Georges Feydeau, criador de uma técnica perfeita e renovadora da técnica do vaudeville

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Georges Feydeau (1862-1921), diretor, escritor e dramaturgo francês.

O dramaturgo Georges Feydeau é mais conhecido na Europa do que nos Estados Unidos, mas mesmo em solo americano ele é reconhecido como um dos grandes farsantes. Ele escreveu mais de 60 farsas, todas elas satirizando a alta sociedade e muitas delas marcadas por confusões de identidade e pessoas entrando e saindo às pressas de quartos e salas de estar.

Feydeau ganhou destaque pela primeira vez em 1887 com “O Alfaiate de Damas” e escreveu aquela que é provavelmente sua peça mais famosa, “Uma Pulga na Orelha”, em 1907. 

“Amarrado pela Perna”, uma farsa de Feydeau nunca antes encenada nos Estados Unidos, entrou em pré-estreia na Production Company, na Rua 18 Oeste, número 249, onde estreou oficialmente na sexta-feira.

A peça, aparentemente, é típica de Feydeau: identidade trocada, terminando em uma longa perseguição com portas batendo. A Production Company, entrou em sua quarta temporada, agora é um teatro Off-Broadway, em vez de Off-Off-Broadway, e “Amarrado pela Perna” é, aparentemente, uma produção ambiciosa.

Para começar, em seu pequeno palco (7,6 por 4,9 metros), a Production Company instalou 10 portas.

Ele morreu em uma instituição em 1921, convencido de que era Napoleão III.
(Fonte: Revista Veja, 4 de setembro de 1974 – Edição 313 – DATAS – Pág; 94)

 

 

 

Georges-Léon-Jules-Marie Feydeau (1862 – 1921), ator, diretor e dramaturgo francês nascido em Paris, cuja fértil imaginação e humor criado a partir de irresistíveis farsas resultantes em complicadas intrigas, caracterizou-se por expor situações levadas ao limite do absurdo.

Filho do romancista Ernest Feydeau, seu primeiro grande sucesso foi Monsieur chasse (1892), sucesso no Brasil como O marido vai à caça, com a qual já explorou seu tema predileto, ou seja, os artifícios da infidelidade.

Depois seguiram-se outros grandes sucessos, como L”Hôtel du libre-échange (1894), La Dame de chez Maxim”s (1899) e La Puce à l”oreille (1907). Ao todo escreveu 39 peças em mais de 35 anos de atividade (1881-1916), repletas de um humor irresistível dentro de suas farsas, caracterizadas por situações levadas ao limite do absurdo e por uma técnica perfeita. Renovou a técnica do vaudeville e elevou seu padrão literário.

Satirizou os temas comuns da comédia popular, como maridos enganados e mulheres estúpidas, e os modismos da época, divertiu as platéias parisienses do início do século XX e tornou-se universalmente apreciado.

Suas peças foram incorporadas ao repertório da Comédie-Française em Paris e montadas por muitas outras companhias no exterior. Criador de uma técnica perfeita e renovadora da técnica do vaudeville, elevou o padrão literário parisiense e internacional, e morreu em Paris.

Por exemplo, em La Puce à l”oreille ou Com uma pulga atrás da orelha, Para testar a fidelidade de seu marido, uma mulher faz com que sua amiga, escreva uma carta de amor anônima para ele sugerindo um encontro em um hotel sem reputação.

O plano é jogado por água abaixo, quando o marido desta amiga, um espanhol ciumento, pega a carta. Esta grande confusão lida com dupla infidelidade, identidades trocadas e parceiros trocados.

(Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias)

Sobre o Arquivo
Esta é uma versão digitalizada de um artigo do arquivo impresso do The Times, anterior ao início da publicação online em 1996. Para preservar esses artigos como foram originalmente publicados, o The Times não os altera, edita ou atualiza.
Ocasionalmente, o processo de digitalização introduz erros de transcrição ou outros problemas; continuamos a trabalhar para melhorar estas versões arquivadas.

© 2000 The New York Times Company

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