Bento Manuel Ribeiro, foi um estrategista soberbo que integrou o Estado-maior de Duque de Caxias no final da Guerra dos Farrapos

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Bento Manuel Ribeiro (Sorocaba, São Paulo, 1783 – Porto Alegre, 30 de maio de 1855), general do Exército, uma das figuras mais polêmicas da Revolução Farroupilha

Nascido em Sorocaba (São Paulo) em 1783, filho de um tropeiro de mulas, Bento Manuel podia ser inconfiável na lealdade a colegas e a princípios, guiando-se mais por seus interesses.

Mas é inegável que foi um estrategista soberbo e valente no front. Tanto que integrou o Estado-maior de Duque de Caxias no final da Guerra dos Farrapos.

Bento Manoel Ribeiro, poderia ser considerado o protótipo do vira-casaca. Começou ao lado da Revolução, passou a apoiar o Império, voltou para a Revolução e terminou defendendo o Império e ajudando Caxias a acabar com a guerra. No entanto, não obstante as falhas de caráter que os adversários (sempre temporários, pois nunca se sabia seu movimento seguinte) pudessem lhe apontar, um mérito seu sempre foi reconhecido por todos: era um ótimo combatente.

Bento Manoel veio para o Rio Grande com cinco anos. No final do século XVIII alistou-se como soldado no regimento de milícias de Rio Pardo, e em 1823 chegou a coronel. Como recompensa de seus feitos, recebeu grandes extensões de terra na região de Alegrete.

Quando começou a Revolução, tomou parte ativa na derrubada do governo da província, em setembro de 1835. Mas, em dezembro desse mesmo ano, aderiu à causa legalista, quando seu primo Araújo Ribeiro foi indicado para presidente da província pelo governo central. Tornou-se então o primeiro herói legalista, ao vencer a batalha de Fanfa e prender Bento Gonçalves e outros líderes farrapos em outubro de 1836.

Em 1837, depois que seu primo foi exonerado pela segunda vez da presidência da província, voltou a ser farrapo. E, entre outras façanhas, chegou a prender, próximo de Caçapava, o novo presidente da província, Antero José Ferreira de Brito, que mais tarde foi trocado pelo coronel farrapo Sarmento Mena. Também derrotou os legalistas em Rio Pardo, dando condições para que os farrapos voltassem a sitiar Porto Alegre.

Depois de dois anos, Bento Manoel pediu demissão de seu posto, segundo alguns seduzido pelo governo imperial, que lhe propôs conservar as terras que havia adquirido dos legalistas desde que se mantivesse neutro. E assim permaneceu até 1842, quando, a convite do Barão de Caxias, voltou a lutar nas tropas imperiais, ajudando a pôr fim à Revolução.

 

(Fonte: Zero Hora – ANO 51 – Nº 17.875 – 19 de setembro de 2014 – NILSON MARIANO – Pág: 34/35)

(Fonte: http://www.sohistoria.com.br/ef2/farroupilha)

 

 

 

 

 

 

 

 

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