Francisco Lopes, economista, ex-presidente do Banco Central, mais conhecido como Chico Lopes nos meios políticos e empresariais

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O economista mineiro Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, ex-presidente do Banco Central (Foto: Divulgação)

O economista mineiro Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, ex-presidente do Banco Central (Foto: Divulgação)

Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, economista, ex-presidente do Banco Central, mais conhecido como Chico Lopes nos meios políticos e empresariais

Mineiro de Belo Horizonte, Francisco Lafaiete de Pádua Lopes é filho de Lucas Lopes, ministro da Fazenda do presidente Juscelino Kubitschek.

Formado em economia pela UFRJ, pós-graduado em Harvard, Lopes formou com Pérsio Arida, André Lara Resende e Edmar Bacha o grupo que formulou o Plano Cruzado.

Na época, era assessor de João Sayad, ministro do Planejamento de José Sarney. Em 1987, ajudou na elaboração do Plano Bresser, mas já não ocupava cargo no governo. Nesse ano, publicou “O Choque Heterodoxo: Combate à Inflação e Reforma Monetária”.

No ano seguinte, propôs a criação de uma nova moeda, chamada real, baseada na OTN. A proposta consta de seu segundo livro, “O Desafio da Hiperinflação, em Busca de uma Moeda Real”. Em 1994, deu consultoria informal à equipe que fez o Plano Real.

Tornou-se sócio de uma empresa de consultoria, a Macrométrica, da qual se afastou ao assumir uma diretoria do Banco Central, em 1995. Em outubro de 1998, foi sondado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso para assumir a presidência do BC. Assumiu no dia 13, mas, desgastado, pediu demissão em 1º de fevereiro.

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A rotina contrasta com os tempos em que era um dos mais respeitados diretores do BC, onde entrou em 1995, e de quando se tornou um homem forte da economia ao assumir o comando da instituição, em janeiro de 1999, no lugar do economista Gustavo Franco.

 

Passagem meteórica: Chico Lopes assumiu o BC no lugar de Gustavo Franco em janeiro de 1999. Ficou menos de 20 dias no cargo (Foto: Divulgação)

Passagem meteórica: Chico Lopes assumiu o BC no lugar de Gustavo Franco
em janeiro de 1999. Ficou menos de 20 dias no cargo (Foto: Divulgação)

Na presidência do BC, ele foi acusado de tráfico de influência e de favorecer dois bancos durante a crise cambial daquele ano, o Marka e o FonteCindam, que teriam recebido informações privilegiadas de sua consultoria, a Macrométrica. Chico Lopes ficou menos de 20 dias no cargo, mas foi tempo suficiente para deixar sua marca. Substituiu o câmbio fixo pelo sistema flutuante ao implementar a controvertida banda diagonal endógena, uma complexa equação que tentava controlar a flexibilização da moeda. Seus feitos lhe renderam notoriedade – para o bem e para o mal. Lopes se tornou uma das figuras públicas mais comentadas do País ao espantar os riscos de uma crise sistêmica, mas acabou envolvido em um assombroso escândalo político.
O ex-presidente do Banco Central, passou turbulenta e meteórica passagem pelo BC

O ex-presidente do Banco Central, passou turbulenta e meteórica passagem pelo BC

Há quem diga que Lopes é um herói injustiçado e que sem a intervenção do BC, orquestrada por ele, o Marka e o FonteCindam não teriam honrado suas posições na bolsa, provocando um colapso no mercado brasileiro. Em um capítulo dramático de sua trajetória pública – talvez o pior deles –, a fotografia de Chico Lopes chegou a ser estampada nas primeiras páginas dos jornais, e ele foi pintado como um criminoso, quando saiu preso da CPI dos Bancos por se negar a dizer tudo o que sabia. Foi solto horas depois, ao pagar fiança de R$ 300. “O Chico foi vítima de um massacre da opinião pública”, definiu seu principal advogado de defesa, Luís Guilherme Vieira.
“A vida dele se dividiu em duas partes: antes e depois de assumir o BC.” A última decisão do processo contra Lopes saiu em 2011. A sentença de dez anos de prisão em regime fechado foi revertida para seis anos, em liberdade. O episódio, no entanto, foi longo o bastante para provocar uma reviravolta em sua vida. Embora seja conhecido como professor Chico Lopes, atualmente ele não leciona em nenhuma universidade. A decisão de se afastar das salas de aula, segundo pessoas próximas a ele, foi motivada pela necessidade de se proteger dos questionamentos dos alunos sobre seu passado no BC.De tempos em tempos, ele ainda é convidado a dar palestras a estudantes de economia.
(Fonte: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/negocios/20130524 – ECONOMIA – NEGÓCIOS – 24/05/2013)

(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil – PODER – BRASIL – da Folha de S.Paulo – 21/05/2001)

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