Francesco Saverio Borrelli, procurador que conduziu operação ‘Mãos Limpas’ na Itália

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Procurador que conduziu operação ‘Mãos Limpas’ na Itália. Operação que ele conduziu realizou uma série de investigações sobre uma enorme rede de corrupção no país na década de 1990.

 

 

Promotor Francesco Saverio Borrelli, da Operação “Mãos Limpas” em 6 de junho de 2006. (Foto: Dario Pignatelli / Reuters)

 

 

 

Francesco Saverio Borrelli (12 de abril de 1930 – Milão, 20 de julho de 2019), ex-procurador, encarregado de conduzir a operação “Mãos Limpas”, magistrado italiano foi um dos responsáveis pela histórica operação contra a corrupção “Mãos Limpas”

 

A operação realizou uma série de investigações sobre uma enorme rede de corrupção na Itália na década de 1990.

 

 

Ex-procurador-geral de Milão, Borrelli endossou sua toga por 47 anos. Nascido em Nápoles, em 12 de abril de 1930, Borrelli era filho de juristas e chegou a morar em Florença, onde estudou em um conservatório. Em 1955, foi aprovado em um concurso para juiz civil de Milão.

 

 

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Depois, passou para o setor penal. Nos anos 60, foi um dos fundadores da corrente Magistratura Democrática. Em 17 de março de 1988, Borrelli substituiu Mauro Gresti na Procuradoria, onde desde 1983 era procurador-adjunto. Ficou famoso mundialmente nos anos 1990, com a Operação Mãos Limpas, a maior da Itália contra a corrupção no governo – e a qual inspirou a Lava Jato no Brasil.

 

 

Borrelli chefiou a Procuradoria-Geral de Milão e comandou a equipe de investigadores, que contava com Antonio Di Pietro, símbolo da operação.

 

 

Operação Mãos Limpas

 

Borrelli é lembrado por ter chefiado a Procuradoria-Geral de Milão e comandar a equipe de investigadores que, com Antonio Di Pietro à frente e como símbolo, conduziram a operação “Mãos limpas” (1992-1999), descobrindo um verdadeiro sistema corrupto entre a política e o mundo empresarial.

Um escândalo conhecido como “Tangentopoli” (a cidade das comissões ilegais) que arrasou a vida pública italiana nos anos 90 e acabou liquidando a classe política que governou o país desde o pós-guerra, a Democracia Cristã e o Partido Socialista.

A “Mãos Limpas” começou formalmente em 17 de fevereiro de 1992 com a detenção de um político de segundo escalão que presidia o maior asilo de Milão, o socialista Mario Chiesa, surpreendido enquanto embolsava uma comissão de US$ 3.500.
Suas confissões revelaram uma rede de pagamentos ilegais aos partidos que levou até o ex-primeiro-ministro e secretário do Partido Socialista Bettino Craxi, que acabou fugindo da Justiça se refugiando na Tunísia até a sua morte, em 2000.
Craxi, assim como seu amigo Silvio Berlusconi, denunciou que as investigações eram um complô de juízes comunistas, os “togas vermelhas”.
O filho do ex-primeiro-ministro, Bobo Craxi, criticou Borrelli e o acusou de ter perpetrado “um golpe de Estado” com suas investigações: “Teve a função de guiar uma subversão institucional entre um poder do Estado contra outro”, disse.

A última etapa de Borrelli na magistratura foi como chefe do departamento de investigação da Federação Italiana de Futebol desde 2006, trabalhando nas apurações de supostas fraudes que envolveram várias equipes do Campeonato Italiano.

Borrelli faleceu em 20 de julho de 2019, aos 89 anos, em Milão.

 

Borrelli morreu no Instituto Nacional de Tumores de Milão, onde estava internado havia muito tempo.

O atual procurador-geral de Milão, Francesco Greco, lembrou de Borrelli como um magistrado que “fez história” na Itália, enquanto o presidente da Comissão Antimáfia, Nicola Morra, o citou como exemplo da “justiça que não se curva diante do poder político”.
(Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/07/20 – MUNDO / NOTÍCIA / Por Agência EFE – 20/07/2019)
(Fonte: https://www.terra.com.br/noticias/mundo – NOTÍCIAS / MUNDO – 20 JUL 2019)
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