Ennio De Concini, roteirista que participou do roteiro de “Vítimas da Tormenta” (1946), de Vittorio de Sica, de quem foi assistente de direção

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De Concini ganhou Oscar pelo roteiro da comédia “Divórcio à Italiana”

Ennio De Concini (Roma, 9 de dezembro de 1923 – Roma, 17 de novembro de 2008), roteirista italiano, e deixou um legado de textos para mais de cem filmes, como Divórcio à Italiana, de Pietro Germi (1961) e O Colosso de Rodes, de Sergio Leone (1961). 

De Concini começou como autor de comédias teatrais, que abandonou para participar do roteiro de “Vítimas da Tormenta” (1946), de Vittorio de Sica, de quem foi assistente de direção. O roteiro de “Divórcio à Italiana”, de 1961, lhe rendeu um Oscar.

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O roteirista começou sua carreira na época do neo-realismo italiano, até seus bem-sucedidos trabalhos na televisão durante a década de 1980, como a série La Piovra, acompanhada na Itália por milhões de telespectadores, o que tornou o programa um graNDE acontecimento na história da televisão do país. 

De Concini se destacava por sua versatilidade, generosidade e capacidade para passar de um gênero a outro sem problemas. O roteirista estreou como autor de comédias no teatro, que abandonou para participar, em 1946, do roteiro de Sciuscià, do diretor Vittorio De Sica, com quem também trabalhou como assistente de direção. 

Fértil e incansável, De Concini escreveu roteiros com temática histórico-mitológica, com os quais fez grande sucesso nos anos 1950 e 1960, como As Façanhas de Hércules, de Pietro Francisci, com Steve Reeves e Silva Koscina; além de Ulysses, de Mario Camerini. 

No entanto, foi durante a época de ouro do cinema italiano que De Concini escreveu todo tipo de texto, entre eles Madame Sans-Gêne, com Sophia Loren; adaptações literárias como Guerra e Paz, de King Vidor; e a comédia Divórcio à Italiana, que lhe rendeu um Oscar, além de Operazione San Gennaro.

A partir dos 1980, foi a televisão que deu a De Concini suas maiores satisfações. Nos últimos anos de vida, quase não saía de casa, em Roma, após a morte de seu filho que, segundo amigos, o abalou muito.

De Concini morreu em Roma, em 17 de novembro de 2008, aos 85 anos de idade após uma longa doença.

(Fonte:  http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2008/11 -2298450 – 18/11/2008)

(Fonte: http://www.jcnet.com.br – INTERNACIONAL – Folhapress – 19/11/08)

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