Ferdinand Piëch, ex-presidente e CEO da Volkswagen, que transformou a montadora alemã de um fabricante regional em um conglomerado automotivo global

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Ferdinand Piëch, ex-presidente da VW e neto do criador do Fusca

 

 

Piëch durante visita ao Brasil em 2002, em inauguração de novo pavimento da fábrica da VW em São Bernardo do Campo (SP) (Imagem: Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem)

 

 

Ferdinand Piëch, pai de Audi Quattro, Bugatti Veyron e do Golf 4

 

Responsável pela aquisição de Bentley, Bugatti e Lamborghini pela VW, foi chefe na Volkswagen por duas décadas

 

 

Ferdinand Piëch, ex-CEO da Volkswagen. — (Foto: Reuters/Christian Charisius)

 

 

Ferdinand Karl Piëch (Viena, 17 de abril de 1937 – 25 de agosto de 2019), ex-presidente da Volkswagen, que transformou a montadora alemã de um fabricante regional em um conglomerado automotivo global.

 

 

Piëch é neto de Ferdinand Porsche, que lançou a marca icônica de esportivos Porsche e também foi responsável pelo projeto do Volkswagen Fusca.

 

 

Ferdinand Piëch, neto de Ferdinand Porsche, que nasceu na Áustria em abril de 1937 e ficará eternizado na memória dos fãs de automóveis como pai do Bugatti Veyron.

 

 

Considerado um engenheiro brilhante, Ferdinand Piëch apostou, quando estava no comando da VW, em uma técnica de construção modular, compartilhando suportes de veículos comuns entre as várias marcas dentro do grupo automotivo.

 

 

Sob a liderança, a Volkswagen adicionou marcas de luxo de alta margem de lucro ao conglomerado automotivo, adquirindo as fabricantes Bentley, Bugatti e Lamborghini em um único ano.

 

 

Nos 82 anos de vida, o executivo foi o responsável por outros ícones, como os Audi Quattro e 100, que foram essenciais para a consolidação da marca no mercado de luxo.

 

 

O Audi Sport Quattro S1 era uma das máquinas mais badaladas do Grupo B (Reprodução/Quatro Rodas)

 

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Em 1993, o austríaco assumiu o controle do grupo Volkswagen, onde conseguiu dançar entre dois extremos. Da racionalidade para reduzir custos à criação de carros icônicos.

 

 

Piëch antecipou a tendência que, anos depois, se tornaria regra na indústria: compartilhamento de plataforma. Então nasceram A3, Beetle, Bora, Golf e TT sobre a base PQ34.

 

 

Com o motor 1.8 turbo do A3, o GTI era vendido com 150 cv ou 180 cv, sendo o nacional mais potente daquela época (Marco de Bari/Quatro Rodas)

 

 

 

O neto de Porsche também ampliou o portfólio da empresa. Sob sua supervisão, os alemães compraram Bentley, Bugatti, Lamborghini e Rolls-Royce – depois vendida à BMW.

 

 

Mas há um fracasso no currículo do austríaco: feito para andar a 300 km/h sob calor de 50°C e com ar-condicionado a 22°C, o luxuoso Phaeton não convenceu clientes da VW.

Bugatti Veyron, um dos carros mais icônicos de todos os tempos (Divulgação/Bugatti)

Fruto da teimosia de Piëch, como o malfadado sedã, o superesportivo Veyron foi criado para superar os 1.000 cv. E assim surgiu um dos veículos mais emblemáticos do mundo.

 

 

 

Executivo salvou a Volkswagen da falência na década de 1990 e transformou a Audi em rival à altura de BMW e Mercedes-Benz

Piëch nasceu em 1937, filho de Anton e Louise Piëch. Sua mãe era a filha de Ferdinand Porsche, fazendo com que seja o neto do famoso engenheiro criado da marca Porsche. O austríaco começou sua carreira justamente como engenheiro na Porsche em 1963. Seu primeiro grande projeto na fabricante foi comandar o desenvolvimento do carro de corrida 906. Ele continuou a fazer parte das operações de automobilismo da fabricante até a introdução do lendário 917.

Em 1972, Piëch entrou na Audi, pois a família Porsche decidiu que eles não deveriam ter cargos de comando dentro da empresa. Fez história na marca das quatro argolas ao iniciar o desenvolvimento do Audi Quattro, que seria utilizado no World Rally Championship. Ele foi o responsável por fazer a fabricante adotar motores acima de quatro cilindros, aproveitando a ideia de um motor de cinco cilindros em linha que fez para a Mercedes-Benz no período entre Porsche e Audi.

 

 

Piëch entrou no Grupo Volkswagen em 1993, quando a fabricante estava perto da falência, com um prejuízo de 1 bilhão de euros. Conseguiu reverter o quadro melhorando a qualidade de produção e reduzindo os custos de produção. Foi um dos executivos que criou a estratégia de dividir plataforma entre veículos. Com a empresa em ordem, entrou com o plano de adquirir a Porsche.

 

 

 

Seu período na fabricante encerrou em 2015, após um desgaste que vinha desde 2012. Apaixonado por carros, Piëch sempre defendeu que a Volkswagen deveria produzir os melhores carros possíveis, mesmo que fossem mais caros. Isso gerou uma série de modelos que foram um fracasso de vendas, como o sedã Phaeton e o Audi A2. Bateu de frente com a diretoria da empresa ao ser contra a extensão do contrato de Martin Winterkorn como CEO do Grupo Volkswagen. Deixou a empresa cinco meses antes do escândalo do Dieselgate vir à tona, embora uma reportagem do jornal alemã Bild diga que Piëch ficou sabendo do esquema e questionou a diretoria da Volkswagen a respeito antes de deixar a empresa.

Ferdinand Piëch deixa um legado enorme para a indústria automobilística, como um executivo que realmente amava veículos a motor – mesmo com 71 anos, ainda pilotava uma Ducati. Rumores dizem que ele foi o comprador do Bugatti La Voiture Noire, modelo único que também é o carro mais caro do mundo, por R$ 48,7 milhões.

 

Em 2015, o executivo renunciou à presidência do conselho da VW após uma polêmica derrota: não conseguiu a demissão do CEO Martin Winterkorn e disse adeus à empresa.

Desde então, dedicou seus dias a aproveitar a coleção de supercarros, que incluía dois Bugatti para o dia a dia. E em 25 de agosto, na Alemanha, se despediu de vez dos fãs de carros.

Hoje, o Grupo Volkswagen inclui as marcas Seat, Skoda, Bentley, Audi, Porsche e Ducati, além das montadoras de caminhões MAN e Scania.

Ferdinand Piëch, de 82 anos, faleceu em 25 de agosto de 2019.

(Fonte: https://www.bol.uol.com.br/noticias/2019/08/26 – NOTÍCIAS / Por Edward Taylor Em Frankfurt (Alemanha) – 26/08/2019)

(Fonte: https://quatrorodas.abril.com.br/noticias – NOTÍCIAS / Por Gabriel Aguiar – 26 ago 2019)

(Fonte: https://motor1.uol.com.br/news – NEWS / Por: Chris Bruce – 26/08/2019)

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