Gérard Ducarouge, foi conhecido do público brasileiro por seu trabalho com a Lotus ao lado de Ayrton Senna e Nelson Piquet

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Gérard Ducarouge (Paray-le-Monial, 23 de outubro de 1941 – Neuilly, 24 de fevereiro de 2015)um dos mais talentosos e criativos engenheiros do automobilismo francês

Gérard Ducarouge – O engenheiro francês trabalhou com dois brasileiros famosos na Fórmula 1 – Ayrton Senna e Nelson Piquet. Especialmente com o primeiro, criou um vínculo próximo e vitorioso, ainda nos tempos de Lotus: juntos, conquistaram seis vitórias, 14 poles positions e 22 pódios entre os anos de 1985 e 1987 – ano em que o brasileiro terminou o campeonato na terceira colocação, sua melhor marca até então.  A dupla acabou quando Ayrton aceitou o convite da McLaren, onde se tornaria tricampeão mundial. Ducarouge também era designer de carros. 

Ao lado de Ayrton Senna, Gérard Ducarouge fez parte da Lotus, nos últimos anos de glória do time fundado por Colin Chapman

Ao lado de Ayrton Senna, Gérard Ducarouge fez parte da Lotus, nos últimos anos de glória do time fundado por Colin Chapman

Ele foi conhecido do público brasileiro por seu trabalho com a Lotus ao lado de Ayrton Senna e Nelson Piquet.

Formado na Escola Técnica Nacional de Aeronáutica na França, Ducarouge começou no esporte a motor em 1965, trabalhando na Matra em todas as categorias de monoposto – da Fórmula 3 até a Fórmula 1, sem esquecer dos lendários protótipos com motor V12 que ganharam o Mundial de Marcas e as 24 Horas de Le Mans entre 1972 e 1974.

Uma das mais insólitas criações de Ducarouge, aqui em dupla com Paul Carillo, foi o Ligier JS5 de 1976, apelidado “Corcunda de Notre-Dame”

Uma das mais insólitas criações de Ducarouge, aqui em dupla com Paul Carillo, foi o Ligier JS5 de 1976, apelidado “Corcunda de Notre-Dame”

Com o fim das atividades da Matra como equipe de competição, Ducarouge foi convidado por Guy Ligier a integrar junto com Paul Carillo o corpo técnico da Ligier, que estreou na F1 em 1976. Ducarouge ficou por lá até 1981, causando sensação com os modelos JS11 e JS11/15, que incomodaram o poderio de Williams e Brabham. Inexplicavelmente, no meio da temporada em que Jacques Laffite brigava pelo título a bordo do Talbot-Ligier JS17, o engenheiro foi demitido por Guy Ligier e acabou ganhando abrigo na Alfa Romeo, onde os italianos passaram a chamá-lo de “Ducarosso”, porque o “rouge” do seu sobrenome é vermelho em francês.

Apesar das inovações propostas por Ducarouge nos modelos 182 e 183T, o primeiro com motor turbo construído pela marca do trevo de quatro folhas, os italianos não ficaram satisfeitos e Ducarouge, considerado culpado pelas más performances dos pilotos, especialmente de Andrea De Cesaris, foi novamente sacado de seu posto. Logo encontrou outra equipe: a Lotus. E em tempo recorde, projetou o modelo 94T, substituto do malfadado 93T, que começara o ano de 1983 com Elio De Angelis e o motor Renault Turbo.

Na estreia do novo carro, Nigel Mansell conseguiu a 4ª posição no GP da Inglaterra em Silverstone e Ducarouge recobrou o moral que estava em baixa na Fórmula 1. Foi o melhor período da equipe sem seu fundador, Colin Chapman. De Angelis foi 3º no Mundial de Pilotos em 1984 e a equipe venceu sete corridas entre 1985 e 1987, seis vezes com Senna e outra com o italiano, que saiu para a Brabham, morrendo no meio da temporada de 1986.

O Lotus 100T de 1988 foi considerado o maior fracasso de Gérard Ducarouge como engenheiro e o começo do fim da equipe, então defendida por Nelson Piquet

O Lotus 100T de 1988 foi considerado o maior fracasso de Gérard Ducarouge como engenheiro e o começo do fim da equipe, então defendida por Nelson Piquet

Entretanto, Ducarouge não acertou a mão sempre na Lotus: o modelo 100T entregue para Nelson Piquet e Satoru Nakajima foi, desde o início, condenado ao fracasso. Fosse o ajuste que o bólido tivesse, o desempenho era sofrível. Piquet, um especialista em acerto de chassis, nunca criticou Ducarouge abertamente, mas dizia que o carro era ruim demais para suportar a força bruta do motor Honda V6 Turbo. O francês saiu da equipe no fim de 1988 e em seu lugar entrou Frank Dernie.

Suas últimas equipes na Fórmula 1 foram a Larrousse-Calmels, para quem desenvolveu junto com o engenheiro Chris Murphy o modelo LC89 do time de Gérard Larrousse e a Ligier, retornando à antiga casa em 1991, no meio de uma crise técnica sem precedentes da equipe do velho Guy, que também mudara suas instalações para Magny-Cours.

Ducarouge por lá permaneceu até 1994. Depois, dedicou-se a vários projetos paralelos, entre os quais o desenvolvimento do Renault Espace F1, aproveitando a estrutura da van construída pelo fabricante francês, na qual foi instalado o motor V10 aspirado de Fórmula 1, fazendo do carro um tremendo foguete.

Gérard Ducarouge morreu em 24 de fevereiro de 2015. Ele tinha 73 anos.

(Fonte: http://rodrigomattar.grandepremio.uol.com.br/2015/02/gerard-ducarouge-1941-2015 – FÓRMULA 1 – A Mil por Hora/ Por Rodrigo Mattar – 24 DE FEVEREIRO DE 2015)

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