John Hume, líder católico-romano da Irlanda do Norte que foi um importante arquiteto do acordo da Sexta-feira Santa e que venceu o Prêmio Nobel da Paz pelo papel que teve no fim de 30 anos de violência sectária

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John Hume, líder católico da Irlanda do Norte e Nobel da Paz

 

 

John Hume (Londonderry, Reino Unido, 18 de janeiro de 1937 – Londodnerry, 3 de agosto de 2020), líder católico-romano da Irlanda do Norte que foi um importante arquiteto do acordo da Sexta-feira Santa e que venceu o Prêmio Nobel da Paz pelo papel que teve no fim de 30 anos de violência sectária.

 

Hume, político católico romano que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1998 por sua atuação na reconciliação da Irlanda do Norte, era um veterano defensor dos direitos civis, considerado responsável por iniciar as negociações de paz em uma região britânica abalada pelo derramamento de sangue do começo da década de 1990, dividiu o Nobel da Paz com o então primeiro-ministro da Irlanda do Norte, David Trimble, do Partido Protestante Unionista do Ulster.

 

Em 1968, Hume se juntou ao movimento para proteger os direitos civis da minoria de pró-irlandeses católico-romanos da Irlanda do Norte, lutando contra a discriminação da maioria pró-britânica protestante em várias, de moradia à educação.

 

 

Hume foi 1 dos fundadores do Partido Social Democrata e Trabalhista (SDLP) em 1970 e liderou o partido de 1979 a 2001. Ele desempenhou papel importante nas negociações que levaram ao Acordo da 6ª feira Santa em 1998, responsável por encerrar os conflitos entre grupos paramilitares e forças de segurança britânicas na Irlanda do Norte.

 

Como líder do moderado Partido Trabalhista Social-Democrata (SDLP), Hume foi um importante defensor do pacifismo, em meio a conflitos entre nacionalistas irlandeses que queriam uma Irlanda unificada e forças pró-Reino Unido, incluindo o Exército Britânico, que desejava manter o status britânico da região.

 

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Até 1998, mais de 3.600 pessoas haviam morrido.

 

Um momento marcante aconteceu em 1993, quando Hume participou de discussões com Gerry Adams, que era naquela época líder do partido Sinn Fein, braço político do grupo de guerrilha Exército Republicano Irlandês (IRA).

 

As conversas ajudaram a pavimentar o caminho para uma iniciativa conjunta entre os governos britânico e irlandês que gerou o processo de paz e a trégua com o IRA em 1994 e, no fim, levou ao crucial acordo da Sexta-feira Santa, quatro anos depois.

 

“Enquanto os outros estavam presos a rituais políticos de condenação, John Hume teve a coragem de assumir riscos reais pela paz”, disse Adams, em um comunicado. “Enquanto outros falavam incessantemente sobre a paz, John encarou o desafio e ajudou a fazer a paz acontecer.”

 

John Hume faleceu em 3 de agosto de 2020, aos 83 anos.

Ele morreu em uma casa de repouso em Londodnerry, onde nasceu. Hume sofria de demência há muitos anos e morreu em uma casa de repouso de Londonderry, no Reino Unido.

“John Hume foi um gigante político; um visionário que se recusou a acreditar que o futuro tinha que ser igual ao passado. Sua contribuição para a paz na Irlanda do Norte foi épica”, afirmou, em comunicado, o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, que governava o país à época do acordo da Sexta-feira Santa.

 

“Desde o começo dos conflitos, John pedia que as pessoas buscassem seus objetivos de maneira pacífica e foi um crítico constante daqueles que não percebiam a importância da paz”, afirmou Trimble à rádio BBC de Ulster, nesta segunda-feira, saudando a “grande contribuição” de Hume para o processo de paz.

(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo – NOTÍCIAS / MUNDO / BELFAST (Reuters) / Por Ian Graham – 3 de agosto de 2020)

(Reportagem de Conor Humphries em Dublin e Ian Graham em Belfast)
(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/entretenimento/noticias – ENTRETENIMENTO / Por Poder360 – 3 de agosto de 2020)
Texto redigido pela estagiária Joana Diniz com a supervisão do editor Carlos Lins.
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