Famosa e célebre bailarina italiana
Bailarina e coreógrafa se apresentou com as companhias de dança clássica mais importantes do mundo.

Vladimir Vassiliev, bailarino russo, e Carla Fracci apresentando ‘Giselle’ em Roma, Itália, em março de 1972. — (Foto: Stringer/Ansa/AFP)
Carla Fracci (nasceu em Milão em 20 de agosto de 1936 – faleceu em Milão, em 27 de maio de 2021), era uma das mais conhecidas bailarinas do século 20 que encantou plateias por todo o mundo.
Esbelta, delicada, sempre vestida de branco, Carla Fracci foi descrita como “a eterna menina dançante” pelo poeta italiano e ganhador do Prêmio Nobel Eugenio Montale. Já Charles Chaplin lhe disse uma vez que era “esplêndida”, como ela mesma contou em diferentes ocasiões.
Famosa por seus papéis em “Romeu e Julieta”, de John Cranko, e “Elvira”, em Don Giovanni de Leonid Massine, ela se apresentou com as mais importantes companhias de dança clássica, incluindo o London Festival Ballet, Royal Ballet, Stuttgart Ballet, Royal Swedish Ballet, American Ballet Teatro e outros.
Ao longo de sua longa carreira, pisou nos palcos mais prestigiosos do mundo, viajou incansavelmente e recebeu prêmios e ovações em todos os lugares. Carla também dançou com bailarinos da estatura de Nureyev, Vassiliev e Baryshnikov.
Posteriormente, dirigiu várias companhias italianas de balé, inclusive em Nápoles, Verona e Roma, e buscou levar a dança para cidades mais provincianas para que o balé continuasse vivo em um país tradicionalmente dominado pela ópera.
A famosa bailarina e coreógrafa italiana que atuou entre outros com Rudolf Nureyev e Vladimir Vasiliev, estudou na prestigiosa escola de dança do Teatro La Scala de Milão, tornando-se sua dançarina principal em 1958.
De origem humilde, Fracci nasceu em Milão em 20 de agosto de 1936. Seu pai foi um condutor de bonde e sua mãe trabalhava em uma fábrica.
Ela começou na escola de balé do prestigioso Teatro La Scala de Milão aos 10 anos e admitiu que achava o balé clássico entediante até assistir a uma apresentação da estrela britânica Margot Fonteyn.
Entre os espetáculos que ficarão na memória, está sua interpretação de “Giselle”, com a qual entra para a história da dança pela força que dava aos papéis femininos.
Também foi diretora do balé da Arena de Verona, de 1995 a 1997, e depois do Ballet da Ópera de Roma, em 2002.
“Foi quando uma chama se acendeu, uma chama que virou fogo e nunca me deixou”, disse Fracci ao jornal Corriere della Sera em 2008.
Carla Fracci faleceu aos 84 anos, em 27 de maio, em Milão, no norte da Itália. Ela sofria de câncer.
“Carla Fracci honrou nosso país com sua elegância e seu comprometimento artístico”, afirmou o presidente italiano, Sergio Mattarella, elogiando “as qualidades artísticas e humanas extraordinárias da artista, que a tornaram uma das maiores dançarinas clássicas do nosso tempo”.
(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/entretenimento/famosos – ENTRETENIMENTO / FAMOSOS / Por Crispian Balmer / ROMA (Reuters) / ISTOÉ GENTE / fornecido por Microsoft News – 27/05/2021)
(Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2021/05/27 – G1 Pop e Arte Cinema/ POP & ARTE / NOTÍCIA / Por France Presse – 27/05/2021)
(Fonte: GAÚCHAZH – ANO 58 – N° 20.036 – 1° DE JUNHO DE 2021 – MEMÓRIA / TRIBUTO – Pág: 23)

