Foi a primeira mulher a receber a carteira profissional de jornalista em Portugal

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Foi a primeira mulher a receber a carteira profissional de jornalista em Portugal

A primeira jornalista portuguesa

Foi a primeira mulher a ter carteira de jornalista em Portugal

 

A primeira jornalista portuguesa (Foto: Público/ Divulgação)

A primeira jornalista portuguesa
(Foto: Público/ Divulgação)

 

Manuela de Azevedo (Lisboa, 31 de agosto de 1911 – Lisboa, 10 de fevereiro de 2017), jornalista e escritora, a primeira mulher a receber a carteira profissional de jornalista, a mais antiga repórter do mundo

“Depois da morte de Clare Hollingworth, no dia 10 de janeiro de 2017, em Hong Kong, Manuela de Azevedo era a repórter mais antiga do mundo. Deixa uma obra vasta que honra o jornalismo e o mundo das letras, já que foi romancista, ensaísta, poeta e contista, tendo escrito também peças de teatro, uma delas censurada pelo regime de Salazar. Cortado pela Censura foi também um artigo que escreveu em 1935 a defender a eutanásia”, refere a nota do Museu da Imprensa. Recentemente, estava a trabalhar num livro com 200 cartas, grande parte delas já comentadas.

Nascida a 31 de agosto de 1911, Manuela de Azevedo era a mais antiga entre as associadas da Casa da Imprensa, tendo sido admitida em agosto de 1957. O interesse pelo jornalismo começou porque o pai era correspondente no jornal O Século.

Passou a adolescência na Beira Alta: fez o curso dos liceus em Viseu, ensinou Português e Francês num colégio privado daquela cidade e, em 1938, ao serviço do jornal República, tornou-se a primeira jornalista profissional em Portugal. De 1942 a 1945 foi chefe de redação da revista Vida Mundial, mas o registo semanal era demasiado lento – mudou-se para o Diário de Lisboa, onde esteve antes de se tornar grande repórter do DN.

Ao longo de quase sessenta anos de jornalismo privou com as grandes figuras da política, da cultura, da sociedade. Mulher de esquerda, foi saneada do Diário de Notícias em 1975, no período de José Saramago. Acabaria por regressar mais tarde. Reformou-se aos 85 anos.

A par do jornalismo, escreveu e publicou várias obras literárias, entre poesia, conto, romance, biografia ou crônica. Fundou e presidiu a Associação para a Reconstrução e Instalação da Casa-Memória de Camões em Constância.

“Um dos seus feitos célebres como repórter resultou na primeira entrevista dada pelo ex-rei Humberto I de Itália, que se exilara em Lisboa, após a implantação da República. Manuela de Azevedo fez-se de criada para conseguir abeira-se do rei e o resultado foi espalhado pelo mundo, depois da sua publicação no Diário de Lisboa, em junho de 1946. Entre muitas das personalidades que conheceu e entrevistou está o jornalista e escritor Ernest Hemingway, prémio Nobel da literatura”, recorda a nota do Museu Nacional da Imprensa.

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Em setembro de 2016, Manuela de Azevedo foi distinguida com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara de Lisboa. A 31 de agosto, data em que assinalou o 105.º aniversário, fora condecorada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com a Ordem da Instrução Pública. Em 2015, a jornalista fora já agraciada com a Ordem da Liberdade pelo Presidente Aníbal Cavaco Silva, numa cerimônia no Palácio de Belém.

Manuela de Azevedo morreu dia 10 de fevereiro de 2017, aos 105 anos, no Hospital de S. José em Lisboa.

(Fonte:http://www.dn.pt/media – Bárbara Cruz – 10 DE FEVEREIRO DE 2017)

 

 

 

Mais antiga jornalista portuguesa recebe Medalha de Mérito

Catarina Vaz Pinto e Manuela de Azevedo  |  ANTÓNIO PEDRO SANTOS / GLOBAL IMAGENS

Catarina Vaz Pinto e Manuela de Azevedo | ANTÓNIO PEDRO SANTOS / GLOBAL IMAGENS

 

Aos 105 anos, Manuela de Azevedo, a primeira mulher a receber a carteira profissional de jornalista em Portugal, foi distinguida com a Medalha de Mérito Cultural nos Paços do Concelho, em Lisboa.

Manuela de Azevedo, a primeira mulher a receber a carteira profissional de jornalista, voltou a ser homenageada esta quinta-feira, desta vez com a entrega da Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa, numa cerimónia que decorreu nos Paços do Concelho.

Manuela de Azevedo, que se reformou do jornalismo em 1996 – com 85 anos -, terminando a sua carreira no Diário de Notícias, já tinha sido distinguida há precisamente um mês, a 31 de agosto, data em que assinalou o seu 105.º aniversário. Nesse dia, a mais antiga mulher jornalista em Portugal foi condecorada no Sindicato dos Jornalistas com a Ordem da Instrução Pública pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que lhe cantou também os parabéns.

Na cerimónia desta quinta-feira, a vereadora da Cultura Catarina Vaz Pinto entregou a Medalha de Mérito Cultural a Manuela de Azevedo e a atriz Maria do Céu Guerra leu um poema da autoria da jornalista, retirado do livro Claridade.

Em 1995, a também escritora lisboeta – que se estreou como jornalista na redação do jornal República, em 1934, e que já lançou três livros lançados – já tinha sido agraciada com a Ordem de Mérito.

(Fonte: http://www.dn.pt/media –  MEDIA/ Por Nuno Cardoso – 30 DE SETEMBRO DE 2016)

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