Foi um dos primeiros a defender o cooperativismo

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Charles Fourier, pensador francês (1772-1837), foi um dos primeiros a defender o cooperativismo

Legenda: Um modelo do falanstério de Fourier nos Estados Unidos.

 

Charles Fourier e o Falanstério fourierista.

 

Charles Fourier foi um francês que viveu entre 1772 e 1837, em Besanzón e Paris. Filho de um modesto homem de negócios, trabalhou nos correios e se tornou um escritor socialista, crítico do cristianismo, do conservadorismo, do niilismo, da economia, do capitalismo, adversário da industrialização e da civilização urbana, por todos esses serem usurpadores da liberdade do ser humano viver seus prazeres e paixões. Charles criticava a sociedade por reprimir o homem e evitar pela moral que este viva por completo a sua natureza: as paixões e os prazeres, que envolvidos na vida cotidiana transformaram a existência do ser humano em uma harmonia entre as paixões, necessárias para o desenvolvimento do ser humano, e seus afazeres, agricultura, artesanato, indústria, etc. Fourier foi um dos primeiros a defender o cooperativismo, assim, funda uma cooperativa ou uma falange para desenvolver o cooperativismo e chamaria de Falanstério. E a educação seria base do desenvolvimento dessa harmoniosa vida. Faleceu em 1837.

 

Foi contemporâneo á Owen, porém mais teórico e doutrinário. Sua principal concepção foi a associação livre e universal, numa realização chamada falanstério. Fourier parte da idéias de que os homens serem associados pelas paixões, boas ou más – criadas por Deus-, tendendo À realização de certa Ordem Providencial.

 

Segundo ele, o homem só se degenera em vício porque o meio social o impede de exprimir-se livre e plenamente. Fourier foi um socialista superior a Owen nas críticas para com a sociedade liberal; diz ele ser a concorrência (pregada pelo liberalismo) o mal que leva a exploração e ao abuso. Deve-se melhorar não apenas a produção e sim a repartição.

 

Se manifesta contra a “Laissez-faire” (lembra?) atribuindo responsabilidade pela situação dos trabalhadores. Necessário então organizar um meio ‘correspondente a natureza humana’, pega o exemplo da ‘harmonia planetária’ e traz do físico para o social (Fourier compara a organização social á organização dos astros do Universo). Para ele o mundo é regido por leis de atração e constituindo por paixões, embasado nessa concepção traz para o mundo econômico o estabelecimento da ‘associação livre e universal’. A propriedade privada se tornaria unitária para compor a lei de organização social.

 

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No falanstério havia um “hotel cooperativo” de constituição livre onde todos são convidados, tendo em troca a proporção de sua contribuição. Com constituições agrícolas criando pequenos centros econômicos de economia fechada com trocas recíproca. É agrícola, pois Fourier tem uma aversão ao industrialismo por relacionar a miséria do operário. A forma de organização dessa produção seria a produção atomizada – ou seja, individualizando a produção – que tornaria o trabalho penoso. Ao contrário, a associação criada por ele permitira o agrupamento de energia (pois a produção seria coletiva na produção e na repartição) e o desaparecimento das tensões sociais (na associação todos trabalharia e ganharia de acordo com o trabalhado).

 

O trabalho seria facultativo e de livre escolha de acordo com o pendor e vontade, isso terminaria com a ‘preguiça’ do trabalhador pelo trabalho se tornar mais atraente; e é essa a solução para o problema da produção: o trabalho atraente. A repartição se daria a três títulos: capital e terra; trabalho; talento e capacidade.

 

Para a repartição da produção dentro do falanstério seria assim: 4/12 para o capital (quem financiou a produção), 5/12 para o talento ou capacidade (qualidade do trabalhador) e 3/12 para os gastos na produção.

Cada associado recebe dividendos proporcionais pela produção que será trocados por mercadorias em bancos de trocas. Fourier foi superficial, segundo Hugon, no que refere-se a circulação e valor de troca da produção. Outra falha de Fourier, segundo Hugon (o autor que baseamos nossa pesquisa), já que ele permite que o operário seja co-proprietário da associação, Fourier permite da sucessão hereditária dentro da associação e isso como já citado como uma das falhar de Owen também permanece em Fourier.

 

Fourier dá especial atenção a educação dentro do falanstério, mas já tratamos especificamente desse tema no Post “Dossiê: Anarquismo e educação: parte 1” postado em 7 de janeiro de 2011.

 

 

Fonte: RESUMO: HUGON, Paul. História das Doutrinas Econômicas. 4ª Ed. Editora Atlas S.A.; São Paulo, 1992.

(Fonte: Super Interessante – ANO 5 – Nº 1 – Janeiro de 1991 – Dito & Feito – Pág: 24)

(Fonte: http://historianointerior.blogspot.com.br/2012/02 – Teóricos e teorias: O Socialismo chamado Utópico: Charles Fourier – Texto: Daniel da Silva Barbosa – 22 de fev de 2012)

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