Foi premiado com primeiro prêmio para televisão ‘doméstica’, e a primeira transmissão de uma rede de televisão americana de dentro da nação comunista

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Morley Safer, jornalista de longa data do ’60 Minutos’ da CBS

Morley Safer (Foto: JOE CORRIGAN/GETTY IMAGES)

O icônico jornalista do programa da CBS

 

Um “homem humilde”, com uma “voz única” e um contador de histórias, que deixou um legado que vai desde “a reportagem de guerra a todos os aspectos da cultura moderna”

 

 

60 Minutes

60 Minutos – O veterano da CBS News e o correspondente mais longo de 60 Minutes Morley Safer – (Fotos – CBS News)

 

Morley Safer (Toronto, Ontário, Canadá, 8 de novembro de 1931 – Manhattan, Nova York, 19 de maio de 2016), famoso jornalista de televisão conhecido por seus muitos anos como um dos principais membros da equipe do programa “60 Minutos”, da CBS.

Famoso jornalista de televisão conhecido por seus muitos anos como um dos principais membros da equipe do programa “60 Minutos”, da CBS, Morley integrou a equipe do “60 Minutos” por 46 anos, que, de acordo com a CBS, foi “a caminhada mais longa que alguém teve na rede de televisão no horário nobre”.

Em “60 Minutos”, Safer fez parte de um time conhecido pela investigação jornalística contundente, com os colegas Mike Wallace, Dan Rather e outros.
Entre suas reportagens mais notáveis está uma sobre o caso Lenell Geter, um jovem negro condenado à prisão perpétua por assalto à mão armada no Texas. A reportagem expôs o trabalho apressado e descuidado feito pelos promotores, levando à suspensão da pena.
Seus outros trabalhos incluem uma reportagem de 1978 chamada “A Música de Auschwitz”, sobre um presidiário que tocou em uma orquestra para evitar a câmara de gás nazista, um perfil de Katharine Hepburn em 1979 e uma reportagem de 1991, chamada “O Paradoxo Francês”, ligando o consumo de vinho tinto na redução das taxas de doenças cardíacas.
O trabalho do canadense Safer foi premiado com 12 Emmys, três Peabody, três Overseas Press Club, dois George Polk Memorial, um Robert F. Kennedy de jornalismo – primeiro prêmio para televisão ‘doméstica’, um Fred Friendly First Amendment e um Chevalier dans l’Ordre des Arts et des Lettres do governo francês.
Ele foi descoberto pela CBS em Londres em 1964. Antes de ingressar para o “60 Minutos”, Safer trabalhou para a CBS no Vietnã, e ficou conhecido por sua reportagem de 1965 mostrando a Marinha americana ateando fogo em cabanas na vila de Cam Ne.
Em 1967, usou a cidadania canadense para entrar na China como turista e com um assistente usando uma câmera doméstica entregou seu “Diário Vermelho da China”, a primeira transmissão de uma rede de televisão americana de dentro da nação comunista.
Nascido em Toronto, Safer acabou obtendo a cidadania americana.

Em “60 Minutos”, Safer fez parte de um time conhecido pela investigação jornalística contundente, com os colegas Mike Wallace (1918-2012), Dan Rather e outros.

Entre suas reportagens mais notáveis está uma sobre o caso Lenell Geter, um jovem negro condenado à prisão perpétua por assalto à mão armada no Texas. A reportagem expôs o trabalho apressado e descuidado feito pelos promotores, levando à suspensão da pena.

Seus outros trabalhos incluem uma reportagem de 1978 chamada “A Música de Auschwitz”, sobre um presidiário que tocou em uma orquestra para evitar a câmara de gás nazista, um perfil de Katharine Hepburn em 1979 e uma reportagem de 1991, chamada “O Paradoxo Francês”, ligando o consumo de vinho tinto na redução das taxas de doenças cardíacas.

O trabalho do canadense Safer foi premiado com 12 Emmys, três Peabody, três Overseas Press Club, dois George Polk Memorial, um Robert F. Kennedy de jornalismo – primeiro prêmio para televisão ‘doméstica’, um Fred Friendly First Amendment e um Chevalier dans l’Ordre des Arts et des Lettres do governo francês.

Ele foi descoberto pela CBS em Londres em 1964. Antes de ingressar para o “60 Minutos”, Safer trabalhou para a CBS no Vietnã, e ficou conhecido por sua reportagem de 1965 mostrando a Marinha americana ateando fogo em cabanas na vila de Cam Ne.

Em 1967, usou a cidadania canadense para entrar na China como turista e com um assistente usando uma câmera doméstica entregou seu “Diário Vermelho da China”, a primeira transmissão de uma rede de televisão americana de dentro da nação comunista.

O jornalista norte-americano e canadense do programa da CBS “60 Minutos” foi o que durante mais tempo esteve a serviço da cadeia televisiva norte-americana: mais de 50 anos que lhe valeram 12 Emmy e três Peabody Awards. Mais de 60 ao serviço do jornalismo.

Uma das figuras icônicas da história do jornalismo norte-americano, não foi apenas através do famoso programa da CBS, que o jornalista ficaria conhecido. Nascido em Toronto, no Canadá, em novembro de 1931, seria reconhecido pela sua integridade jornalística, histórias que contava e entrevistas que realizou, destacando-se também na cobertura de momentos históricos como a construção do muro de Berlim e a guerra do Vietnã.

Nos anos 50, Safer escreveu para vários jornais canadianos antes de se juntar à CBC como correspondente e, posteriormente, à CBS.

Ele integrou a equipe do “60 Minutos” por 46 anos, que, de acordo com a CBS, foi “a caminhada mais longa que alguém teve na rede de televisão no horário nobre”.

Morley Safer faleceu em 19 de maio de 2016, em Connecticut, na casa em que vivia em Nova York, aos 84 anos, uma semana depois de se ter reformado por motivos de saúde.

Nascido em Toronto, Safer acabou obtendo a cidadania americana. Ele viveu com sua esposa durante 48 anos, Jane e teve uma filha, Sarah Bakal.

“Nenhum correspondente teve um leque tão extraordinário, desde reportagem de guerra a todos os aspetos da cultura moderna”, sublinha o presidente da CBS News David Rhodes. Já o apresentador da CNN Anderson Cooper recorda-o como “um escritor e repórter extraordinário, um verdadeiro senhor. Desde o seu trabalho durante a Guerra no Vietname às peças únicas e evocativas para o ’60 Minutos’, ele lançou os padrões pelos quais todos queremos ser jornalistas.”

Jeff Fager, produtor executivo do famoso programa da CBS, recorda a sua curiosidade e sentido de aventura, classificando os seus trabalhos como “obras de arte”. “O que torna uma história uma história de Morley é a sua voz única. E isso significa não apenas o timbre, mas a qualidade do storytelling, a sua escrita.”

Na sequência do anúncio da sua aposentadoria, a CBS passou um programa em sua homenagem. Uma homenagem a “um homem humilde que nunca espera atenção”, como o descreve Fager.

“Morley foi um dos mais importantes jornalistas em qualquer meio, sempre”, disse o presidente e chefe-executivo da CBS, Leslie Moonves, em uma declaração.

“Ele inovou nas reportagens de guerra e fez um nome que para sempre será sinônimo do ’60 Minutos’. Ele também foi um cavalheiro, um sábio, um ótimo narrador – tudo isso e muito mais”, reforçou.

(Fonte: http://expresso.sapo.pt/internacional/2016-05-19-  INTERNACIONAL/ Por MARIA JOÃO BOURBON – 19.05.2016)

(Fonte: https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2016/05/19 – INTERNACIONAL – AFP – 19/05/2016)

(Fonte: https://entretenimento.uol.com.br/noticias/afp/2016/05/19 – ENTRETENIMENTO – ENTRETÊ – VIVA BEM / Por Washington (AFP) – 19 Mai 2016)

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