Geraldo de Barros, fotógrafo, pintor, artista e designer

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Geraldo de Barros (Chavantes SP – 27 de fevereiro de 1923 – São Paulo SP – 17 de abril 1998), fotógrafo, pintor, artista e designer
Além de ser tido como um dos representantes de renome da vanguarda concretista brasileira, destacando de forma relevante sua participação no grupo Ruptura, ou no grupo dos 15 e em iniciativas individuais, como o “Jogo de Dados”, participa de concursos e de diversas bienais de arte, nacional e internacional.

Estudou na Escola de Design de Ulm, HfG_ Hochshüle fur Gestaltung, à convite do próprio Max Bill, diretor da escola na época, tamanho era seu talento. Sem entrar em comentários sobre as suas habilidades nas artes e fotografia_estas inigualável, vale a pena ver, trago aqui a sua importância como designer e empreendedor (pasmem) de móveis, esbanjando racionalidade, inovação e posicionamento político-social.

Design Social e ambiental

Fica clara a sua postura sustentável, pode ser uma herança de Ulm, mas também um nacionalismo, característico dos poetas, artistas e intelectuais da época. Por exemplo, ajuda a fundar a cooperativa Unilabor, em 1954, onde fica responsável pelos desenhos de inúmeros móveis. Os operários participavam dos lucros das vendas, incentivados à auto-gestão na comunidade de trabalho, um projeto ligado a igreja católica francesa, à intelectualidade e a políticos. A fábrica era um centro de apoio às famílias dos trabalhadores, desde ajuda pedagógia aos filhos até o crescimento cultural e artístico.

Em seus projetos que visavam “o benefício do público”, era interessado em tornar a arte acessível, e de carona, o design. Os móveis eram modulares e combinados de modo a que o consumidor os montasse a partir de um catálogo na loja.
A crise econômica da Unilabor surgiu com a crise política na ditadura, quando em 1964, a experiência foi tida como ‘tendenciosa’ pelo governo, um Brasil que não cabia mais a utopia modernista dos anos 50.

O designer e empreededor

Em 1964 cria a indústria de móveis Hobjeto (Objeto Hoje), junto com Aloisio Bione, uma das pioneiras em normatização de processos produtivos e produtos em série. Destaca-se pelo uso inteligente de materiais, uso racional de madeiras, entre elas, o jacarandá e o freijó, trazendo alto valor agregado com simplicidade. Ganha diversos prêmios com seu design, e em 1972, a fábrica da Hobjeto tem sua expansão máxima, chegando a ter 700 funcionários, tornando-o um designer de sucesso e próspero.

Contudo, a atividade na indústria o tira daquilo que mais se identifica, a arte e a fotografia. Por stress, tem inúmeros derrames, dedicando-se nos últimos 15 anos de sua vida totalmente à arte, sendo sua fotografia reconhecida e prestigiada em Lausanne 1993 na exposição Fotoformas (1950).

Outras ações empreendedoras:

– Escritório de Comunicação Visual
FormInform em 1957, em sociedade com Alexander Wollner e Rubens Martins

– Criação e apoio à Galeria Rex, em 1966, juntamente com Wesley Duke Lee e Nelson Leiner
Referências: Claro, Mauro. Unilabor: Desenho Industrial, Arte Moderna e Autogestão Operária. São Paulo: Editora Senac, 2004.

Formação

1945/1947 – São Paulo SP – Estuda pintura com Clóvis Graciano (1907 – 1988), Yoshiya Takaoka (1909 – 1978) e Colette Pujol (1913 – 1999)

ca.1947 – São Paulo SP – Freqüenta o Foto Cine Clube Bandeirante

1948 – Rio de Janeiro RJ – Conhece o crítico de arte e ensaísta Mário Pedrosa (1900 – 1981), que exerce papel fundamental na formação intelectual e politica do artista. Por intermédio de Mário Pedrosa, Geraldo de Barros conhece a teória da forma (Gestalt Theorie)

1951 – Paris (França) – Com bolsa do governo francês, estuda litografia na École National Superiéure des Beaux-Arts e gravura no ateliê de Stanley W. Hayter (1901 – 1988)

1951 – Ulm (Alemanha) – Freqüenta a Hochschule für Gestaltung [Escola Superior da Forma], na qual estuda artes gráficas com Otl Aicher (1922)

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Cronologia

Fotógrafo, pintro, gravador, artista gráfico, designer de móveis, desenhista

1948 – São Paulo SP – Funda o Grupo 15, ao lado de Ataíde de Barros (1920), Yoshiya Takaoka e outros

1949 – São Paulo SP – Com Thomaz Farkas (1924), é responsável pela criação do laboratório e dos cursos de fotografia do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – Masp

1952 – São Paulo SP – Funda o Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro (1925 – 1973), Luiz Sacilotto (1924 – 2003), Lothar Charoux (1912 – 1987), entre outros

1952 – São Paulo SP – Recebe o 1º prêmio de cartaz do 4º Centenário da Cidade de São Paulo

1953 – São Paulo SP – Recebe o 1º prêmio de cartaz do Festival Internacional de Cinema, com Alexandre Wollner (1928)

1953 – São Paulo SP – Recebe o 1º prêmio de cartaz da Revoada Internacional, com Alexandre Wollner

1954 – São Paulo SP – Funda a Cooperativa Unilabor, dedicada à produção de móveis

1954/1964 – São Paulo SP – Atua nas áreas de desenho industrial e comunicação visual

1957 – São Paulo SP – Funda a Form-Inform, dedicada à criação de marcas e de logotipos

1964 – São Paulo SP – Funda a Hobjeto Móveis Ltda.

1965/1969 – São Paulo SP – Participa da 6ª à 10ª Feira de Utilidades Domésticas – Certificado de Boa Forma – Prêmio Simonsen

1966/1967 – São Paulo SP – Participa da fundação do Grupo Rex, ao lado de Wesley Duke Lee (1931), Nelson Leirner (1932), Carlos Fajardo (1941), Frederico Nasser (1945) e José Resende (1945)

1999 – Longa-metragem Sombras em Obras: Geraldo de Barros, de Michel Favre, produzido pela Tradam Production (Suíça) e Tatu Filmes (Brasil), em co-produção com a TV Senac de São Paulo

(Fonte: www.escritoriodearte.com)
(Fonte: www.atitudesustentavel.uol.com.br – Por Bernadete Brandão – 16/08/2010)

 

 

 

 

 

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