Claudia Cardinale, atriz ítalo-tunisiana, musa do cinema italiano, foi um dos maiores ícones do cinema, conhecida por seus papéis em “O Leopardo” (1963), “Oito e Meio” (1963) e “Era Uma Vez no Oeste” (1968), a artista atuou ao lado dos atores e diretores mais prestigiados de sua época, entre eles Alain Delon, Rock Hudson, Federico Fellini, Sergio Leone e Jean-Paul Bemondo

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Claudia Cardinale, ícone e musa do cinema italiano, estrela dos anos 1960

Artista ítalo-tunisiana foi uma das grandes estrelas da era de ouro do cinema

Conhecida por papeis em clássicos como ‘Era uma vez no Oeste’ e ‘8 1/2’, estrelou alguns dos filmes europeus mais aclamados dos anos 1960 e 1970.

Atriz marcou gerações como ícone do cinema europeu do pós-guerra

  • Atriz encarnou a sedução e a inocência em filmes de Fellini e Visconti
  • Ela fez parte de geração que redefiniu a sétima arte nos anos 1960

A atriz Claudia Cardinale na estreia do filme “8 1/2”, de Federico Fellini, no Festival de Cannes de 1963 – (Crédito da fotografia: Cortesia © Copyright All Rights Reserved/ Managed/ Direitos autorais: AFP ®/ REPRODUÇÃO/ TODOS OS DIREITOS RESERVADOS)

 

 

Claudia Cardinale (nasceu em 15 de abril de 1938, em Túnis, Tunísia — faleceu em 23 de setembro de 2025, em Nemours, França), atriz ítalo-tunisiana, musa do cinema italiano, foi um dos maiores ícones do cinema dos anos 1960.

Rosto emblemático do cinema nos anos 1960, foi parceira de grandes nomes de Hollywood, como o diretor Richard Brooks (1912 — 1992), e do célebre cineasta Henri Verneuil (1920 — 2002).

Estrela do cinema italiano, Claudia tornou-se um símbolo do cinema italiano pela sua notável carreira no cinema e no teatro.

Conhecida por seus papéis em “O Leopardo” (1963), “Oito e Meio” (1963) e “Era Uma Vez no Oeste” (1968), a artista atuou ao lado dos atores e diretores mais prestigiados de sua época, entre eles Alain Delon, Rock Hudson, Federico Fellini, Sergio Leone e Jean-Paul Bemondo.

Claudia, símbolo glamouroso do cinema italiano do pós-guerra e dona de uma longa e variada carreira no cinema e no teatro, ganhou em 1957 o prêmio de “Menina italiana mais bonita na Tunísia”, cuja recompensa foi uma viagem à Itália.

Lá, rapidamente emendou uma sequência de contratos no cinema. Com o tempo, estrelou clássicos como “8 1/2” (1963), de Federico Fellini, e “Era uma vez no Oeste” (1968), de Sergio Leone.

Natural de Túnis, na Tunísia, filha de pais italianos, foi educada em uma escola de língua francesa e, por isso, sua voz precisou ser dublada em seus primeiros papéis no cinema italiano.

Cardinale ganhou diversos prêmios pela sua carreira, entre eles cinco David di Donatello, três Globos de Ouro, um Leão de Ouro e um Urso de Ouro.

Ao longo dos anos, participou de alguns dos filmes europeus mais celebrados das décadas de 1960 e 1970. Ela esteve ainda em obras como “A Pantera Cor-de-Rosa” (1963) e “O Leopardo” (1963).

Após uma série de papéis menores, alcançou fama internacional em 1963, ao participar de “8½”, de Federico Fellini, e atuar ao lado de Burt Lancaster em “O Leopardo”, de Luchino Visconti, no mesmo ano. Filmando as duas produções simultaneamente, enfrentou dificuldades, já que precisava manter cores de cabelo diferentes para cada personagem.

Em entrevista ao jornal britânico The Guardian em 2013, Cardinale comparou os estilos dos diretores: “Ele (Fellini) não conseguia filmar sem barulho. Com Visconti, era o oposto, parecia teatro. Não podíamos dizer uma palavra. Muito sério”.

Nos anos 1970, sua carreira sofreu um abalo após o rompimento com o produtor Franco Cristaldi, com quem havia sido casada, para iniciar uma relação duradoura com o cineasta Pasquale Squitieri, pai de sua filha Claudia.

Irritado por ter sido deixado, Cristaldi pediu a amigos e colegas da indústria italiana que boicotassem a atriz, o que resultou, por exemplo, em Visconti recusando-a para seu último filme, “O Inocente” (1976). “Foi um momento muito delicado. Descobri que não tinha dinheiro algum na conta bancária”, relembrou Cardinale.

O diretor Franco Zeffirelli acabou resgatando sua carreira ao escalá-la na minissérie de TV “Jesus de Nazaré” (1977). Depois disso, seguiu trabalhando com outros cineastas europeus, como Werner Herzog e Marco Bellocchio.

De voz rouca e fumante inveterada, Cardinale tinha fama de mulher independente e livre. Chegou a desafiar o protocolo do Vaticano ao comparecer a uma audiência com o Papa Paulo VI usando minissaia. Um livro publicado em 2022 sobre sua vida foi intitulado Claudia Cardinale. A Indomável.

Radicada na França durante boa parte da vida, manteve amizade com os presidentes François Mitterrand e Jacques Chirac. A partir dos anos 2000, dedicou-se também ao teatro, sendo elogiada por suas atuações nos palcos. Continuou atuando em filmes e séries em diversas línguas europeias até a maturidade, incluindo a produção suíça Bulle, em 2020.

 

Na vida pessoal, Cardinale enfrentou uma gravidez secreta no início da carreira, que, segundo ela, resultou de um relacionamento abusivo. A atriz deu à luz a Patrick em Londres, em 1958, mas apresentava-o publicamente como seu irmão mais novo, enquanto ele era criado por seus pais.

Em 1963, Claudia Cardinale alcançou fama internacional ao estrelar “8½” de Federico Fellini. No mesmo ano, consagrou-se atuando ao lado de Burt Lancaster no clássico “O Leopardo”.

Em 2002, recebeu um prêmio pelo conjunto da obra no Festival de Berlim. Na ocasião, disse que atuar tinha sido uma carreira extraordinária:

“Vivi mais de 150 vidas – prostituta, santa, romântica, todo tipo de mulher – e é maravilhoso ter a oportunidade de se transformar. Trabalhei com os diretores mais importantes. Eles me deram tudo.”

Um de seus últimos trabalhos foi o filme “The island of forgiveness” (2022), uma produção conjunta entre Itália e Tunísia.

Considerada por muitos como uma das mulheres mais bonitas da história da sétima arte, Cardinale era embaixadora da Boa Vontade da Organização das Nações Unidas (ONU) para os direitos das mulheres e foi uma das principais estrelas da era de ouro do cinema.

Claudia Cardinale morreu na terça-feira (23), aos 87 anos.

Ela faleceu em Nemours, perto de Paris, ao lado dos filhos.

A atriz morreu em sua casa na França. A notícia foi confirmada por seu agente à agência de notícias France Presse.

“Ela nos deixa o legado de uma mulher livre e inspiradora, tanto em sua carreira quanto como artista e mulher”, disse o agente de Cardinale, Laurent Savry, em mensagem enviada à AFP.

(Direitos autorais reservados: https://forbes.com.br/forbeslife/2025/09 – FORBES LIFE/ por Reuters – 23/09/2025)

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(Direitos autorais reservados: https://www.terra.com.br/diversao/arte-e-cultura – DIVERSÃO/ ARTE E CULTURA/ ENTRETÊ/ por ANSA – 23 set 2025)

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