Biblioteca do Congresso

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Maior do mundo, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, é a maior instituição do gênero no mundo, tem uma infinidade de livros

 

 

 

A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, em Washington, é a instituição cultural mais antiga do país e a biblioteca mais completa do mundo.

 

 

 

A Biblioteca do Congresso americano tem uma história pitoresca. A lei que a criou foi aprovada em 24 de abril de 1800, destinando 5 000 dólares, em valores da época, à aquisição de livros a ser consultados por deputados e senadores. Em 1814, o acervo, guardado numa sala do próprio Capitólio, foi incendiado durante uma invasão de tropas inglesas.

 

 

Não demorou muito para que uma proposta de reconstrução da biblioteca surgisse. Ela veio do ex-presidente Thomas Jefferson (1743-1826), um dos pais da pátria americana, homem culto, de interesses variados e ainda colecionador compulsivo, que costumava exclamar: “Eu preciso ter mais livros!” Para que a biblioteca não recomeçasse do zero, Jefferson ofereceu sua coleção, de cerca de 6 000 títulos, ao Estado por 23 900 dólares.

 

 

Alguns congressistas se opuseram. A maior crítica tinha a ver com o ecletismo do acervo, formado, segundo um senador, por obras “velhas, novas e depauperadas, em línguas que muitos não conseguem ler e a maioria nem deveria”. A resposta de Jefferson tornou-se clássica. Segundo ele, não existia assunto no mundo ao qual “um membro do Congresso não possa vir a ter a oportunidade de pesquisar”. A compra foi feita e definiu dali por diante o perfil da biblioteca.

 

 

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A falta de espaço se fez sentir pela primeira vez no final do século XIX, quando livros empilhados caoticamente pelo chão das salas de leitura do Capitólio levaram à construção da primeira sede independente da biblioteca, o Edifício Jefferson, inaugurado em 1897. Desde então, dois outros prédios vizinhos foram levantados e, mesmo assim, os livros voltam a se espalhar pelo chão. Em 2 000, um novo edifício foi inaugurado a 40 quilômetros de Washington, que juntaram-se a galpões localizados nos Estados de Maryland e Ohio, onde ficam coleções específicas – como as de filmes de acetato, altamente inflamáveis, que precisam ser guardados de maneira especial.

 

 

As obras provenientes do Brasil e de Portugal estão localizadas no Departamento Hispânico, cuja entrada abriga quatro grandes murais pintados especialmente por Cândido Portinari na década de 40. Há ali tesouros, como a carta enviada em 1488 pelo rei de Portugal ao papa, na qual ele proclama que todas as descobertas da coroa serão parte da cristandade. A política da biblioteca, entretanto, dá maior ênfase à compra de obras novas do que à aquisição de relíquias. Nesse aspecto, o acervo brasileiro é um dos que mais aumentam.

 

 

 

 

A Biblioteca do Congresso (Library of Congress) dos Estados Unidos, situada em Washington DC, foi fundada em 24 de abril de 1800 e é uma das maiores bibliotecas do mundo. Conta com mais de 134 milhões de volumes em mais de 460 línguas entre os que destaca uma pequena tábua de pedra do ano 2040 a.C.. Na prática, é a Biblioteca Nacional dos Estados Unidos.

 

 

A estrutura está organizada em salas de leitura, vinte e nove no total, uma destas é a Sala Hispânica de Leitura, criada em 1939 e chamada assim em homenagem à influente Hispanic Society of America. A Biblioteca do Congresso é a entidade cultural mais antiga nos Estados Unidos e serve como instituição de pesquisa para o Congresso. Conserva uma coleção universal de 95 milhões de mapas, manuscritos, fotografias, filmes, gravações de áudio, gravuras e desenhos.

 

 

 

(Fonte: Revista Veja, 24 de março de 1999 – ANO 32 – Nº 12 – Edição 1590 – Livros – “O museu de tudo” / Por Carlos Graieb, de Washington – Pág: 144/146)

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