Foi o primeiro negro a ocupar funções reservadas somente aos brancos em instituições universitárias

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John Hope Franklin

John Hope Franklin

 

 

Foi o primeiro negro a ocupar funções reservadas somente aos brancos em instituições universitárias

John Hope Franklin (Rentiesville, Luisiana, 2 de janeiro de 1915 – Durham, Carolina do Norte, 25 de março de 2009), foi um dos grandes historiadores americanos no século XX.

Neto de um escravo alforriado, John Hope Franklin nasceu em janeiro de 1915 em Rientsville, uma cidade maioritariamente negra do Luisiana. O pai era advogado e a mãe professora primária. Imediatamente após o seu nascimento a família muda-se para o Estado de Oklahoma simplesmente porque ao pai não era permitido exercer a sua profissão naquele Estado do sul. A segregação racial então em vigor não o autorizava. Numa entrevista concedida em 1997 a uma rádio pública norte-americana recordou que os seus pais sempre lhe disseram “que era tão bom como os outros. A raça não significa nada”, diziam.
Nos anos 20, a família Franklin estabelece-se em Tulsa. Os progenitores, apesar do ambiente hostil que os rodeia, transmitem ao filho uma vivência descomplexada, onde todos são potencialmente iguais. O jovem John aprende bem os ensinamentos e quando lhe vê fechadas as portas da universidade Oklahoma, imediatamente se inscreve na de Fisk de Nashville, reservada aos negros. Foi o início de uma brilhante carreira acadêmica. Em 1935, após a conclusão da licenciatura, John ganha uma bolsa para estudar em Harvard. Em 1941, é o primeiro negro a sair de Harvard com um doutoramento em História. Em 1947 publica o seu maior êxito: “A escravatura e a liberdade – Uma história dos afro-americanos”. O livro foi um best-seller, tendo vendido mais de 3,5 milhões de exemplares. Nele analisou de forma rigorosa, quase científica, o papel desempenhado pelos negros no nascimento e desenvolvimento dos Estados Unidos.
Franklin foi o primeiro negro a ocupar funções reservadas somente aos brancos em instituições universitárias. Militante dos direitos cívicos, ombreia com nomes como W.E.B. DuBois, um dos pais do pan-africanismo; Thurgood Marshall, conhecido pelo seu papel na extinção do segregacionismo nas escolas; Martin Luther King ou Rosa Parks. Em 1995, como reconhecimento pelo seu trabalho, o presidente Bill Clinton concedeu-lhe a mais alta condecoração civil do país: a Medalha da Liberdade. Na véspera da cerimônia havia sido, uma vez mais, discriminado quando num restaurante de Washington uma cliente lhe deu o guarda-chuva para que ele o arrumasse. No hotel onde estava instalado também o confundiram com o arrumador de carros, entregando-lhe a chave. A estas situações embaraçosas John reagia com humor.

 

John Franklin teve a sorte de viver o suficiente para ver um afro-americano na presidência do seu país. Pode dizer-se, por isso, que fechou os olhos depois de assistir àquilo com que sempre sonhou: uma sociedade livre do preconceito racial, tanto que até elege um negro para a presidência do país! Franklin morreu de falha cardíaca no passado dia 25 de março, na Carolina do Norte. Contava 94 anos.
Nos tempos livres, Franklin gostava de criar orquídeas, tendo sido inclusivamente o seu nome dado a uma nova espécie desta flor. Agora, sobre o seu túmulo podem descansar igualmente orquídeas batizadas como Phalaenopsis John Hope Franklin.

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(Fonte: www.idelberavelar.com/archives/…/john_hope_franklin_19152009 – 26/03/2009)

(Fonte: http://pda.verdade.co.mz/opiniao/30-obituario/1940- Opinião – OBITUÁRIO)

 

 

 

 

 

 

 

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