Edmundo Safdié, ex-banqueiro, fundador do Banco Cidade, instituição financeira que foi vendida em 2002 ao Bradesco

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Fundador do Banco Cidade

O Instituto SAFDIÉ - para pesquisa sobre a AIDS e imunologia do câncer - foi estabelecido na Universidade Bar Ilan em resposta ao desafio científico e médico representado pelo câncer e AIDS. (Foto: ESTABLISHED BY EDMUNDO SAFDIÉ AND RAQUEL BTESH SAFDIÉ, JUNE 1993)

O Instituto SAFDIÉ – para pesquisa sobre a AIDS e imunologia do câncer – foi estabelecido na Universidade Bar Ilan em resposta ao desafio científico e médico representado pelo câncer e AIDS. (Foto: ESTABLISHED BY EDMUNDO SAFDIÉ AND RAQUEL BTESH SAFDIÉ, JUNE 1993)

 

Judeu-libanês, imigrou para o Brasil e fundou a instituição, que foi vendida ao Bradesco em 2002

 

Bandeira de Israel e Brasil  (Foto: Wallpaper/ Divulgação)

Bandeira de Israel e Brasil
(Foto: Wallpaper/ Divulgação)

 

Edmundo Safdié, ex-banqueiro, fundador do Banco Cidade, instituição financeira que foi vendida em 2002 ao Bradesco

Além de investir no setor financeiro, Safdié também tinha negócios na indústria aeroespacial, como uma fatia minoritária na fabricante de helicópteros Helibrás.

Conterrâneo da família Safra, Safdié também foi um dos libaneses de origem judaica pioneiros na indústria bancária brasileira. Fundou o Banco Cidade em 1965 junto com o seu cunhado, Isaac Harari. O Banco Cidade teve diversos sócios estrangeiros ao longo do seu período de atuação, como a Companhia Dow Chemical, o suíço Swiss Bank e o francês Banque Nationale de Paris (BNP). Em 2002, o Banco Cidade foi vendido ao Bradesco por R$ 366 milhões. Safdié deixou o negócio após a venda da empresa.

Na época da negociação, o Banco Cidade possuía 24 agências no Brasil e tinha 49,7 mil clientes. Com cerca de R$ 2 bilhões em ativos, o Banco Cidade era listado em setembro de 2001 na 46ª posição no ranking de maiores instituições financeiras do País.

Além do antigo Banco Cidade, Safdié também investiu em bancos de investimento nos Estados Unidos e na Suíça. Comprou o Multi Commercial Bank, sediado em Genebra, que foi rebatizado como Banque Safdié. Ele também criou o banco americano Commercial Bank of New York, vendido em 2001.

A família Safdié se desfez de toda a sua operação no Banque Safdié em 2011, que foi vendido por 143 milhões de francos suíços para o banco Leumi, de Israel. O banqueiro também investiu em butiques de gestão de fortunas no Brasil e no exterior. Em 2003, criou a brasileira Multi Bank DTVM. A empresa mudou de nome para Safdié Private Banking e, posteriormente, Safdié Gestão de Patrimônio, até ser vendida para o banco Modal em 2014.

Os negócios da família Safdié estão reunidos no Grupo Bueninvest. A companhia possui uma participação de 3% na Helibrás. Safdié entrou no negócio em 1990, quando a empresa foi privatizada, e sua participação foi diluída ao longo dos anos após os investimentos feitos pelo grupo Airbus. Até hoje a holding Bueninvest pode indicar um assento no conselho de administração da Helibrás.

O nome da instituição financeira de Safdié na Suíça chegou a ser citado em denúncias de desvio de dinheiro público. Em 2013, autoridades sequestraram ¤ 7,5 milhões de contas no banco Safdié de Genebra que teriam sido utilizadas para o pagamento de propinas da Alstom a funcionários do governo de São Paulo em 1998.

Comunidade judaica. Safdié foi um membro atuante da comunidade judaica brasileira. Foi presidente do conselho deliberativo da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria entre 2000 e 2012.

Edmundo Safdié morreu em São Paulo, em 16 de junho de 2016, aos 87 anos. 

Em nota, a Federação Israelita destacou as contribuições do empresário para a pesquisa do câncer, AIDS e imunologia da Universidade Bar Ilan de Israel, da qual recebeu o título de “Doutor Honoris Causa” e do seu apoio a entidades judaicas como Centro de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém.

 

O Instituto SAFDIÉ - para pesquisa sobre a AIDS e imunologia do câncer - foi estabelecido na Universidade Bar Ilan em resposta ao desafio científico e médico representado pelo câncer e AIDS. (Foto: ESTABLISHED BY EDMUNDO SAFDIÉ AND RAQUEL BTESH SAFDIÉ, JUNE 1993)

O Instituto SAFDIÉ – para pesquisa sobre a AIDS e imunologia do câncer – foi estabelecido na Universidade Bar Ilan em resposta ao desafio científico e médico representado pelo câncer e AIDS. (Foto: ESTABLISHED BY EDMUNDO SAFDIÉ AND RAQUEL BTESH SAFDIÉ, JUNE 1993)

(Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral – Economia & Negócios – ECONOMIA – BRADESCO – O Estado de S.Paulo – 17 Junho 2016)

 

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Banco quer conquistar comunidade judaica

Com a compra do Banco Cidade, o Bradesco pretende conquistar uma clientela de poder aquisitivo alto: a comunidade judaica.

“Um dos nossos interesses é no forte posicionamento do Banco Cidade com a comunidade judaica”, afirmou Márcio Cypriano, presidente do Bradesco.

Os ex-donos do Banco Cidade eram Edmundo Safdié, 74, que era o sócio majoritário, e Isaac Harari, 82, ambos de famílias judias. Harari sofria de sérios problemas de saúde há algum tempo e morreu em 24 de fevereiro de 2002.

Os ex-proprietários se comprometeram, ao fechar o negócio que vinha sendo costurado há quatro meses com o Bradesco, a não abrir outras instituições financeiras no Brasil.

Segundo Cypriano, a iniciativa de vender o Banco Cidade partiu dos antigos donos. “Eles nos procuraram para saber se tínhamos interesse.”

Antes de vender o Cidade, a família Safdié já havia se desfeito, no fim do ano passado, do Commercial Bank of New York. Segundo Victor Manuel Malhão e Souza, diretor-superintendente do Cidade, a família Safdié vai continuar se dedicando a outros negócios, como o banco Multi, na Suíça, e a Helibrás, empresa que fabrica helicópteros no Brasil.

O negócio com o Banco Cidade é a quinta aquisição fechada pelo Bradesco apenas neste ano e confirma a disposição agressiva do banco para manter sua liderança no mercado brasileiro.

Desde janeiro passado, o Bradesco já havia comprado a carteira de crédito direto ao consumidor e a área de leasing do Banco Ford, a administradora de recursos do Deutsche Bank os bancos Mercantil de São Paulo e BEA (Banco do Estado do Amazonas).

No total, estima-se que o banco esteja investindo pouco menos de R$ 3 bilhões nos cinco negócios.

No caso do Banco Cidade, R$ 254 milhões sairão do caixa do Bradesco e serão pagos à vista. O restante do dinheiro será levantado via emissão de dívida subordinada pelo Bradesco e quitado em um prazo de dez anos.

BBA
Ontem, o Bradesco negou que esteja negociando a compra do banco BBA Creditanstalt, conforme boatos do mercado.

Segundo Erivelto Rodrigues, sócio da Austin Asis, o Bradesco tem fechado negócios a bons preços. Um levantamento da consultoria mostra que o Bradesco pagou cerca de uma vez e meia o patrimônio líquido do Cidade, do BEA e do Mercantil. O Santander, por exemplo, chegou a desembolsar valor quatro vezes superior ao patrimônio líquido do Banespa.

Com as aquisições, o Bradesco acirrou a disputa com o Itaú, segundo maior banco privado do país, que havia adquirido recentemente o Sudameris e o BEG (GO).

(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro – FOLHA DE S.PAULO – DINHEIRO – MERCADO – DA REPORTAGEM LOCAL – 26 de fevereiro de 2002)

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