Charles Grodin, ator norte-americano, mais conhecido por suas performances cômicas em filmes como Fuga à Meia-Noite e Beethoven: O Magnífico

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Charles Grodin, astro de ‘Fuga à Meia-Noite’ e ‘Beethoven’

 

Charles Grodin, astro de ‘Fuga à Meia-Noite’ e ‘Beethoven’ (© Divulgação/Universal Pictures)

 

Charles Grodin (Pittsburgh em 21 de abril de 1935 – Wilton, Connecticut, 18 de maio de 2021), ator norte-americano, apresentador de talk-show e escritor, mais conhecido por suas performances cômicas em filmes como Fuga à Meia-Noite Beethoven: O Magnífico.

 

Charles participou de diversos programas de TV dos Estados Unidos como ator e também roteirista, e ganhou o Emmy por especial de comédia ou musical em 1978 por The Paul Simon Special.

 

Grodin estrelou ao lado de Robert De Niro na comédia de ação Fuga à Meia-Noite (Midnight Run, o título original), no remake de 1976 de King Kong e no papel principal, indicado ao Globo de Ouro, da comédia romântica Antes Só do que Mal Casado.

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No início de sua carreira, ele teve um papel menor como médico no clássico de terror de Roman PolanskiO Bebê de Rosemary, e mais tarde interpretou um pai suburbano na popular comédia Beethoven: O Magnífico.

 

Grodin também ganhou um Emmy como co-roteirista de um especial de televisão de Paul Simon em 1977, apresentou seu próprio programa de bate-papo dos anos 1990 e foi presença regular em programas apresentados por Johnny CarsonDavid Letterman e Jay Leno.

Nascido em Pittsburgh em abril de 1935, Grodin se tornou um respeitado artista de teatro, ganhando sua grande chance na comédia da Broadway de 1962 Tchin-Tchin e consolidando seu estrelato com Same Time, Next Year, de 1975, contracenando com Ellen Burstyn.
Outros papéis coadjuvantes notáveis de Grodin foram em filmes como O Céu Pode Esperar de Warren Beatty e Catch-22 de Mike Nichols.
O ator Charles Grodin, que marcou época em várias comédias clássicas como “Corações em Alta” (1972), “Fuga à Meia-Noite” (1988) e os filmes do cachorro Beethoven, nasceu e cresceu em Pittsburgh, e depois de estudar teatro na faculdade local, aprimorou-se no Actor’s Studio em Nova York. A estreia na Broadway aconteceu em 1962, na peça “Tchin-Tchin”, ao lado de Anthony Quinn, e o primeiro filme veio dois anos, “Sex and the College Girl” (1964), já como coadjuvante. Apesar disso, passou a maior parte dos anos 1960 na televisão.
Ele emplacou papéis nas novelas “Love of Life” e “The Young Marrieds”, participou das pegadinhas da “Candid Camera” – programa que inspirou quadro similar de Sílvio Santos – e apareceu em séries variadas, como a comédia “Mamãe Calhambeque”, o policial “FBI” e os westerns “Cavalo de Ferro”, “Big Valley” e “O Homem de Virgínia”. Mas os trabalhos televisivos acabaram dificultando sua volta ao cinema.
Depois de ser testado e perder o papel principal de “A Primeira Noite de um Homem” (1967) para Dustin Hoffman, ele conseguiu uma pequena participação em outro clássico, aparecendo como médico de Mia Farrow em “O Bebê de Rosemary” (1968), de Roman Polanski.
Embora Mike Nichols tenha preferido Hoffman em 1967, ele não esqueceu o teste de Grodin e o escalou em “Ardil 22” (1970), filme que ajudou a demonstrar o talento do ator para comédias.

O estouro no gênero veio no filme seguinte, “Corações em Alta” (1972), dirigido por Elaine May, em que Grodin viveu um recém-casado que se apaixona por outra mulher (Cybill Shepherd) durante sua lua de mel em Miami. O ator foi indicado ao Globo de Ouro pelo papel.

“Achei o personagem um cara desprezível, mas o interpretei com toda a sinceridade”, ele confessou em uma entrevista de 2009 ao The AV Club. “Meu trabalho não é julgar. Se não fosse por Elaine May, provavelmente nunca teria tido minha carreira bem-sucedida no cinema.”
A popularidade do filme mudou seu status e o conduziu a vários blockbusters, como os remakes de “King Kong” (1976) e “O Céu Pode Esperar” (1978) – exageradamente indicado a nove Oscars.
A profusão de comédias nos anos seguintes transforaram Grodin num campeão de locações da era do VHS. Ele filmou com a maioria dos humoristas de sucesso dos anos 1980 – Steve Martin, Gene Wilder, Chevy Chase, Goldie Hawn, Lily Tomlin, Dan Aykroyd, Warren Beatty e até os Muppets. Muitas dessas comédias marcaram época, como “A Dama de Vermelho” (1984), uma das maiores bilheterias da década, mas nenhuma foi tão impactante quanto “Fuga à Meia-Noite”.
No filme dirigido por Martin Brest, Grodon viveu um contador da máfia procurado por criminosos e pelo FBI, que acaba sendo capturado por um caçador de recompensas (interpretado por Robert De Niro) e conduzido relutantemente de um lado a outro dos EUA para sua proteção e para o lucro do outro. O clima de camaradagem conflituosa dos dois protagonistas acabou inspirando todas as comédias de ação que se seguiram.

“Fuga à Meia-Noite” também foi o auge do estilo de humor de Grodin, acostumado a interpretar personagens tensos e ranzinzas que, apesar de tudo, conseguiam ser simpáticos.

Ele soube explorar bem essas qualidades também na popular comédia “Beethoven” (1992) e na sua sequência de 1993, como um pai de família avesso a animais de estimação, que acaba tendo que conviver com um São Bernardo gigante. Antes disso, ele já tinha conquistado o público infantil como rival de Caco, o Sapo (que na época ainda não era Kermit no Brasil) pelo amor de Miss Piggy em “A Grande Farra dos Muppets” (1981).
Depois de coestrelar “Dave, Presidente por um Dia”, com Kevin Cline, e “Morrendo e Aprendendo”, com Robert Downey Jr., ambos em 1993, Grodin voltou a trocar o cinema pela TV. Foi apresentar um talk show, “The Charles Grodin Show” e atuar como comentarista satírico do programa jornalístico “60 Minutes”, retornando às comédias só em 2006, em “O Ex-Namorado da Minha Mulher”.
Seus últimos filmes como ator foram “Enquanto Somos Jovens” (2014), de Noah Baumbach, “O Último Ato” (2014), de Barry Levinson, “O Comediante” (2016), de Taylor Hackford, e “The Private Life of a Modern Woman” (2017), de James Toback.
Multitalentoso, Grodin também foi colunista de jornal, escreveu vários livros, dirigiu peças, chegando a comandar na Broadway a montagem de “Os Assaltantes”, que depois ele foi estrelar no cinema (em 1977), e venceu um Emmy como roteirista, por um especial televisivo do cantor Paul Simon (também de 1977). Ele ainda escreveu dois roteiros de cinema, “A Casa dos Brilhantes” (1974) e “Promessa é Dívida” (1985).
Charles Grodin faleceu em 18 de maio de 2021, aos 86 anos de câncer na medula óssea, em sua casa em Wilton, Connecticut.

“Uma das pessoas mais engraçadas que já conheci”, tuitou a lenda da comédia americana Steve Martin.

(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/entretenimento/noticias – ENTRETENIMENTO / NOTÍCIAS / por Agências / Estadão Conteúdo – LOS ANGELES, EUA – 18/05/2021)

(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/cinema/noticias – ENTRETENIMENTO / CINEMA / NOTÍCIAS / por Pipoca Moderna /fornecido por Microsoft News – 19/05/2021)

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