Francisco Brennand, ceramista e artista plástico, inicialmente à pintura e, depois, à escultura por influência de Picasso, Miró e Léger

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O artista plástico pernambucano tem obras espalhadas pelo Brasil e o mundo

 

Francisco Brennand (Recife, Pernambuco, 11 de junho de 1927 – Recife, 19 de dezembro de 2019), pintor e escultor pernambucano, um dos grandes nomes da arte brasileira.

 

Brennand foi um dos maiores pintores e escultores de Pernambucano e um intelectual de grande erudição. Ceramista, desenhista e também tapeceiro e gravador, o recifense começou a sua carreira nos anos 1940, dedicando-se inicialmente à pintura e, depois, à escultura por influência de Picasso, Miró e Léger.

 

Entre 1958 e 1999 realizou painéis e murais de cerâmica no Brasil e nos Estados Unidos. Em 1971, ele criou a oficina que leva seu nome em uma antiga fábrica de cerâmica abandonada que pertencia à família, nas cercanias de Recife.

Brennand foi o responsável por inúmeras obras espalhadas pela capital pernambucana e por um dos principais cartões postais da cidade, o Parque das Esculturas, que fica em frente ao Marco Zero, no Centro da cidade.

O meio ambiente e o futuro da raça humana no planeta foram algumas das preocupações que marcaram a vida e a arte dele, que sabia como dar formas aos sonhos. A Oficina de Cerâmica mantida por Francisco Brennand surgiu em 1971, a partir das ruínas da Cerâmica São João da Várzea, fundada em 1917 pelo pai dele.

O artista pernambucano, conhecido por seus trabalhos com cerâmica, tinha admiração por Maria, a mãe de Jesus, tanto que construiu uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição.

 

Nascido em 11 de junho de 1927, Francisco de Paula Coimbra de Almeida Brennand deu os primeiros passos na carreira artística aos 15 anos, em 1942, quando aprendeu a modelar argila com o artista Abelardo da Hora, então funcionário da fábrica de cerâmica de seu pai. Em 1949, partiu para a Europa para estudar arte com nomes como André Lhote e Fernand Léger. Foi durante esse período que Brennand entrou em contato com as obras de Joán Miró e Pablo Picasso, que influenciaram fortemente seu trabalho.

 

Famoso pelas cerâmica, Brennand ganhou o mundo com murais artísticos no Brasil e nos Estados Unidos, entre 1958 e 1999. O artista, porém, ostentava habilidade admirável nas mais diversas áreas: era também pintor, escultor, desenhista, tapeceiro, ilustrador e gravador – um nome marcante na cultura artística pernambucana. Na pintura, utilizava linhas simples e cores vibrantes para retratar elementos da natureza como flores, frutas e animais.

 

Brennand, que atendia pelo apelido de “mestre dos sonhos”, iniciou em 1971 a reconstrução da Cerâmica São João da Várzea, fundada pelo seu pai no bairro da Várzea, na cidade de Recife. O artista transformou as antigas ruínas de sua família num extraordinário ateliê a céu aberto. Suas grandes esculturas – que unem o arrojo modernista a influências da cultura popular nordestina e de certa estética medieval – são belezas inescapáveis na paisagem urbana da capital pernambucana.

 

Estilo

 

Modernista, Brennand ancorava suas obras nas mitologias grega e latina, na história e na literatura. Criou uma produção sem paralelos na arte brasileira, celebrada pelo caráter sensual, primitivo e místico. As esculturas de cerâmica são a parte mais robusta e mais conhecida do trabalho de Brennand.

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Ele traz do modernismo, ainda, a figuração de temas e representações populares. Entraram para o vocabulário do artista as formas da natureza que observava em solo nordestino. Os pássaros, os insetos, as frutas da região.

 

Francisco Brennand faleceu em 19 de dezembro, aos 92 anos, no Real Hospital Português, no Recife em decorrência de uma infecção nas vias respiratórias, e não resistiu às complicações da doença.

O secretário estadual de cultura, Gilberto Freyre Neto, afirmou que Brennand era uma referência pernambucana. “Francisco Brennand é um legado de Pernambuco. Ele é parte de influências de outros grandes mestres pernambucanos que tiveram a oportunidade de transferir para ele uma série de valores e ele hoje passa a ser nossa referência nas artes plásticas, cerâmica, pintura, na estética”, afirmou.

O irmão empresário Cornélio Brennand também esteve no local. O primo de Francisco, empresário, engenheiro e colecionador Ricardo Brennand, chegou à Oficina de Cerâmica desde a tarde. A família do artista preferiu não falar com a imprensa antes do velório. Uma missa de corpo presente foi marcada para as 20h.

(Fonte: https://veja.abril.com.br/entretenimento – ENTRETENIMENTO / Por Amanda Capuano – 19 dez 2019)

(Fonte: https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2019/12/19 – PERNAMBUCO / Por G1 PE e TV Globo – 19/12/2019)

(Fonte: Zero Hora – ANO 56 – N° 19.587 – 20 de DEZEMBRO de 2019 – TRIBUTO / MEMÓRIA – Pág: 31)

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