João Pinaud, advogado e militante dos Direitos Humanos

João Luiz Duboc Pinaud em homenagem aos povos indígenas, acompanhado pelos atores Osmar Prado e Antônio Pitanga. (Foto: Reprodução/ Joaoluizpinaud.com)
João Luiz Duboc Pinaud (Niterói, 31 de janeiro de 1931 – Niterói, 23 de abril 2018), advogado e ativista pelos direitos humanos. Nascido em Niterói, Pinaud foi advogado, promotor, juiz, escritor e professor universitário. Em sua carreira, também foi um grande defensor dos direitos humanos.
Pinaud teve os direitos políticos cassados no golpe militar de 1964, inclusive a cadeira que ocupava na Universidade Federal Fluminense (UFF), onde lecionava no curso de Direito, e seu cargo de juiz do antigo Estado do Rio de Janeiro. Ele foi secretário estadual de Justiça e também de Direitos Humanos. O jurista também foi presidente do Instituto de Advogados Brasileiros (IAB).
Pinaud ocupou o cargo de presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) em 1998. Entre 2000 e 2002 foi secretário da Justiça do Rio de Janeiro. E, em 2008, disputou uma vaga de vereador do Rio de Janeiro pelo PSOL. Foi, ainda, membro da Casa da América Latina, da Comissão Permanente de Direitos Humanos do IAB e da Comissão de Direitos Humanos da OAB.
Entre suas obras publicadas estão os livros Tempo de Família, ganhador do prêmio do Instituto Nacional do Livro em 1985, Malvados e Mortos, Insurreição Negra e Justiça, e Direitos Humanos: Conquistas & Desafios.
Por causa da militância, durante a ditadura militar, João Pinaud teve seus direitos políticos cassados, perdendo sua cadeira na Universidade Federal Fluminense, onde lecionava no curso de Direito, e seu cargo de juiz do Estado.
João Pinaud morreu em 23 de abril 2018, aos 87 anos, no Rio de Janeiro.
O IAB decretou luto oficial por três dias em homenagem à memória de Pinaud. De acordo com Técio Lins e Silva, presidente da entidade, ele se dedicou em defender presos políticos durante a ditadura.
“O IAB está de luto, para dizer às gerações que não o conheceram, que nós perdemos um homem comprometido com o Direito e a democracia, exímio professor, sobretudo um homem bom, amigo, símbolo da generosa luta pelos direitos humanos”, explicou o presidente do IAB.
(Fonte: https://www.conjur.com.br/2018-abr-23 – Revista Consultor Jurídico, 23 de abril de 2018)
(Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia – RIO DE JANEIRO – NOTÍCIA / Por G1 Rio – 24/04/2018)

