Ela foi a primeira mulher a dirigir a Ouvidoria do tribunal, tornou-se a primeira mulher presidente do TRF-1 e a primeira a presidir uma corte federal no Brasil

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Assusete Magalhães, ministra aposentada do STJ

 

 

Assusete Magalhães , foi ministra aposentada do STJ (Superior Tribunal de Justiça)

Natural de Serro, no interior de Minas Gerais, Assusete Magalhães atuou por 11 anos na corte superior, de 2012 a 2024, ano em que atingiu a idade de aposentadoria compulsória. Ela foi a primeira mulher a dirigir a Ouvidoria do tribunal.

Assusete Magalhães ingressou na Justiça Federal da 1ª Região em 1984, na Seção de Minas Gerais, tendo depois atuado na do Rio de Janeiro. Foi juíza titular do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal.

Em 1993, tomou posse no cargo de desembargadora federal do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), onde atuou como diretora da escola da magistratura e corregedora da Justiça Federal de 1º grau.

Em 2006, tornou-se a primeira mulher presidente do TRF-1 e a primeira a presidir uma corte federal no Brasil.

Assusete Magalhães morreu na segunda-feira (1º), aos 76 anos, devido a complicações decorrentes de um câncer no pâncreas. Ela estava em São Paulo para tratamento de saúde.

O velório aconteceu na terça-feira (2), a partir das 9h30, no Salão de Recepções do STJ. Às 14h30, foi celebrada uma missa de corpo presente também no tribunal. O sepultamento foi no cemitério Campo da Esperança (ala dos Pioneiros), em Brasília.

Em nota, o tribunal destacou a trajetória da ministra, que passou pela resistência da família ao estudo do direito, pela conquista de espaços na magistratura mineira e pelo afastamento da família após transferência para o Rio de Janeiro.

O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Beto Simonetti, afirmou que a ministra “construiu uma trajetória de integridade, dedicação e compromisso com os valores democráticos” e que “a advocacia se despede hoje de uma jurista admirável, que honrou a magistratura, a advocacia e a causa da justiça”.

Assusete Magalhães deixa o marido, Júlio Cézar de Magalhães, três filhos e quatro netos.

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