Cláudio Mamberti, participou de novelas e minisséries, fez carreira em teatro e cinema

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Com quatro décadas de atuação, fez carreira em teatro e cinema

 

Cláudio Mamberti (Santos, 9 de outubro de 1940 – São Paulo, 19 de setembro de 2001), ator paulista de cinema, teatro e televisão

 

 

Cláudio Mamberti começou no teatro aos 17. Trabalhou no cinema e na TV. Na Globo, participou de novelas e minisséries. Cláudio Mamberti ganhou vários prêmios, entre eles o do Festival Internacional de Cinema, em Cuba.

 

 

Foi em 1958, quando conheceu Patrícia Galvão, a Pagu, musa de Oswald de Andrade, que o ator viu despertar sua vocação artística. Ao lado do irmão Sérgio, Mamberti estreou profissionalmente em 1962 sob a direção de Antônio Abujamra na peça Antígone América, de Carlos Henrique Escobar. Em 1965, integrou a companhia de Cacilda Becker. Em 1969, dirigido por Victor Garcia, atuou em O Balcão, de Jean Genet, um dos marcos do teatro nacional.

 

 

Trabalhou pouco em TV, como nas novelas Sinhá Moça e Helena e na minissérie O Sorriso do Lagarto, mas fez aproximadamente 30 filmes. Entre eles, destacam-se Dona Flor e Seus Dois Maridos, Cidade Oculta, Anjos da Noite, Kuarup, Barrela, Beijo 2348-72, O Quatrilho, O Guarani, Baile Perfumado e For All, o Trampolim da Vitória.

 

 

Nascido em Santos, o ator fazia parte de uma família de artistas e era irmão do também ator Sérgio Mamberti, 62. “Crescemos juntos, os dois apaixonados por teatro.

 

 

Estreamos juntos e comemoramos 40 anos de carreira em 2000”, disse Sérgio.

 

 

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Cláudio Mamberti teve sua iniciação amadora no teatro integrando o elenco da peça “A Filha de Rapaccini”, de Octavio Paz, sob a direção de Patrícia Galvão, a Pagu, que apresentou o jovem ator a autores importantes no contexto político dos anos 60, como o espanhol Fernando Arrabal e o francês Jean Genet. Na mesma década, foi militante do Partido Comunista Brasileiro.

 

 

Estreou profissionalmente em 1961, com “Antigone América”. Em 1965, ingressa na companhia de Cacilda Becker, participando de espetáculos como “A Farsa do Santo Milagreiro”.

 

 

Teve também importante parte de sua carreira no cinema, tendo participado de filmes como “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976, de Bruno Barreto), “Anjos da Noite” (1987, de Wilson Barros), “Miramar” (1997, de Julio Bressane) e “Baile Perfumado” (1997, Lírio Ferreira e Paulo Caldas).

 

 

Ganhou prêmios por sua atuação no cinema nos festivais de Gramado e de Havana.

 

O último trabalho em teatro de Mamberti foi O Homem do Caminho, de Plínio Marcos, que estreou em São Paulo em agosto de 2000. A peça foi encenada em São Caetano em abril. Foi a única vez que Sérgio assinou a direção de uma peça em que o irmão atuou.

Um dos seus trabalhos mais recentes foi a encenação, em 2000, de um texto até então inédito e um dos últimos escritos pelo dramaturgo também santista Plínio Marcos, o monólogo “O Homem do Caminho”, sob a direção de Sérgio Mamberti. “A última cena era justamente um diálogo do personagem com a morte”, lembra-se o irmão.

 

Mamberti foi membro do Partido Comunista – do qual já estava desligado – e quase entrou na luta armada contra o regime militar na virada dos anos 60 para os 70. Essa postura política o acompanhou durante a carreira toda – o ator dava preferência a trabalhos que expusesse, ou deixasse implícita, uma crítica ao sistema político e econômico vigente.

 

Sua trajetória pessoal e profissional sempre esteve impregnada de um inconformismo com a situação dos excluídos sociais. “Cláudio foi um crítico do nosso sistema como um todo. Não tinha uma escolha partidária, mas pelo país, principalmente na questão social”, afirmou o produtor Carlos Mamberti, seu sobrinho.
“A morte de Cláudio é um choque grande. Pertencíamos, eu, ele, Plínio Marcos, à mesma turma, somos todos de Santos. Ele era muito jovem para morrer”, afirmou o ator Taná Corrêa, seu amigo desde a juventude.
“É uma partida difícil. Ele era novo, um ano a menos do que eu. Não esperava que ele fosse embora tão cedo, mas não temos condições de mudar isso”, lamentou-se ontem o irmão Sérgio Mamberti.

 

Cláudio Mamberti morre em São Paulo aos 60 anos, no hospital Sírio Libanês, vítima de insuficiência pulmonar e falência múltipla dos órgãos.

(Fonte: https://www.dgabc.com.br/Noticia – NOTÍCIA / Cultura & Lazer / Por Mauro Fernando Do Diário do Grande ABC – 20/09/2001)

(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada – FOLHA DE S. PAULO – ILUSTRADA – PERSONALIDADE / DA REPORTAGEM LOCAL – São Paulo, 21 de setembro de 2001)

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