Glorinha Paranaguá, designer carioca de acessórios, profissional conquistou o mundo com suas bolsas de bambu

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Designer Glorinha Paranaguá

Famosa pela criação de bolsas de bambu

A designer conquistou o mundo com suas bolsas de bambu

Glorinha Paranaguá, designer carioca de acessórios, profissional, famosa pela criação de bolsas de bambu
Famosas por suas bolsas de bambu, a carioca era filha de Maria Rudge e de Antônio Leite, duas vezes presidente do Fluminense e dono de uma fábrica de papéis e caixotes.
Glorinha nasceu para brilhar. Residiu em Ipanema quando o bairro era pouco habitado, numa casa na Avenida Vieira Souto, de frente para o mar. Em 1945, num almoço promovido por Tereza Souza Campos (hoje princesa de Orleans e Bragança), conheceu o diplomata Paulo Henrique de Paranaguá, pertencente a uma das famílias mais tradicionais da cidade. Aos 18 anos, subiu ao altar com um vestido da Casa Canadá, abdicando do sonho de cursar moda nos Estados Unidos.

A partir de então, Glorinha abraçou o mundo — e foi correspondida. Passou por países como Suécia, Argentina, França. Kuwait e Marrocos. E conheceu gente como o fotógrafo Cecil Beaton, o escritor Truman Capote, a estonteante atriz Ava Gardner e o casal Evita e Perón.

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— Ele era muito simpático, puro carisma. Ela só se vestia de Dior, mas era muito vulgar. Uma vez por ano, promovia um jantar para as embaixatrizes. Na hora de passar da sala para a mesa, dizia assim: “Vamos, muchachas” — contou a designer certa vez.

Carioca, Glorinha Paranaguá abriu sua loja em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, no início dos anos de 1990. Antes de abrir o estabelecimento, Glorinha viveu em vários países, acompanhando o marido que era diplomata. Ao voltar ao Brasil, decidiu por inaugurar o empreendimento.

As criações de Glorinha – que se tornaram referência em acabamento – chamavam atenção pelo toque sofisticado da designer. Ao inovar utilizando o bambu como matéria prima, Glorinha alcançou o mercado externo e ganhou projeção internacional.

A aposentadoria do marido e a volta ao Brasil, depois de uma breve passagem pela Venezuela, possibilitaram a Glorinha exercer seu lado fashion. Ela começou a criar bolsas decidida a inventar uma que valorizasse o artesanato nacional — assim nasceu a carteira de bambu, best-seller da grife.

— Ela viveu o Rio glamoroso como ninguém. Por isso, conseguiu valorizar o trabalho manual brasileiro numa carteira ícone que é o suprassumo do bom gosto —  disse Naná Paranaguá, sua nora e braço direito.

 

Glorinha faleceu em 20 de agosto de 2019, aos 89 anos, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

(Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/08/20 – RIO DE JANEIRO / NOTÍCIA / Por G1 Rio – 20/08/2019)
(Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/moda – ELA / MODA / Por O Globo – 20/08/2019)
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