Chiang Ching-kuo, presidente de Formosa entre 1978 e 1988, filho e sucessor de Chiang Kai-shek

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Obra inacabada

Dinastia Chiang termina longe da China

Chiang Ching-kuo (Zhejiang, 27 de abril de 1910 – 13 de janeiro de 1988), presidente de Formosa nos últimos dez anos, entre 1978 e 1988, filho e sucessor de Chiang Kai-shek (1887-1975), um novo ciclo se inicia na ilha onde 2 milhões de chineses se refugiaram em 1949, varridos pelas forças comunistas de Mao Tsé-tung.

Nasceu na China continental, na província de Zhejiang em abril de 1910, e exerceu numerosos cargos públicos na República da China, primeiro no continente e, a partir de 1950, em Taiwan.

Foi lá que Chiang Kai-shek, o líder nacionalista derrotado, fundou uma república independente, que, durante anos, reivindicou para si o nome China e jamais desistiu do sonho de anexar, sob seu comando, o imenso território nacional.

Foi esse sonho que Chiang passou ao filho, antes de morrer em 1975. Três anos depois, Chiang Ching-kuo chegou ao poder – mas a realidade já falava mais alto. Usando a retórica da unificação para agradar os remanescentes do movimento criado por seu pai, ele se preocupou mais em tirar Formosa do atraso econômico.

Sua receita foi simples: total incentivo à exportação de manufaturados, aproveitando a mão-de-obra barata. Hoje, os produtos de Formosa concorrem com os japoneses nos principais mercados mundiais e a renda per capita do país é de mais de 3 000 dólares – nove vezes superior à da população da China continental.

Chiang Ching-kuo, que se tornou anti-comunista convicto após passar doze anos na Rússia, onde foi mandado pelo pai para estudar, acabou preso por “trotskismo” e voltou casado com uma russa, também iniciou uma abertura política, suspendendo a lei marcial que vigorava desde 1949. Com sua morte, o poder passou ao vice-presidente, Lee Teng-hui.

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Primeiro cidadão natural da ilha a ocupar o comando, Lee com certeza está menos preocupado ainda com os velhos sonhos de unificação – uma ideia, muito mais presente nos planos da China.

Chiang Ching-kuo faleceu em 13 de janeiro de 1988, aos 77 anos.

 

(Fonte: Veja, 20 de janeiro de 1988 – Edição 1011 – FORMOSA – Pág: 40)

 

 

 

 

 

 

 

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