David Bowie, lendário músico britânico, foi autor de clássicos como “Starman” e “Space Oddity”

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Lendário músico britânico David Bowie, autor de clássicos como “Starman” e “Space Oddity”

David Bowie, foi o artista, que popularizou o "glam rock" nos anos 70 e 80 - (Foto: www.superego.com.br/Divulgação)

David Bowie, foi o artista, que popularizou o “glam rock” nos anos 70 e 80 – (Foto: www.superego.com.br/Divulgação)

 

Ousadia, hedonismo e rock’n’roll: as muitas faces do ‘camaleão’ Bowie

David Bowie (Brixton, Londres, 8 de janeiro de 1947 – 10 de janeiro de 2016), cantor, compositor, ator e artista. Bowie, alcançou o estrelato com o álbum The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars, em 1972, eleito um dos 50 melhores de todos os tempos pela revista Rolling Stone. Ele lançaria muitos outros, sempre em permanente revolução. Rótulos, moda, sexualidade, nada permanecia intocado pelo desejo de Bowie de ser camaleão.

O cantor e multi-instrumentalista, conhecido por sua imagem andrógina e enigmática sobretudo em sua época de maior sucesso, popularizou o “glam rock” nos anos 70 e 80.

David Bowie foi um dos mais influentes artistas da música pop do século 20, constantemente reinventando seu som e sua figura – algo simbolizado pelo visual andrógino de Ziggy Stardust, uma das muitas personas criadas pelo cantor e compositor britânico.

 

Carreira
Filho de uma garçonete e do administrador de uma instituição de caridade, David Robert Jones nasceu no bairro londrino de Brixton, bairro do sul de Londres, em janeiro de 1947, e teve uma infância relativamente normal, e começou a tocar saxofone aos 13 anos. Mudou o sobrenome para Bowie em 1966, para evitar ser confundido com o vocalista dos Monkees, Davy Jones.

Abandonou a escola na adolescência e saltou à fama em 1969 com “Space Oddity”, uma mítica balada sobre a história de Major Tom, um astronauta que se perde no espaço.

Bowie estudou budismo e mímica antes de lançar seu primeiro álbum The World of David Bowie, em 1967.

Mas foi a faixa-título de seu segundo álbum, Space Oddity, que finalmente chamou a atenção do grande público. A aventura espacial de Major Tom, um astronauta abandonado em órbita da Terra, foi um dos maiores hits de 1969, o ano em que o homem chegou à Lua pela primeira vez.

Em 1972, lançou “The rise and fall of Ziggy Stardust and the spiders from Mars”. Esse venerado disco, no qual relata a inverossímil história do personagem Ziggy Stardust, um extraterrestre bissexual e andrógino que virou estrela do rock, mostrou duas das obsessões do cantor: o teatro japonês kabuki e a ficção científica.

Entre seus maiores sucessos estão “Let’s Dance”, “Space Oddity”, “Heroes”, “Under Pressure”, “Rebel, Rebel”, “Life on Mars” e “Suffragette City”.

Durante os anos 70, a profundidade intelectual de seu trabalho, sua particular voz e a originalidade que impressionava todos seus projetos o transformou em um dos professores do glam rock.

Em seguida, Bowie lançou The Man Who Sold the World, um complexo álbum cuja faixa-título recebeu o tratamento cover de artistas tão diversos como Lulu e Nirvana – que “resgatou” a canção nos anos 90 ao gravá-la para o álbum Acoustic in New York City.

Ele também construiu uma carreira de ator com o papel de um alienígena em busca de ajuda para seu planeta em “O homem que caiu na terra” (1976), de Nicolas Roeg. Bowie fez uma temporada de três meses como “O homem elefante”, na Broadway, na década de 1980.

Provocador, enigmático e inovador, o britânico construiu uma das corridas mais veneradas e imitadas da caprichosa indústria do espetáculo, que lhe colocou no pedestal das lendas da música.

Entre suas múltiplas habilidades destacaram-se suas facetas como ator, produtor fonográfico ou arranjador, mas também venerado como ícone da moda por sua tendência a provocar com seus enfeites e a brincar com sua imagem.

Em 2006, o cantor anunciou que tiraria um ano sabático e muitos de seus fãs choraram uma prolongada ausência que valeram todos os tipo de rumores sobre sua saúde.

Esse “retiro” musical foi quebrado apenas com alguma colaboração esporádica e pontual como sua aparição por surpresa em um concerto de David Gilmour (Pink Floyd) no Royal Albert Hall de Londres em 2006 ou sua colaboração no álbum de canções de Tom Waits que publicou em 2008 a atriz americana Scarlett Johansson.

Há três anos, o músico britânico escolheu o dia de seu aniversário para romper a “seca” com a música “Where Are We Now?”. A canção avivou uma chama que alguns consideravam vacilante.

Dois meses mais tarde, um novo álbum com tons de rock, “The Next Day”, confirmou o retorno em plena forma do influente e camaleônico artista. O disco produzido pelo veterano Tony Viscontti, seu homem de confiança, conquistou a crítica.

Entre seus últimos projetos, destaca-se a música que acompanha os créditos da série de televisão franco-britânica “The Last Panthers”, uma comédia musical ou algumas contribuições, como no último álbum do The Arcade Fire.

Capa do álbum 'Blackstar', de David Bowie (Foto: Divulgação)

Capa do álbum ‘Blackstar’, de David Bowie (Foto: Divulgação)

 

Em “Blackstar”, representado por uma misteriosa estrela negra de cinco pontas, a bateria e o saxofone compartilham o protagonismo com a inconfundível voz de Bowie.

O artista se diverte esticando e desestruturando suas músicas, que superam amplamente o formato padrão de três ou quatro minutos. Também há ressonâncias com seus trabalhos anteriores, como o clássico “Low” (1977) ou “Black Tie White Noise” (1993), que relançou Bowie após os difíceis anos 1980.

Seu magnetismo e inesgotável puxão comercial fizeram com que o museu londrino “Victoria & Albert” lhe dedicasse uma ampla exposição, na qual foi explorada sua influente carreira mediante 300 objetos selecionados de entre mais de 7 mil, como alguns de seus extravagantes atavios e instrumentos.

A influência de Bowie, que vendeu aproximadamente 136 milhões de discos no mundo todo, é detectada em artistas de todo tipo, como Marilyn Manson, Boy George e Groove Armada.

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Bowie estava casado desde 1992 com a modelo somali Iman, com quem teve uma filha, Alexandria Zahra “Lexi” Jones, e antes havia tido outro filho, Duncan Jones, fruto de um primeiro casamento com Angela Bowie.

Em foto de 6 de junho de 2005, David Bowie chega a evento em Nova York ao lado da esposa (Foto: Stuart Ramson/AP Photo)

Em foto de 6 de junho de 2005, David Bowie chega a evento em Nova York ao lado da esposa (Foto: Stuart Ramson/AP Photo)

 

Uma curiosidade que ilustra o apelo internacional do artista é o fato de ele também ser sido gravado por artistas brasileiros – mais precisamente o grupo gaúcho Nenhum de Nós, que no final da década de 80 lançou uma versão de Starmancom o nome Astronauta de MármoreJá Seu Jorge gravou versões em português de um punhado de hits de Bowie, como parte de seu personagem no filme A Vida Marinha com Steve Zissou (2004).

Em 1971, apenas um ano após a separação dos Beatles, Bowie tomou as rédeas criativas do rock and roll com Hunky Dory, álbum que críticos já consideraram o melhor de sua carreira. E um verso da letra da última faixa do álbum, The Bewlay Brothers, parecia perfeitamente resumir o artista: “Camaleão, comediante e caricatura…”

 

David Bowie em show em 13 de dezembro de 2003 em Montreal (Foto: Shaun Best/Reuters)

David Bowie em show em 13 de dezembro de 2003 em Montreal (Foto: Shaun Best/Reuters)

 

Teatro, cinema

Mas foi 1972 que jogou Bowie na estratosfera: o álbum conceitual The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars ficou marcado tanto pelo som quanto por Ziggy, o personagem de sexualidade ambígua e roupas futuristas criado pelo artista. Com a fama veio também o hedonismo em escala industrial – bebida, drogas e um bissexualidade vigorosa – uma biografia não-autorizada lançada em 2014 alegou que uma das conquistas de Bowie foi ninguém menos que o Rolling Stone Mick Jagger.

Em 2006, Bowie fez uma rara aparição, gravando uma participação na série cômica "Extras" (Reprodução)

Em 2006, Bowie fez uma rara aparição, gravando uma participação na série cômica “Extras” (Reprodução)

 

Nessa mesma década, Bowie produziu dois clássicos do rock, os álbuns Transformer, de Lou Reed, e Raw Power de Iggy & The Stooges, e escreveu o hit Fame com John Lennon. Tudo isso antes de se isolar em Berlim para produzir um trilogia de álbuns experimentais (Low, Heroes e Lodger), marcado por letras de vanguarda e flertes com a música eletrônica. A década também marcou suas primeiras experiências como ator: ele estrelou o filme O Homem que Caiu na Terra (1976) e trabalhou ao lado da diva Marlene Dietrich em Gigolô. Suas aventuras cinematográficas continuaram ao longo de sua vida, de longa-metragens comoFuryo: Em Nome da Honra (1983) ou em “pontas” como fazer a voz de um dos personagens da série de desenho animados Bob Esponja.

Ele também brilhou no teatro, interpretando o papel-título de O Homem-Elefante na Broadway.

Os anos 90 foram marcados pelo pioneirismo em outros campos e pouco sucesso musical: Bowie se tornou um dos primeiros artistas do mundo a lançar um website e lançou ações na Bolsa de Nova York, faturando US$ 55 milhões. A década seguinte começou com o lançamento de Heathen, álbum que voltou a entusiasmar público e crítica. Mas, em 2004, o britânico sofreu um ataque cardíaco em pleno palco durante um show na Alemanha. A partir daí, com raras exceções, Bowie desapareceu da vida pública. Daí a surpresa geral quando The Next Day foi lançado em 2013. O álbum se tornou seu primeiro número 1 no Reino Unido em mais de 20 anos.

A última vez que o cantor se apresentou ao vivo foi durante um show beneficente em 2006, em Nova York.

Bowie casou-se duas vezes: viveu 10 anos com Angela Barnett, com quem teve um filho, Zowie – que mudou de nome e hoje é conhecido como o diretor de cinema Duncan Jones. Em 1992, ele casou-se com a modelo somali Iman, com quem teve uma filha, Alexandria.

David Bowie completou 69 anos dia 8 de janeiro de 2016, no mesmo dia em que lançou seu último álbum, “Blackstar”, pelo qual recebeu críticas positivas. 

David Bowie morreu aos 69 anos de câncer, em 10 de janeiro de 2016Ele lutava contra um câncer havia 18 meses. 

(Fonte: http://g1.globo.com/musica/noticia/2016/01 – MÚSICA – Do G1, em São Paulo – 11/01/2016)

(Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/europa – MUNDO – EUROPA – 11 JAN 2016)

(Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160111 – NOTICIAS – BRASIL – 11/01/2016)

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