez uma homenagem: “Sua música tinha a habilidade de unir as pessoas de diferentes raças e transformá-las em uma comunidade. Enviamos nossas sinceras condolências à sua família, amigos e fãs. Clegg deixou uma marca indelével na indústria musical e nos corações das pessoas.”

(Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2019/07/16 – POP & ARTE / MÚSICA / NOTÍCIA / Por Reuters – 16/07/2019)

(Fonte: Zero Hora – ANO 55 – N° 19.454 – 18 de JULHO de 2019 – TRIBUTO / MEMÓRIA – Pág: 29)

(Fonte: https://www.terra.com.br/diversao – DIVERSÃO / ENTRETENIMENTO – 16 JUL 2019)

Reuters – Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters.

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