Édio Alves, personagem relevante na história do basquete brasileiro, acompanhou praticamente todos os títulos e medalhas conquistadas pelo basquete brasileiro

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Personagem do basquete brasileiro

 

Secretário-geral da CBB por mais de duas décadas

 

 

Édio José Alves ( – Rio de Janeiro, 25 de maio de 2020), personagem relevante na história do basquete brasileiro, com anos e anos de atuação na modalidade,

 

Durante sua passagem, Édio acompanhou praticamente todos os títulos e medalhas conquistadas pelo basquete brasileiro, como o Mundial masculino de 1963, no Rio de Janeiro, a medalha de bronze no Mundial feminino de 1971, o título Mundial das meninas em 1994, e todas as medalhas olímpicas do masculino e também do feminino, além de Sul-Americanos, Copas Américas e outras competições internacionais.

 

Em diversos cargos, “Seu Édio” esteve na Confederação Brasileira de Basketball (CBB) por 55 anos, também como Secretário Geral da entidade. Era a memória viva da entidade desde a década de 1960 até 2017, quando foi demitido.

 

A história do basquete brasileiro e de Édio José Alves se confundem. Então com 30 anos, ele foi contratado pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB) para ajudar a organizar o Mundial de 1962 no Brasil. O torneio só ocorreria no ano seguinte, com a seleção brasileira conquistando o bicampeonato. Em 25 de maio, são festejados os 57 anos daquela histórica conquista. Também em 25 de maio, após mais de meio século dedicado à organização do basquete brasileiro, Alves faleceu aos 88 anos.

 

Os presidentes da CBB foram sendo mudados, inclusive com mudanças de rumo, diversas gerações passaram pelas seleções masculina e feminina, mas Alves continuou como funcionário da entidade por 55 anos, dos quais pelo menos os últimos 20 como secretário-geral, cargo mais alto entre os funcionários não-estatutários.

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A contribuição de Alves à CBB, porém, chegou ao fim quando Guy Peixoto foi eleito com a promessa de uma reestruturação pesada na entidade, em 2017. Naquele momento, a entidade era alvo de denúncias envolvendo a gestão de Carlos Nunes e Alves acabou responsabilizado junto com o último chefe, inclusive multado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por suspeita de fraudes em contratação.

 

Demitido da CBB após mais 55 anos, em novembro de 2017, Alves saiu ressentido da entidade que ajudou a construir. Não recebeu a verba rescisória, segundo contava. Ele sofreu uma queda recentemente e precisou ser internado no hospital, onde seu quadro de saúde foi se complicando ao longo dos dias. De acordo com a CBB, a família informou que ele contraiu Covid-19.

 

Com a morte dele, se perde também boa parte da história do basquete brasileiro. Desde a organização do histórico Mundial de 1963, passando pelos torneios femininos de 1971 e 2006, e o crescimento da modalidade sob o comando de sete diferentes presidentes. Também neste mês de maio, o basquete perdeu outro de seus expoentes, Renato Brito Cunha, ex-presidente da CBB e técnico vitorioso com as seleções masculina (bronze na Olimpíada de 1964) e feminina (ouro no Pan de 1967).

 

Édio Alves faleceu em 25 de maio de 2020, aos 88 anos, vítima da COVID-19. Ele estava internado no Rio de Janeiro.

– Seu Édio foi um dos maiores responsáveis pelo basquete brasileiro por 55 anos, grande parte da história da CBB. Uma pessoa humana, séria, educada, sensível. Que representava o basquete brasileiro internamente. Todas as pessoas sabem a sua importância. Um grande executivo, antes mesmo de se usar essas palavras nesse meio. Uma figura fantástica – disse o presidente da CBB, Guy Peixoto.

“A Confederação Brasileira de Basketball se solidariza com a família Alves e agradece mais uma vez por todos os serviços prestados por “Seu Édio” ao basquete brasileiro, a sua entrega, humanidade, carinho e relação interpessoal com todos que vivenciam o esporte que amamos”, informou a entidade.

(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/esportes/basquete/personagem-do-basquete-brasileiro- ESPORTES / BASQUETE / por LANCE! – 25/05/2020)

(Fonte: https://www.uol.com.br/esporte/colunas/olhar-olimpico/2020/05/25 – ESPORTE / COLUNAS / OLHAR OLÍMPICO / por Demétrio Vecchioli – 25/05/2020)

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