Humberto de Alencar Castello Branco, um militar revolucionário e liberal, ex-presidente da República

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O primeiro presidente do Governo militar no Brasil

O marechal Humberto de Alencar Castello Branco (Fortaleza, Ceará, 20 de setembro de 1897 – Fortaleza, Ceará, 18 de julho de 1967), um militar revolucionário e liberal, ex-presidente da República do Brasil de (15 de abril de 1964 à 15 de março de 1967). Permaneceu durante trezentos dias nos campos de batalha da Itália, como chefe de operações da Força Expedicionária Brasileira, durante a II Guerra Mundial. Durante os 35 meses em que ocupou a presidência da República, conservou anotações, rascunhos de discursos, cartas recebidas e de seu pensamento militar à Escola de Comando do Estado-Maior do Exército.

A lógica de um militar profissional

Castello Branco formou-se como militar e, durante toda a sua vida, inclusive durante o tempo em que esteve na presidência da República, agiu como um profissional das Forças Armadas. À primeira vista, a ideia de que alguém possa agir como um militar na chefia de um Estado pode fornecer a impressão grosseira de exageradas preocupações disciplinares, obsessão do zelo ou até mesmo alguma exasperante exigência de pontualidade. Na verdade, porém, o Exército brasileiro forma em seus oficiais qualidades e preocupações diferentes da simples rotina da caserna. E Castello Branco parece ter sido uma das maiores provas disso. Sem detrimento da sua formação militar, leu clássicos e cultivou o espírito. Era um cearense de classe média ajustado na sua profissão que, ao mesmo tempo, gostava de comédia.

Quando o coronel Castello Branco voltou da Itália, em 1946, foi destacado para a Escola de Comando do Estado-Maior do Exército. Suas conferências a partir de 1947 se parecem mais com aulas de lógica do que com o que se supõe serem palestras de um militar. Numa época em que o Exército brasileiro ainda se ressentia da velha mentalidade miliciana compensada pelo surgimento de alguns oficiais conhecidos pelo brilho de suas frases de espírito, Castello ensinava: “Aprender a realidade, sem o auxílio do raciocínio, parece impossível”.

“A festa da espada” – As preocupações militares do coronel e do general Castello Branco, porém, não se vinculavam exclusivamente aos vícios de raciocínio tão frequentes em alguns comandos da década de 30. Durante toda sua carreira foi um missionário da vigorosa profissionalização dos militares. E sempre a entendeu como a principal possibilidade de realização da própria corporação. Sua visão das vicissitudes do Exército era bastante lúcida. Disse em 1955 na Escola Superior de Guerra: “A organização atual do Exército não está, presentemente, à altura da época e, sobretudo, das necessidades da evolução. É uma organização essencialmente departamental e que condiciona o derivativo generalizado das preocupações burocráticas”.

Em 1955, o profissional preocupado com a remodelação administrativa de sua corporação assistiu e apoiou o movimento militar chefiado pelo ministro da Guerra, general Henrique Lott, destinado a garantir a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek. Meses depois, quando organizações sindicais resolveram entregar ao ministro uma espada de ouro, Castello rompeu duramente com Lott. A imprensa registrou alguns momentos desse desentendimento; porém, a maior parte dele, contido em longos documentos trocados pelos dois, ainda repousa nos arquivos do marechal.

A lição de Osório – Três anos depois, no Instituto de Geografia e História Militar, o general Castello Branco apontava a origem de sua atitude contra a festa da espada: “Um ministro manifestou ao “general Osório o seu reparo pelo fato de este não haver dado apoio praticamente político à conduta do governo. O marquês de Herval, em resposta, dá uma lição, quando declara: “porque o Exército que tivesse o direito de aprovar as qualidades do seu governo, tê-lo-ia também para as reprovar”.

O mundo fala – Um longo manuscrito sobre o Poder Político Nacional, porém, revela que o general Castello Branco não tomava em termos exageradamente simplistas a frase de Osório: “O Poder Militar está, às vezes, à mercê de incompreensões ou explorações. Há os adeptos opostos das Forças Armadas mudas e intervencionistas. Primeiramente, assinale-se que a mudez deve ser considerada em relação ao comportamento dos membros do Poder Político Nacional e dos próprios agentes do Poder Militar.
Os perigos da subversão – E, da mesma forma que antevia a possibilidade do fim do mutismo, era um dos primeiros oficiais do Exército brasileiro a denunciar a existência de um novo tipo de desafio profissional: “a guerra revolucionária”.
Em 1962, ensinava: “A guerra revolucionária é uma luta de classes, de fundo ideológico, imperialista, para a conquista do mundo; tem uma doutrina, a marxista-leninista. É uma ameaça para os regimes fracos e uma inquietação para os regimes democráticos. Perfaz, com outros, os elementos da guerra fria. (…) A guerra fria foi concebida por Lênin para, de qualquer maneira, continuar a revolução mundial soviética. É uma verdadeira guerra global não declarada. Obedece a um planejamento e tem objetivos a conquistar, desperta entusiasmo e medo em grupos sociais e reações contrárias na opinião pública.
A lição do Concílio – Para ele, a eficiência da corporação era inclusive a melhor fórmula para se conseguir as necessárias vitórias na guerra revolucionária e, buscando ideias para vencer o “imobilismo” do Exército em fins de 1963, escreveu: “O Concílio que se desdobra no Vaticano é um exemplo de trabalho institucional face à evolução e em resposta a críticas tremendas contra a Igreja”.

Durante os seus 46 anos como oficial, de tenente de Realengo a comandante do IV Exército e chefe do Estado-Maior, Castello Branco teve raros momentos de envolvimento em atividades políticas. E, ainda assim, episódios como a sua divergência com Lott, mesmo possuindo reflexos políticos, eram basicamente a defesa de questões essenciais para um profissional.

Um general a serviço do Exército

Quando o coronel Castello Branco recebeu as platinas de general-de-brigada, em 1952, já era conhecido no Exército como um intelectual. Se bem que fosse um leitor apaixonado de José de Alencar, capaz de recitar de memória vários trechos de Iracema, Castello nunca fez incursões na literatura. Sua legenda era a de um criterioso analista dos problemas militares. E seu trabalho na Escola Superior de Guerra revelou-se duradouro. Elaborou, em tempos de paz, planos e conferências, enquanto lia Jacques Maritain, Lênin e Fulton Sheen (1895-1979), atuou efetivamente na FEB, e, com limitados meios, planejou e implementou manobras militares na Amazônia e no IV Exército. No Recife, em 1963, sofreu a maior dor de sua vida. Vítima de um distúrbio cardíaco, em apernas três dias de doença, morreu sua esposa, dona Argentina Vianna, depois de 41 anos de casamento. Viúvo, foi destacado para a chefia do Estado-Maior do Exército, no Rio de Janeiro, onde voltou a habitar a casa da rua Nascimento Silva, em Ipanema.

Os vícios do nacionalismo – Há uma sensível diferença entre o conteúdo dos escritos de Castello como coronel e os do general. Aos poucos, ele foi se libertando da necessidade de conceituações didáticas, indispensáveis em aulas de Estado-Maior, e passou a estruturar longas análises políticas: nas dezenas de conferências e anotações que Castello deixou, fica clara a lucidez de seu raciocínio e o motivo de suas preocupações: sempre a unidade das Forças Armadas.

Isso amofina o Exército – Ao mesmo tempo que condenava tão vigorosamente a falácia nacionalista, Castello proclamava, até mesmo com algum radicalismo, a necessidade do monopólio estatal do petróleo. Fazia-o, porém, sem paixão ou cobiça. Sua maior preocupação era o surgimento de uma linha divisória dentro das Forças Armadas.

Os interesses dos outros – Anos antes, num rápido rascunho intitulado “D e L” (Democracia e Liberdade), Castello rabiscara: “Forças Armadas não fazem democracia. Mas garantem-na. Não é possível haver democracia sem Forças Armadas que a garantam.”

Assim, quando as divisões da política eram arremessados para dentro dos quartéis, Castello condenava todas as facções, fossem quais fossem, pois no seu entender, acima das intenções de cada facção, nada seria mais desastroso que a desunião do Exército. Além disso, em 1955, via com profundo ceticismo o coro de civis que rogavam pela intervenção militar: “Qual o militar que não tem ouvido, desde jovem, tenente, a frase enunciada por doutores, congressistas, banqueiros, comerciantes, industriais e nunca pelo chamado homem do povo: “O Exército precisa tomar conta disso!”? É permanecer no regime legal ou marchar para a ilegalidade (…) A questão tem interessado muito mais ao meio civil que ao próprio Exército.”

O direito da Revolução – Mesmo assumindo uma permanente postura profissional, Castello Branco condenava simultaneamente o abulismo e a fixação intervencionista. Em dezembro de 1961, escreveu, para uma conferência na Escola de Comando do Estado-Maior do Exército: “O militar é, antes de tudo, um homem. E o homem de uma nação democrática julga que a adoção e a conscientização de qualquer ideia constituem um direito elementar nesse regime. E, ainda mais, é um recurso legítimo tomar parte numa revolução”. Contudo, a frieza do raciocínio e um permanente sentido de proteção contra quaisquer frases mais apaixonadas (…).

Enquanto Castello anunciava seu pensamento em conferências, redigia longas advertências às autoridades militares, denunciando a anarquia do governo Goulart. Em 1964, dias antes e logo depois do comício do dia 13 de março, fez valer toda sua autoridade de chefe do Estado-Maior para forçar uma revisão da política de apoio que vinha sendo dada, em termos quase partidários, à subversão patrocinada pelo próprio governo. Não foi bem sucedido. Nessa questão enviou e recebeu pelo menos duas dezenas de cartas gentis, cordiais, formais e até mesmo ríspidas. Nunca as mostrou.

Como Osório – No dia 20 de março de 1964, esgotadas todas as tentativas disciplinadas, Castello assinou seu ato de rebeldia, que, do ponto de vista formal, era de absoluta legalidade. Enviou uma circular reservada a todos os generais, onde repetia o raciocínio de Osório que ensinara dezessete anos antes: “Os meios militares nacionais não são instituídos para declararem solidariedade a este ou àquele poder. Se lhes fosse permitida a faculdade de solidarizar-se com programas, movimentos políticos ou detentores de altos cargos, haveria, necessariamente, o direito de também se oporem a uns e a outros”. E permitia-se um rápido parágrafo de exaltação: “Não. As Forças Armadas não podem atraiçoar o Brasil. Defender privilégios de classes ricas está na mesma linha antidemocrática de servir a ditaduras fascistas ou sindo-comunistas.”

Vinte dias depois, o general da rua Nascimento Silva passava para a reserva, como marechal, e mudava-se para o palácio Laranjeiras. Era o primeiro presidente da Revolução que anunciara como legítima em 1961.

A presidência como missão revolucionária

Até o dia 15 de abril de 1964, quando recebeu a faixa presidencial, Castello Branco fora, de certa forma, um personagem que gozava a liberdade de seu relativo anonimato. Caminhava por Ipanema. Votava quase sempre na UDN, em Jânio Quadros, Carlos Lacerda ou Adauto Lúcio Cardoso. Empossado, ele tornou-se o personagem central de um dos capítulos mais amargos da política brasileira. Viu-se atirado no redemoinho de falácias que condenara toda a vida. Como sobreviviam as divisões abstratas do Exército, a Revolução foi considerada por alguns um ato “golpista” e “entreguista” destinado a violentar a “legalidade” e a “política nacionalista”. Exercendo os poderes políticos discricionários conferidos pelo Ato Institucional n.° 1, cassou políticos populares. Buscando o equilíbrio das finanças, iniciou um período de contenção salarial. Com isso conquistou a impopularidade. Carregou-a durante todo o governo. Como chegou a escrever, via no poder o fascínio da nova missão.

Como era feio, chamavam-no, na imprensa e no Congresso, de “monstrengo”. Aos poucos, revelou um profundo sentido de ironia diante desse tipo de críticas. Um dia, quando estava num carro oficial com o então senador João Agripino, uma senhora colocou o rosto à janela e exclamou: “Chii, como ele é feio”. Castello, sorrindo, disse baixo para Agripino: “Senador, isso é com o senhor”. Seu espírito foi considerado maligno, “herdado do seu autoritário sertão”. Um sertão do qual tinha muitas e permanentes saudades. Foi chamado de “deusinho mofino”, por seu antigo candidato, Carlos Lacerda. O presidente do Instituto dos Advogados, José Ribeiro de Castro Filho, dizia que “a sua derrota, sem a utilização da força, é inevitável”. E adiante ameaçava-o com “o julgamento da história”.

Alguns de seus decretos foram tachados de “fascistas”. O projeto da Constituição que coordenou era um documento “antidemocrático”, segundo muitos. Seus principais assessores constituíam um “gabinete negro” e um “sinistro grupo de sujeitos”. Enfim, todo o governo era “fascista”, “entreguista” e “ditatorial”. E tudo isso era dito nos jornais e no Congresso.

Nos primeiros dias de seu governo Castello Branco recebeu denúncias de violências contra as centenas de presos políticos que a Revolução recém-saída da vitória pescara no regime passado. Pouco depois, determinou que o chefe de seu Gabinete Militar, general Ernesto Geisel, visitasse as guarnições onde se dizia que haviam ocorrido as arbitrariedades. E eles pararam. Mas seu governo continuou sendo tachado de violento.

Castello provou até ao fundo da taça essa amargura. Recebia críticas por ser autoritário nos mesmos dias em que procurava acrescentar dispositivos que supunha mais liberais à Constituição. Era chamado de entreguista, enquanto dava a presidência da Petrobrás ao seu melhor e mais fiel amigo, o marechal Ademar de Queirós.

Lia que era vingativo pouco antes de encaminhar ao Gabinete Militar um pedido de informações baseado numa carta de um funcionário punido por um IPM sem ter sido ouvido. Houve a certa altura quem ousasse acusa-lo de corrupção na mesma época em que, com sua letra redonda, perguntava ao ministro da Justiça: “Enriquecimento ilícito dá pena de morte?” Se desse, ele gostaria que esta disposição fosse incluída na nova Constituição.

E como demitiu o irmão, por ter aceitado, como fiscal de rendas, um automóvel de presente, também desmontou a candidatura de Carlos Lacerda e fechou o Congresso quando seu presidente era o seu amigo deputado Adauto Lúcio Cardoso, mais tarde convidado para o Supremo Tribunal Federal. Nunca deu explicações maiores a ninguém. Só seus papéis conservam algumas informações que fazem com que alguns personagens ilustres possam passar de paladinos a pusilânimes. Contudo, depois da leitura de vinte anos de anotações surgiu um conflito entre uma mentalidade profissional e profundamente liberal e alguns acontecimentos como o Ato Institucional n.° 2, decretado em 1965, reabrindo o processo punitivo e o recesso do Congresso de 1966. A explicação para este enigma está também no conjunto de pastas, mas só foi decifrada pelo ex-chefe da Casa Civil de Castello, Luiz Vianna Filho. Sua explicação é simples: “Castello era um homem de sólidas convicções políticas, mas se via no poder como representante de uma Revolução. Sempre que suas ideias entravam em choque com os movimentos da Revolução, ele cedia, sobretudo em nome da unidade das Forças Armadas.”

E assim foi no encaminhamento de sua própria sucessão. Nenhum papel revela que Castello era ostensivamente contrário à candidatura do ministro da Guerra, general Arthur da Costa e Silva. Assim como não há prova de que o ministro foi seu candidato pessoal. Pode-se, porém, afirmar que o general Cordeiro de Farias, grande amigo de Castello, deixou o Ministério do Interior por não concordar com a escolha de Costa e Silva, bem como o senador Mem de Sá deixou o Ministério da Justiça. Durante todo o processo sucessório, montou-se uma verdadeira selva de pequenas e grandes intrigas, mas Castello teve uma preocupação fundamental: respeitar a unidade das Forças Armadas e manter sua própria autoridade.

Por isso, quando correram rumores de que o então deputado Costa Cavalcanti, partidário de Costa e Silva, anunciara estar disposto a “virar a mesa”, Castello, ao recebê-lo em seu gabinete, encerrou a conversa informando: “Deputado, a mesa é esta. Vire-a”. Costa Cavalcanti desmentiu a expressão deselegante que lhe foi atribuída. Ela teria sido inventada, segundo o depoimento gravado que enviou a Luiz Vianna Filho.

Na presidência da República, Castello sentia até mesmo a amargura dos ataques dos cronistas de sua predileção, entre os quais estava Rubem Braga. Mas nem com escritores, nem com políticos ou militares, aceitou o jogo da explicação. Assim, assumiu a responsabilidade dos mais duros anos da Revolução. Deixou o governo equipado com uma nova Constituição e o país protegido por uma sólida legislação fiscal – e embarcou para a Europa. Na ocasião, preferiu que sua viagem não fosse transformada em missão oficial.

Semanas antes de morrer se anteviu que se acabaria trazendo o AI-5. Pediu ao senador Daniel Krieger, que na época era o presidente da Arena que mantivesse contatos políticos e informou que haveria de conversar com amigos seus.

Contudo, quando o avião Aztec caiu sobre as terras da lagoa de Messejana, Castello estava voltando de uma visita à fazenda da romancista Rachel de Queiroz. E quando seu corpo saiu do primeiro andar do prédio do Clube Militar, no Rio de Janeiro, passando diante do cinema Odeon, o grande letreiro anunciava: “A Sombra de um Gigante”. Passado oito anos do dia em que eclodiu o movimento revolucionário que haveria de leva-lo à presidência da República, a sombra de Castello Branco, o “deusinho mofino” de 1966, está sendo julgada pela história, como ele, silencioso diante dos ataques, sempre quis.

(Fonte: Veja, 5 de abril de 1972 -– Edição 187 –- DOCUMENTO – Pág; 36, 43, 44, 45, 46 e 47)

 

 

 

 

Em 11 de abril de 1964, Humberto Castello Branco é eleito Presidente da República pelo Congresso Nacional.
(Fonte: Zero Hora -– ANO 49 -– N° 17.351 -– Almanaque Gaúcho/ Por Ricardo Chaves -– 11 de abril de 2013 – Pág; 54)

 

 

 

Castello Branco, autor da cassação de Juscelino, morreu em 1967 e em 1972 foi transladado para o Ceará, contra a vontade do então ministro do Exército, general Orlando Geisel, que desejava vê-lo sepultado no monumento aos pracinhas, no Rio de Janeiro. Numa festa típica da ditadura que ele pretendeu evitar, o marechal foi colocado num monumento de concreto onde são exibidos objetos que marcaram sua vida.

(Fonte: Veja, 7 de janeiro de 1981 – Edição 644 – HISTÓRIA – Pág: 42)

 

 

 

 

O presidente militar Humberto Castelo Branco sanciona, em 30 de novembro de 1964, o Estatuto da Terra.
(Fonte: Zero Hora –- ANO 50 –- N° 17.584 -– Hoje na História – ALMANAQUE GAÚCHO/ Por Ricardo Chaves – 30 de novembro de 2013 – Pág: 48)

 

 

 

Em encontro com o presidente Castelo Branco, o governador Ildo Meneghetti ofereceu um estudo favorável à extensão do AI-1 aos Estados. Um dos motivos seria aplicar nas Assembleias Legislativas o dispositivo que impede a aprovação de projetos que prejudiquem a política financeira estadual.

(Fonte: Zero Hora – ANO 51 – Nº 17.847 – HÁ 50 ANOS EM ZH – 22 de agosto de 2014 – Pág: 44)

 

 

Presidente anuncia ações trabalhistas

Em visita à Porto Alegre, em 22 de maio de 1964, Castello Branco anunciou medidas para regulamentar o direito de greve e a participação dos empregados nos lucros das empresas. O presidente foi recebido com um desfile de tropas e participou da Marcha da Família com Deus pela Liberdade.

(Fonte: Zero Hora – ANO 51 – N° 17.756 – HÁ 50 ANOS NO ZH – Almanaque Gaúcho/ Por Ricardo Chaves – 23 de maio de 1964/2014 – Pág: 52)

 

 

 

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Castelo decreta extinção da UNE

O presidente Castelo Branco assinou decreto que regulamenta o funcionamento das entidades estudantis e extingue a União Nacional dos Estudantes. Os grêmios e centros de universidades continuam existindo, mas não podem se envolver em ações políticas.

(Fonte: Zero Hora – ANO 50 – N° 17.798 – HÁ 50 ANOS EM ZH – 4 de julho de 1964/2014 – Pág: 36)

 

 

Castelo quer criar “salário-educação”

O presidente Castelo Branco revelou a intenção de enviar ao Congresso a proposta de criação do “salário-educação”. O valor seria descontado dos empregadores e financiaria a educação dos funcionários e seus familiares. O governo poderia arrecadar Cr$ 50 bilhões a mais do que era na época.

(Fonte: Zero Hora – ANO 51 – Nº 17.789 – 25 de junho de 1964/2014 – HÁ 50 ANOS EM ZH – Pág: 32)

 

 

Presidente diz que prazo será mantido

Em uma visita a Pernambuco, o presidente Castelo Branco afirmou que o prazo para cassações não será prorrogado. Conforme estabelecido no artigo 10 do Ato Institucional 1, as cassações e suspensões de direitos políticos só poderiam ser feitas até 10 de junho.

(Fonte: Zero Hora – ANO 51 – Nº 17.770 – 6 de junho de 2014 – HÁ 50 ANOS EM ZH – ALMANAQUE GAÚCHO/ Por Ricardo Chaves – Pág: 60)

 

 

 

Presidente pretende dar fim a privilégios

O presidente Castelo Branco afirmou que é preciso construir, no Brasil, uma sociedade livre de privilégios. Ele falou que muitos cidadãos não entenderam a necessidade da revolução de março, pois estavam acostumados com slogans demagógicos, não com políticas sérias.

(Fonte: Zero Hora – ANO 51 – Nº 17.968 – Almanaque Gaúcho – 21 de dezembro de 2014 – HÁ 50 ANOS EM ZH/2 de janeiro de 1965 – Pág: 44)

 

 

 

 

Presidente pode perdoar cassados

Assessores de Castelo Branco garantem que o presidente perdoará alguns políticos cassados, que serão autorizados a retornar ao país. A lista será anunciada em rede nacional no dia 31 de dezembro e talvez inclua o nome do ex-presidente Jânio Quadros.

(Fonte: Zero Hora – ANO 51 – Nº 17.974 – HÁ 50 ANOS EM ZH – 28 de dezembro de 2014/1964 – Pág: 40)

 

 

 

 

 

Ministro diz que país está crescendo

O ministro da Guerra, Arthur da Costa e Silva, afirmou que o Brasil está a caminho do crescimento, através da democracia. Também enfatizou que a eleição de Castelo Branco foi uma ótima escolha, pois ele está resolvendo os problemas do país com pulso firme.

(Fonte: Zero Hora – ANO 51 – N° 17.977 – HÁ 50 ANOS EM ZH – 31 de dezembro de 1964 – Pág: 40)

 

 

 

 

Castelo Branco pressiona ministro do Trabalho

Castelo Branco solicitou ao ministro do Trabalho, Arnaldo Süssekind (1917-2012), que acelere o estudo sobre o novo valor do salário mínimo. Süssekind garantiu que o cálculo estará pronto dentro de duas semanas, quando será repassado ao Conselho de Emprego e Salário, que definirá o valor final.

(Fonte: Zero Hora – ANO 51 – N° 18.017 – HÁ 50 ANOS EM ZH – 10 de fevereiro de 1965/2015 – Pág: 36)

 

 

 

O general Castelo Branco decreta intervenção na Universidade de Brasília, em 13 de abril de 1964.

(Fonte: Zero Hora – ANO 51 – N° 18.078 – HOJE NA HISTÓRIA – 13 de abril de 2015 – Pág: 36)

 

 

 

Castelo Branco diz que não prorrogará AI

O presidente Castelo Branco afirmou, em encontro com o jurista Tinoco Barreto no Palácio das Laranjeiras, que não pretende prorrogar o prazo do Ato Institucional nº 1 nem qualquer dos seus dispositivos. Ele afirmou que a vigência termina no próximo dia 9 de outubro de 1964.

(Fonte: Zero Hora – ANO 51 – Nº 17.874 – 18 de setembro de 1964/2014 – HÁ 50 ANOS EM ZH – Pág: 52)

 

 

 

Castello Branco assinou o AI-3 em 1966 e impôs um jejum eleitoral de quase vinte anos

Em 1966, o presidente Castello Branco assina decreto, o Ato Institucional n.º 3 e oficializou a nomeação dos prefeitos.

(Fonte: Veja, 4 de setembro de 1985 – Edição 887 – Brasil – Pág: 22/23)

 

 

 

Em 27 de outubro de 1965 – Presidente Castello Branco decreta o AI-2, estabelecendo eleições indiretas e cassação dos partidos políticos, entre outras medidas.

(Fonte: Correio do Povo – ANO 121 – Nº 27 – CRONOLOGIA/ Por Dirceu Chirivino – 27 de outubro de 2015 – Pág: 16)

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