Considerado o primeiro a transformar o sintetizador no instrumento central do rock

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Com a banda de rock progressivo, tecladista gravou nove álbuns de estúdio

Keith Emerson - (Foto: Facebook / Reprodução)

Keith Emerson – (Foto: Facebook / Reprodução)

 

Keith Emerson, pioneiro no uso de sintetizadores no rock

Keith Emerson (Yorkshire, 2 de novembro de 1944 – Los Angeles, 10 de março de 2016), músico fundador e tecladista do lendário trio de rock progressivo Emerson, Lake and Palmer, que formava o grupo ao lado dele e de Greg Lake e Carl Palmer, percussionista do grupo. Keith Emerson, um extravagante tecladista pioneiro no uso de sintetizadores no rock, é considerado o primeiro a transformar o sintetizador no instrumento central do rock.

Inspirado na teatralidade da guitarra elétrica de Jimi Hendrix, Emerson criou um novo tipo de espetáculo com os teclados, atacando as teclas com facas e o órgão ao contrário, com enorme instrumento suspenso sobre ele.

Ele estudou piano clássico quando menino na Inglaterra e com o tempo tocou o órgão Hammond e depois se sentiu atraído pelo jazz.

Mas sua carreira, assim como a trajetória do rock, mudou quando ouviu o influente álbum de 1968, “Switched-On Bach”, do compositor então conhecido como Walter Carlos, que tocava peças clássicas com um sintetizador Moog.

Os primeiros sintetizadores analógicos, assim chamados pelo criador, Robert Moog, com o tempo conquistaram seu espaço na música popular. Sua aparição mais notável foi no álbum “Abbey Road”, dos Beatles, em 1969.

A paixão por sua performance como um tecladista permanecerá inigualável por muitos anos. Ele foi um pioneiro e um inovador cujo gênio musical tocou a todos no mundo do rock, da música clássica e do jazz.

Após o fim da banda The Nice, em 1970, o tecladista se uniu a Palmer e ao cantor e guitarrista Greg Lake para formar o Emerson, Lake and Palmer (ELP), que se tornou uma importante força do rock progressivo nos anos 1970.

Keith Emerson - (Foto: TeamRock/Divulgação)

Keith Emerson, pioneiro no uso de sintetizadores no rock – (Foto: TeamRock/Divulgação)

O lendário grupo inglês foi um dos primeiros a incorporar sintetizadores e a misturar elementos da música erudita no rock. Fundada nos anos 1970, a banda era uma das maiores referências do gênero, ao lado de Genesis, Yes e Gentle Giant. Com a banda, Emerson gravou nove álbuns de estúdio e é um dos maiores responsáveis por “Karn evil 9”, um dos maiores sucessos do grupo.

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A natureza progressiva do som da banda fez com que ela tivesse poucos singles radiofônicos. Mesmo assim, a balada “Lucky man”, além de “From the beginning” e “Still you turn me on”, atingiram algum sucesso nas paradas de sucesso das estações AM e FM.

Os primeiros quatro discos do grupo, “Emerson, Lake & Palmer” (1970), “Tarkus” (1971), “Trilogy” (1972) e “Brain salad surgery” (1973), ajudaram a formatar o rock progressivo como ele é conhecido hoje. Todos estes álbuns estiveram entre os cinco mais vendidos na Inglaterra e receberam discos de ouro nos Estados Unidos.

Nascido em 2 de novembro de 1944 na cidade de Yorkshire, o músico recebeu sua educação em música erudita e clássica. Depois de descobrir o órgão Hammond e o sintetizador Moog em sua adolescência, Emerson se transformou em um dos maiores tecladistas de sua geração. Antes de fundar o Emerson, Lake and Palmer, ele tocava no Nice.

Além do trabalho com a banda, Emerson também teve uma carreira solo e gravou dois discos solo.

Keith Emerson morreu aos 71 anos em 10 de março de 2016, em casa, em Los Angeles, e foi encontrado por sua namorada.

Palmer lamentou a morte do amigo:

“Estou profundamente triste ao saber do falecimento de meu bom amigo e irmão. Keith era uma alma gentil, cujo amor pela música. A paixão por sua performance como um tecladista permanecerá inigualável por muitos anos. Sempre vou lembrar seu sorriso caloroso, do senso de humor, de seus carisma irresistível, e de sua dedicação à arte musical. Eu sou muito sortudo por tê-lo conhecido e de ter feito a música que fizemos juntos”.

(Fonte: Zero Hora – ANO 52 – N° 18.410 – 12 e 13 de março de 2016 – TRIBUTO – Pág: 42)

(Fonte: http://oglobo.globo.com/cultura -18856552#ixzz42deytDzv – CULTURA – POR O GLOBO – 11/03/2016)

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