Doris Day, estrela do cinema nos anos 50 e 60, a artista é lembrada em títulos como “Não Me Mandem Flores”, “Confidências à Meia-Noite” e “Carícias de Luxo”

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Doris Mary Ann von Kappelhoff, atriz e cantora americana conhecida como Doris Day. Atriz fez sucesso em filmes com Rock Hudson, mas se destacou mesmo como cantora

Doris Day, nas comédias romanticas com Rock Hudson - (Foto: Reprodução)

Doris Day, nas comédias românticas com Rock Hudson – (Foto: Reprodução)

Estrela do cinema nos anos 50 e 60, a artista é lembrada por sua imagem jovem e loira em títulos como “Não Me Mandem Flores”, “Confidências à Meia-Noite” e “Carícias de Luxo”.

Doris Mary Ann von Kappelhoff, que se tornou conhecida como Doris Day, nasceu em Cincinatti, Ohio, em 3 de abril de 1924. Ela sempre teve mais respeitabilidade como cantora que como atriz. Virou símbolo de conformismo.

Os críticos a prenderam na camisa de força das comédias que fez com Rock Hudson (1925-1985) por volta de 1960. Elas lhe valeram o título de ‘virgem do hímen de aço’. O lendário Groucho Marx ironizava dizendo que conhecia Doris desde antes de ela virar virgem.

O primeiro filme data de 1939 – Thou Shalt not Kill -, mas o primeiro grande sucesso foi No, no Nanette, de David Bulter (1894-1979), de 1950. Ele já a dirigira em Mademoiselli Fifi, no ano anterior, e voltaria a dirigi-la em Ardida como Pimenta, em 1953.

Western musical que conta a história da lendária pistoleira Calamity Jane (1852-1903), o filme ganhou o Oscar de canção, e quem cantava Secret Love era a própria Doris. Dois anos depois, em Ama-me ou Esquece-Me, de Charles Vidor (1900-1959), se alguém tinha dúvida do talento de Doris ela passou no teste na cinebiografia da cantora Ruth Etting (1896-1978), dividida entre o amor de um pianista e o gângster que promete fazer dela uma estrela.

Ela cantou muito perante as câmeras, mas nunca como em O Homem Que Sabia Demais, de Alfred Hitchcock, em 1957. Doris e o marido, James Stewart, passam férias no  Marrocos e o filho deles é sequestrado como parte de uma trama para forçar o marido a cometer um assassinato político. Na cena decisiva – o tiro será desferido durante no Albert Hall, em Londres -, Doris canta, aos prantos, a canção preferida do filho, Que Sera Sera, para que ele saiba que ela está por perto.

Não havia mais nenhuma dúvida da grande atriz que ela era, ou podia ser. Mas aí ocorreu o fenômeno Pillow Talk (no Brasil Confidências à Meia-Noite), filme norte-americano de 1959 do gênero comédia dirigido por Michael Gordon. É estrelado por Rock Hudson, Doris Day, Tony Randall e Thelma Ritter (1902-1969).

Filme que mudou  a vida – e a carreira de Doris, pois não foi uma atriz que cantava, mas uma cantora – grande como Billie Holiday ou Ella Fitzgerald – que fez filmes. Com o título de Confidências à Meia-Noite, o filme de Michael Gordon é uma ótima comédia sobre decoradora que divide a linha telefônica com um paquerador. Doris precisa do telefone para o trabalho, Rock Hudson fica jogando conversa fora com as mulheres que pretende levar para a cama. Finalmente, o galã se interessa por ela, e quer consumar o ato, mas Doris resiste.

Em outros dois filmes que protagonizou juntamente com Rock Hudson, destacam-se – Volta, Meu Amor, de Delbert Mann, e “Não Me Mandem Flores”, de Norman Jewison – o sucesso foi tão grande que, embora reduzidas em relação à filmografia integral, essas comédias viraram o emblema de Doris Day. Fizeram dela recordista de bilheteria, mas Doris teve um marido produtor que limpou sua conta bancária.

“A virgem de Hollywood”
Nascida no estado americano de Ohio, Doris foi conhecida como “a virgem de Hollywood”. No cinema, seu papel frequente era o da mulher sexy e ingênua, assediada por homens que faziam de tudo para conquistá-la.

A atriz Doris Day em cena do filme nao me mandem flores dirigido por Norman Jewison em 1964 com Rock Hudson e Tony Randall (Foto: Reprodução)

A atriz Doris Day em cena do filme Não Me Mandem Flores dirigido por Norman Jewison em 1964 com Rock Hudson e Tony Randall (Foto: Reprodução)

 

Numa carreira de 25 anos no cinema, foi recordista mundial de bilheteria. Gravou 650 músicas, dezenas delas campeãs nas paradas.

Era debochada pela imprensa de Hollywood porque não fumava, não bebia, não ia às festas de Hollywood nem para promover seus filmes.  Foi casada quatro vezes e teve um filho, Terry Melcher, morto em 2004.

Em 2011, Doris Day lançou um álbum de jazz com uma foto antiga na capa. Aos 87 anos, colocou seu nome entre os mais vendidos no Reino Unido.

O álbum foi o primeiro da cantora – que interpretou a vencedora do Oscar “Que Sera Sera” no filme “O Homem que Sabia Demais” – em 17 anos.

 

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Aos 90 anos, Doris Day faz aparição pública para promover proteção animal

Doris Day fez sua primeira aparição pública em cerca de duas décadas (Foto: Reprodução/Facebook/Doris Day Animal Foundation)

Doris Day fez sua primeira aparição pública em cerca de duas décadas (Foto: Reprodução/Facebook/Doris Day Animal Foundation)

 

A atriz e cantora americana Doris Day completou 90 anos dia 3 de abril de 2014 e fez sua primeira aparição pública em cerca de duas décadas para promover uma campanha de arrecadação de donativos para sua instituição protetora de animais.

Doris vive reclusa em Carmel, na Califórnia, na companhia de seus cães.

A ONG Doris Day Animal Foundation, fundada em 1978, costuma usar fotos antigas da artista em suas ações. Desta vez, no aniversário de 90 anos de Doris, divulgou imagens recentes.

Nos últimos dias, a instituição divulgou imagens de sua festa de aniversário para veículos americanas. Nas fotos, ela aparece sorridente e mandando beijos para os fotógrafos.

(Fonte: http://celebridades.uol.com.br/noticias/redacao/2014/04/08 – TV e FAMOSOS – Do UOL, em São Paulo – 08/04/2014)

(Fonte: http://cultura.estadao.com.br/noticias/cinema – CULTURA – CINEMA/ Por Luiz Carlos Merten – O ESTADO DE S.PAULO – 03/04/2014)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(Fonte: Veja, 26 de janeiro de 2005 – ANO 38 – Nº4 – Edição 1889 – DVD – Veja Recomenda – Pág: 112)

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