Claude Amaral Peixoto, considerada uma embaixadora informal da cultura francesa no Rio de Janeiro.

0
Powered by Rock Convert

Claude Amaral Peixoto, socialite francesa.
Morando há quase 50 anos no Rio de Janeiro, socialite era o elo entre as culturas francesa e brasileira.

Elegante e bem humorada, Claude era considerada uma embaixadora informal da cultura francesa no Rio de Janeiro, onde passou a morar na década de 60.

Em seu apartamento na Avenida Atlântica, uma cobertura tríplex, dava festas famosas na sociedade carioca. Na juventude, quando modelo, foi namorada do cantor francês Charles Aznavour.

Claude Jianini Madeleine Delettre, a francesa que, no Brasil, ficou conhecida como Claude Amaral Peixoto, planejava uma grande festa em 2014 para comemorar seus 50 anos de Rio de Janeiro. Para ela, seria um marco mais importante que os 70 anos que completara em fevereiro. Claude era uma grande apaixonada pela cidade. Pisou pela primeira vez em solo carioca aos 20 anos, quando namorava o cantor francês Charles Aznavour. Ele continuou sua turnê internacional, mas ela decidiu ficar.

Muito bonita (foi manequim da alta-costura), Claude se casou nos anos 60 com o arquiteto Carlos Henrique Amaral Peixoto, com quem teve dois filhos, e se transformou numa espécie de embaixadora informal da França no Rio. Seu tríplex na Avenida Atlântica é um dos endereços mais charmosos do Rio. Além da bela vista, é decorado com objetos da arte popular brasileira e tem um terraço repleto de plantas, no qual costumava receber autoridades francesas. Sua paixão pelo Rio acabou lhe rendendo, em 2005, o título de cidadã honorária carioca, concedido pela Câmara Municipal.

— Ela era uma pessoa muito querida, uma francesinha “acariocada”. Seu apartamento sempre foi muito gostoso, com uma piscininha. Sabia receber muito bem — diz a amiga Gisela Amaral, mulher do empresário Ricardo Amaral.

Uma dessas recepções aconteceria em 15 de maio deste ano, quando o ex-namorado e amigo Charles Aznavour iria almoçar na casa de Claude. No entanto, no dia 6 daquele mês, ela foi atropelada por um ônibus no momento em que atravessava o cruzamento das ruas Francisco Sá e Nossa Senhora de Copacabana.

Muito ferida, foi internada no Hospital Miguel Couto com traumatismo craniano e hemorragia cerebral. No dia seguinte, foi transferida para o Copa D’Or. Submetida a uma série de cirurgias, chegou a apresentar uma pequena melhora. Mas nunca saiu do coma.

— Foi uma fatalidade, infelizmente irreversível. Uma pena. Claude era uma pessoa agregadora, fez muitos amigos — conta a curadora de arte Vanda Klabin.

Claude Amaral Peixoto Morreu em 21 de julho de 2013 no Rio de Janeiro, aos 70 anos. Ela estava internada no Hospital Copa D”Or havia três meses, depois de ser atropelada por um ônibus em Copacabana, bairro onde morava.

Testemunhas contaram que ela atravessava fora da faixa de pedestres. Claude teve traumatismo craniano, foi operada e levada à Unidade de Terapia Intensiva.

(Fonte: http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias – 21/07/2013 – Por AE, estadao.com.br)
(Fonte: http://oglobo.globo.com/rio – 21/07/13)

Powered by Rock Convert
Share.