Coaracy Nunes, ex-presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), foi personagem emblemático da história dos esportes aquáticos no Brasil

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Ex-presidente da CBDA

 

Ex-presidente da CBDA, Coaracy Nunes. (Imagem: Satiro Sodré/SSPress)

 

Coaracy Nunes, a trajetória de um dos cartolas mais longevos do esporte brasileiro

 

Coaracy Nunes (Belém-PA, em 26 de abril de 1938 – Rio de Janeiro, 14 de maio de 2020), ex-dirigente e ex-presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), foi personagem emblemático da história dos esportes aquáticos no Brasil.

 

Natural da cidade de Belém-PA, Coaracy nasceu em 26 de abril de 1938. Coaracy Nunes Filho foi eleito presidente da CBDA  (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) em 1988, tendo sido reeleito sucessivamente, com mandato  até 2013.

 

A CBDA comanda cinco modalidades aquáticas: natação, polo aquático, saltos ornamentais, nado sincronizado e maratona aquática.

 

Desde que Coaracy assumiu o comando da entidade máxima da natação brasileira foram conquistadas sete medalhas olímpicas:
1992/Barcelona: duas (ambas com Gustavo Borges).
1996/Atlanta: duas de bronze, com Gustavo Borges e Fernando Scherer.
2000/Sydney: uma de bronze, no revezamento 4×100.
2008/Pequin: uma de ouro e uma de bronze, ambas com César Cielo.

 

A entrada de Coaracy na política esportiva nacional teve início na metade da década de 1980. Ele foi diretor de esportes olímpicos do Fluminense e passou a ter forte atuação na Farj (Federação Aquática do Estado do Rio). Com isso, pleiteou o comando da então Confederação Brasileira de Natação (CBN). Após ser derrotado por Ruben Márcio Dinard, filho do mandatário da entidade à época, Ruben Dinardi, que estava havia 25 anos no poder.

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O eleito, no entanto, deixou o cargo após diversas denúncias de irregularidades no processo, e Coaracy acabou ascendendo à presidência. Ele foi o homem forte dos esportes aquáticos no país entre 1988 e 2017, período em que comandou a entidade com forte apoio da maioria das federações do país.

Nunes foi reeleito seis vezes e viu o Brasil faturar dez medalhas olímpicas em sua gestão. O dirigente também presidiu a Confederação Sul-Americana de Natação (CONSANAT) e a União Americana de Natação (UANA), e fez parte do Bureau da Federação Internacional de Natação (FINA).

 

A queda de Coaracy teve início em 2015, em meio aos desdobramentos da Operação Águas Claras, da Polícia Federal, que investigou a formação de uma organização criminosa para fraudar licitações e desviar recursos públicos destinados à contratação de empresas de turismo. Em 2017, Nunes e três diretores da entidade chegaram a ser presos por dois meses, mas conseguiram habbeas corpus.

 

Foi nesse contexto que Miguel Cagnoni, seu ex-aliado na Federação Aquática Paulista (FAP), mobilizou a comunidade e conseguiu se eleger presidente da CBDA, em um processo conturbado com a FINA. A promessa de transparência, no entanto, ficou no papel. A entidade só viu as dívidas da era Coaracy aumentarem. Hoje, os esportes aquáticos no país, sob a gerência do presidente Luiz Fernando Coelho de Oliveira, sofrem as consequências de problemas das gestões.

 

Em outubro de 2019, o Tribunal Regional Federal de São Paulo (TRF-SP) condenou Nunes a 11 anos e oito meses de reclusão e a três anos de detenção por desvios de recursos públicos. Com a saúde muito frágil, ele respondia em liberdade a um dos processos.

Coaracy Nunes morreu em 14 de maio de 2020, no Rio de Janeiro, aos 82 anos. O ex-presidente tinha a saúde debilitada por Alzheimer, diabetes e demência senil, e havia contraído o novo coronavírus. Ele estava internado há cerca de um mês.

“O Coaracy, na semana passada, estabilizou clinicamente, chegando a negativar a COVID-19 e, na execução de tomografia para verificar a piora do nível de consciência, foi evidenciado um aumento dos hematomas subdurais bilaterais já existentes. Foi realizada uma cirurgia para alivio da pressão intracraniana na ultima quinta-feira, mas, infelizmente, o Coaracy não despertou e constatou o que já esperávamos uma fase terminal do Alzheimer. Na manhã de hoje, dia 14 de maio, fez sua passagem de forma tranquila”, disse a filha do ex-dirigente, Luciana Nunes.

(Fonte: Zero Hora – ANO 56 – N° 19.711 – 15 DE MAIO de 2020 – TRIBUTO / MEMÓRIA – Pág: 26)

(Fonte: https://www.terra.com.br/esportes/lance – ESPORTES / LANCE! – 14 MAI 2020)
(Fonte: https://www.uol.com.br/esporte/colunas/olhar-olimpico/2020/05/14 – ESPORTE / COLUNA / OLHAR OLÍMPICO / Por Demétrio Vecchioli – 14/05/2020)
(Fonte: https://terceirotempo.uol.com.br/que-fim-levou – QUE FIM LEVOU / COARACY NUNES FILHO / por Marcos Júnior)
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