Charles Aznavour, apelidado de Frank Sinatra de França, foi o último dos grandes nomes da canção francesa do século XX

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Cantor de números superlativos

Charles Aznavour, cantor francês do sucesso ‘She’

 

 

O cantor francês Charles Aznavour segura exemplar de sua autobiografia. (Foto: Jens Schlueter / AFP)

 

 

Em carreira de mais de 80 anos, pop star francês vendeu mais de 100 milhões de discos. Hit lançado em 1974 ganhou versão em inglês e entrou na trilha de ‘Um lugar chamado Notting Hill’

 

 

 

 

Nesta foto tirada em 15 de janeiro de 2010, o cantor e compositor francês Charles Aznavour concede entrevista após a gravação, com uma dúzia de rappers franceses e pop stars, um videoclipe para arrecadar fundos para o Haiti em Paris – (Foto: Bertrand Langlois / AFP)

 

 

Compositor da música ‘She’, era conhecido como o ‘Frank Sinatra’ francês

 

Músico gravou mais de 100 álbuns, vendeu 200 milhões de discos e fez mais de 60 filmes

 

Charles Aznavour (Paris, 22 de maio de 1924 – Mouriès, 1° de outubro de 2018), popstar da música francesa, o último dos grandes nomes da canção francesa do século XX.

 

São números superlativos, mesmo para uma carreira como a de Charles Aznavour. Ele compôs mais de mil músicas, gravou mais de 100 álbuns, vendeu 200 milhões (200!) de discos. E fez mais de 60 filmes. Chamado de Frank Sinatra da França, o artista de ascendência armênia nasceu numa família de artistas, em 22 de maio de 1924. Aos 9, já estava atuando, no palco. Chamava-se, então, Shanour Vaginagh Aznavourian. Tinha uma bela voz, mas talvez não se tivesse tornado mito sem a ajuda de uma madrinha.

 

Na verdade, de uma amante. A lendária Edith Piaf ouviu-o cantar, sentiu-se arrebatada por sua virilidade e o integrou ao seu show, levando-o em turnê pela França, até os EUA. Terá sido a influência de Piaf? Rebatizado Charles Aznavour, tornou-se o cantor e compositor do amor. Poliglota, cantou – e compôs – os próprios sucessos em várias línguas. Que c’Est Triste Venise, ou Com’è Triste VeneziaHow Sad Venice Can Be.Elle/She. E muitas outras.

 

O cantor teve uma carreira de mais de 80 anos, e era frequentemente descrito como o Frank Sinatra da França. Ele é conhecido principalmente pelo sucesso “She”.

Uma pesquisa realizada em 1998 pelo canal de TV CNN e pela revista Time apontou Aznavour como “o cantor popular mais importante do século XX”, na frente de ícones como Elvis Presley, Bob Dylan e Frank Sinatra.

 

Aznavour, de origem armênia, vendeu mais de 100 milhões de discos ao longo de oito décadas de uma carreira excepcional.

 

 

Originalmente chamada de “Tous les visages de l’amour”, a música foi lançada em 1974 e ganhou logo depois a versão em inglês, que chegou ao primeiro lugar na lista das mais ouvidas na Inglaterra.

Em 1999, o hit foi gravado pelo britânico Elvis Costello para o filme “Um lugar chamado Notting Hill”, estrelado por Hugh Grant e Julia Roberts.

Apelidado de Frank Sinatra de França, ele alcançou fama mundial apesar de uma voz e um físico incomuns. “La Bohème”, “La Mamma” e “Emmenez-moi” estão entre suas canções mais notáveis de um repertório de acentuado tom nostálgico.

 

Ele também compôs para artistas como Edith Piaf e como ator, ele participou de cerca de 80 filmes.

 

É muito lembrado como o intérprete de “She”, a canção tema do filme “Um lugar chamado Nottingh Hill”, estrelado por Julia Roberts.

 

“La bohème”, “La mamma” e “Emmenez-moi” também estão entre suas canções mais famosas. Uma das marcas do repertório do cantor é o tom nostálgico. Como compositor, criou músicas para artistas como Edith Piaf.

Nascido Shahnour Varinag Aznavourian, filho de pais armênios em Paris, o músico vendeu mais de 100 milhões de discos e também trabalhou como ator em mais de de 60 filmes. A princípio, seus pais haviam se estabelecido na França temporariamente, enquanto aguardavam a liberação de um visto para os Estados Unidos, em meio à diáspora armênia. Acabaram permanecendo em Paris.

Seus pais organizavam espetáculos com seus amigos imigrantes. Aznavour começou sua carreira artística em uma dessas peças, junto com a irmã. No início da carreira, conheceu Edith Piaf, para quem escreveu diversas músicas e se tornou seu empresário.

Como ator, trabalhou em cerca de 80 filmes. Protagonizou “O Último dos Dez” (1974), baseado num romance de Agatha Christie e esteve em “O Tambor” (1979), vencedor do Oscar de melhor filme em língua estrangeira. Também fez a voz do protagonista da animação “Up – Altas Aventuras”(2009).

Nesta foto de arquivo tirada em 15 de janeiro de 2010, o cantor e compositor francês Charles Aznavour fala aos jornalistas após gravar, com uma dezena de rappers e pop stars franceses, um videoclipe para arrecadar fundos para o Haiti, atingido pelo terremoto em Paris. — (Foto: Bertrand LANGLOIS / AFP)

 

 

 

Aznavour ganhou uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 2017.

Nesta foto de arquivo tirada em 15 de abril de 1971 o cantor e ator Charles Aznavour (L) parabeniza o comediante, diretor e cantor norte-americano Jerry Lewis em seu camarim após seu show no L’Olympia em Paris. — (Foto: AFP)

Sua amizade com outros artistas rendeu parcerias. Elvis Costello fez uma versão de She para a comédia romântica Um Lugar Chamado Nothing HillPlacido Domingo gravou a versão de Aznavour para Ave Maria. E cantaram com ele Fred Astaire, Bing Crosby, Ray Charles e Liza Minnelli. Apesar da pequena estatura, 1m60, era um gigante no palco. O mito ultrapassou-o e, no Japão, como Char Aznable, virou personagem de uma famosa animé de ficção científica, Mobile Suit Guindam. No cinema, fez um pequeno papel em O Testamento de Orfeu, de Jean Cocteau, e estrelou Atirem no Pianista, policial de François Truffaut adaptado do escritor David Goodis, ambos em 1960.

 

 

No mesmo ano, A Passagem do Reno, de André Cayatte, venceu o Leão de Ouro em Veneza, derrotando Rocco e Seus Irmãos, de Luchino Visconti. Outros filmes importantes – Thomass l’Imposteur, de Georges Franju; Vidas em Jogo/Folies Bourgeoises, de Claude Chabrol; O Tambor, de Volker Schlondoreff; e Ararat, de Atom Egoyan. Aznavour foi sempre ligado ao Canadá e à causa de Quebec Livre. Tem a ver com sua origem armênia. Em 1988, quando um grande terremoto destruiu Erevan, criou a Fundação Aznavour para a Armênia. Tornou-se embaixador honorário do país. Recebeu a Legion d’Honneur na França, o título de Herói Honorário da Armêrnia e o MIDEM Lifetime Achievement Award.

 

 

Recebeu também o Leão de Ouro honorário em Veneza pela trilha de Morrer de Amor(de André Cayatte), um César (Oscar francês) honorário e o prêmio de carreira do Festival do Cairo. Apresentou-se diversas vezes no Brasil.

 

 

Em maio de 2018, foi internado após fraturar o úmero (osso mais longo do membro superior). numa queda em sua casa. Um mês antes, precisou cancelar um show em São Petersburgo, na Rússia, depois de sofrer um ataque de lombalgia, condição que afeta a parte inferior da coluna.

 

O cantor francês mais conhecido no exterior estava voltando de uma turnê no Japão, e foi forçado a cancelar shows devido ao fato de ter quebrado um braço após uma queda.

 

Charles Aznavour morreu aos 94 anos, em 1º de outubro de 2018, em sua casa no Alpilles, sul da França, depois de voltar de uma turnê no Japão.
(Fonte: https://istoe.com.br – EDIÇÃO Nº 2544 – CULTURA/ Por AFP – 01/10/18)
(Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2018/10/01 – POP & ARTE – NOTÍCIA / Por G1 – 01/10/2018)
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/10 – ILUSTRADA / SÃO PAULO – 1º.out.2018)

(Fonte: https://cultura.estadao.com.br/noticias/musica – NOTÍCIAS / MÚSICA / CULTURA/ Por Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo01 Outubro 2018)

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