Daniel Johnston, cantor e compositor, era admirado por ícones como David Bowie, Tom Waits, Kurt Cobain e Jeff Tweedy

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Daniel Johnston ficou conhecido como um “herói do underground”

 

 

Cantor cultuado entre bandas alternativas, era admirado por ícones como David Bowie, Tom Waits, Kurt Cobain e Jeff Tweedy

 

 

Daniel Dale Johnston (Sacramento, Califórnia, 22 de janeiro de 1961 – 10 de setembro de 2019), cantor e compositor norte-americano.

 

 

Nos anos 1980, Johnston conseguiu convencer a MTV a incluir canções dele em sua programação e ganhou elogios da banda Sonic Youth e de Kurt Cobain, do Nirvana.

O músico era conhecido pelo álbum  Hi, How Are You: The Unfinished Album, de 1983, cuja capa era cultuada no underground e ganhou o mainstream após Cobain vestir uma camisa estampada com a arte do álbum.

 

O cantor e músico americano Daniel Johnston, conhecido pela música True Love Will Find You In The End, era cultuado entre bandas de rock alternativo e em circuitos de música independente.

Um dos seus fãs era Kurt Cobain, falecido líder do Nirvana, que ajudou a divulgar seu trabalho ao usar uma camiseta com a capa do disco “Hi, how are you”, de 1983.

Conhecido pela música chamada de lo-fi, geralmente gravada com equipamentos simples em sua própria casa, ele é comumente associado à cena indie do final dos anos 1980 ao lado de bandas como Flaming Lips, Yo La Tengo e Built to Spill, embora todas já tenham professado uma admiração especial por ele.

Mas sua produção tem uma qualidade única que parte do seu mundo extremamente pessoal, acentuado pelas condições mentais, num mundo de fantasia inocente que coincide com a realidade de uma maneira desconcertante. Suas músicas são pontuadas por referências à cultura pop e permeadas por declarações de amor hiper-sinceras.

Folk rock melancólico

Seu primeiro álbum, “Songs of pain”, foi lançado em 1981, e desde então ele lançou vinte discos.

Os trabalhos lançados de maneira independente tinham canções melancólicas com influência do folk rock e gravações caseiras.

Johnston se apresentou no Brasil em 2013.  Ele gravou mais de 20 discos em seus 30 anos de carreira, a maioria de modo independente, ficando conhecido como um “herói do underground”.

Em 2005, ele foi tema do documentário The Devil and Daniel Johnston, exibido no Festival de Sundance e disponível na Netflix.

 

 

 

Além da trajetória na música, Johnston construiu uma carreira particular como desenhista, chegando a ter trabalhos expostos no Whitney Museum, em Nova York.

 

 

Em uma matéria do The New York Times em 2017, quando Johnston estava prestes a embarcar naquela que seria sua turnê final, o líder do Wilco, Jeff Tweedy, uma das bandas da turnê, creditou ao músico uma grande inspiração. “Daniel aprendeu a criar apesar da sua doença mental, não por causa dela. Ele tem sido honesto no retrato de sua luta sem chamar atenção demais para isso.”

 

O novo álbum mencionado por ele em 2018 ainda não apareceu, mas relatos da mídia americana dão conta de que sua família possui mais de 1,5 mil fitas com material inédito.

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“Eu não posso parar de escrever”, ele disse ao Times em 2017. “Se eu parar de fato, pode haver o nada. Talvez tudo pare. Então eu não vou parar. Tenho que continuar.”
Daniel Johnston teve um ataque cardíaco e faleceu em 10 de setembro de 2019, aos 58 anos, disse o jornal “The Austin Chronicle”.

 

Johnston sofria de transtorno bipolar e esquizofrenia. Ele foi internado diversas vezes em hospitais psiquiátricos. Em 2005, foi tema do documentário “The devil and Daniel Johnston”.

De acordo com o “Austin Chronicle”, seu estado de saúde piorou nos últimos anos, e ele foi hospitalizado em várias ocasiões.

(Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2019/09/11 – POP & ARTE / MÚSICA / NOTÍCIA / Por G1 – 11/09/2019)

(Fonte: https://odia.ig.com.br/mundo-e-ciencia/2019/09 – MUNDO E CIÊNCIA / Por ESTADÃO CONTEÚDO – 11/09/2019)

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