Hélio Turco, compositor, presidente de honra e ex-tesoureiro da Estação Primeira de Mangueira, desfilou com um samba de autoria dele dois anos depois, em 1959, com “Brasil através dos tempos”, uma parceria com Pelado e Cícero, em 1960 conquistou sua primeira vitória, com “Carnaval de todos os tempos”

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Hélio Turco, maior vencedor de sambas-enredo da Mangueira

Era presidente de honra e maior compositor de sambas da Mangueira

Compositor teve 16 canções escolhidas para embalar a Verde e Rosa. Com seis delas, ele venceu o carnaval do Rio de Janeiro.

Hélio Turco, maior vencedor de sambas-enredo da história da Estação Primeira de Mangueira — (Foto: Arquivo pessoal/ Instagram/DIREITOS RESERVADOS)

 

Hélio Rodrigues Neves (Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1935 — Rio de Janeiro, 8 de junho de 2023), compositor, presidente de honra e ex-tesoureiro da Estação Primeira de Mangueira popularmente conhecido como Hélio Turco.

Ele é o maior vencedor de sambas-enredo da história da escola, com 16 canções escolhidas. Seis delas conquistaram títulos do Grupo Especial do carnaval carioca.

Ele é o maior campeão das disputas de samba-enredo da verde e rosa, sendo autor de 16 obras que embalaram os desfiles da segunda maior campeã do carnaval carioca. Sua caneta assinou memoráveis sambas da Mangueira, como “Cem anos de liberdade, realidade ou ilusão?” (1988) e o supercampeonato de “Yes, Nós Temos Braguinha” (1984) — ano em que a escola conquistou dois títulos.

Hélio Turco nasceu no bairro do Grajaú, na zona norte da capital fluminense, e se mudou com seis meses para o Morro da Mangueira. Mas foi somente em 1952 que ele viu um desfile da sua escola do coração, ocupando-se da função de segurar as cordas que delimitavam o espaço de desfiles e separavam os foliões do público que assistia ao espetáculo.

Em 1958, ele entrou para a ala dos compositores na Mangueira e, já no ano seguinte, ganhou seu primeiro samba-enredo: “O Brasil através dos tempos”. O primeiro título embalado por uma obra composta por ele veio em 1960, com “Carnaval de todos os tempos”.

Com o samba “Deu a louca no barroco”, em homenagem a Sinhá Olímpia, Hélio Turco venceu o Estandarte de Ouro de melhor samba-enredo de 1990. Em 2022, o compositor foi novamente homenageado nos 50 anos do prêmio pelos serviços prestados ao samba.

O compositor foi empossado como presidente de honra da agremiação em 2021, ocupando o posto que era de Nelson Sargento — compositor ilustre que faleceu naquele ano. Ao lado do imperiano Aluísio Machado e do portelense David Corrêa (1937-2020), Turco foi exaltado no livro “Três poetas do samba-enredo”, de Rachel Valença, Leonardo Bruno e Gustavo Gasparani.

Nascido no Grajaú, na Zona Norte do Rio de Janeiro, ele mudou-se com a família para o Morro da Mangueira aos 2 anos de idade.

Começou a compor em 1957, na ala de compositores da escola. A Mangueira desfilou com um samba de autoria dele dois anos depois, em 1959, com “Brasil através dos tempos”, uma parceria com Pelado e Cícero. A Mangueira ficou em terceiro lugar.

A primeira vitória no carnaval do Rio de Janeiro aconteceu no ano seguinte, em 1960, com “Carnaval de todos os tempos”.

Em 1961, conquistou o bicampeonato com “Recordações do Rio Antigo”.

Com “Samba, festa de um povo”, em 1968, Hélio Turco venceu novamente.

No ano de 1984, Hélio Turco conquistou o campeonato mais uma vez com “Yes, nós temos Braguinha”.

Também compôs sambas que são sucesso até hoje, mas que não venceram os carnavais. Entre eles, está “e deu a louca no Barroco” (“Sinhá Olímpia / Quem é você / Sou amor sou esperança / Sou Mangueira até morrer”), de 1990 – quando a Mocidade foi campeã com “Vira, Virou”.

Uma de suas obras de maior sucesso, “100 anos de liberdade, realidade ou ilusão”, de 1988, se tornou em abril deste ano o Hino Oficial do Dia Nacional da Consciência Negra no Estado do Rio de Janeiro.

O último samba do compositor para a escola foi “Se todos fossem iguais a você”, de 1992, em homenagem a Tom Jobim.

Em 2021, Hélio Turco tornou-se presidente de honra da Mangueira, sucedendo Nelson Sargento. No ano passado, foi homenageado pela obra no Prêmio Estandarte de Ouro.

Hélio também era presidente de honra da Verde e Rosa.

Hélio Turco faleceu na quinta-feira (8), aos 87 anos. A informação foi confirmada pela Estação Primeira de Mangueira.

(Créditos autorais: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2023/06/08 – RIO DE JANEIRO/ NOTÍCIA/ Por g1 Rio – 08/06/2023)

(Créditos autorais: https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento – ENTRETENIMENTO/ Rafaela Cascardo/ Flávio Ismerimda CNN em São Paulo – 08/06/2023)

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