Barbara Bush, ex-primeira-dama dos Estados Unidos da América, esposa do ex-presidente George H.W. Bush e mãe do também ex-presidente George W. Bush e incansável defensora da alfabetização

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Barbara Bush – ex-primeira dama dos EUA

 

Barbara Bush, em foto de 2013 (Foto: AP Photo/Robert F. Bukaty)

 

 

Barbara Pierce Bush (Nova York, 8 de junho de 1925 – ), ex-primeira-dama dos Estados Unidos da América, esposa do ex-presidente George H.W. Bush e mãe do também ex-presidente George W. Bush e incansável defensora da alfabetização.

Barbara Bush entra para a História dos Estados Unidos por ter sido a segunda mulher a ter o marido (George Bush) e um filho (George W. Bush) Presidentes dos EUA (a primeira, foi Abigail Adams, mulher de John Adams e mãe de John Quincy Adams).
Barbara é esposa do ex-presidente George H. W. Bush – que governou os Estados Unidos entre 1989 e 1993 – e mãe do também ex-chefe de Estado George W. Bush. Ao longo de sua vida, Barbara nunca se contentou em aceitar um papel passivo como esposa política. Ela foi uma defensora da justiça social, além de lutar contra a segregação racial no país.
Além disso, se esforçou para erradicar o analfabetismo nos Estados Unidos. Por muitas vezes, precisou suavizar seus discursos mais liberais para evitar confrontos com o marido, principalmente no que diz respeito ao debate sobre o aborto.

Nascida Barbara Pierce a 8 de junho de 1925, em Nova York, era filha de uma editora de revistas. Conheceu Bush com apenas 17 anos. Viria a conhecer o futuro marido durante um baile da escola na Carolina do Sul, para onde a família se mudara, quando tinha 16 anos.

Mãe de seis filhos, criou a família maioritariamente no Texas, estado pelo qual o marido foi eleito senador, após deixar o negócio do petróleo para se dedicar à política.

Em sua biografia de 1994, Barbara descreve a si e a seu marido como “as duas pessoas mais sortudas no mundo, e quando toda a poeira assenta e todas as multidões se vão, as coisas que importam são a fé, família e amigos. Fomos extraordinariamente abençoados, e sabemos disso”.

Esforços de alfabetização

 

A Fundação Barbara Bush para Alfabetização Familiar começou durante seus anos na Casa Branca com o objetivo de melhorar a vida dos americanos menos privilegiados, ampliando a alfabetização de pais e filhos.

A fundação faz parcerias com programas locais e, em 2014, concedeu mais de US$ 40 milhões em para criar ou expandir mais de 1.500 programas de alfabetização em todo o país.

“Eu ainda sinto que sermos mais alfabetizados irá nos ajudar a resolver muitos dos outros problemas enfrentados por nossa sociedade”, escreveu ela em sua biografia de 1994.

 

História

 

Barbara Bush é a segunda mulher na história dos EUA a ser esposa e também mãe de um presidente.

Seu marido, George H. W. Bush, foi o 41º presidente do país, enquanto seu filho George W. Bush, um dos seis filhos do casal, foi o 43º.

Abigail Adams foi a mulher do segundo presidente dos EUA, John Adams, e mãe do sexto presidente do país, John Quincy Adams.

George H. W. Bush (à esquerda), Barbara e o filho George W. Bush (Foto: Jason Reed/Reuters)

O cabelo branco

 

O cabelo castanho de Barbara Bush começou a ficar grisalho nos anos 1950, quando sua filha de então 3 anos, Pauline, chamada pela família de Robin, foi submetida a um tratamento contra a leucemia. Ela morreu em outubro de 1953.

Barbara Bush recusou-se a tingir o cabelo, que acabou ficando branco. Mais tarde ela disse que cabelos tingidos não lhe caíam bem e atribuiu à cor a imagem que tinha perante o público, de “avó de todo mundo”.

Seu filho George disse que uma “das maiores conquistas” de seu pai, que gostava de inventar apelidos para amigos e parentes, foi chamar Barbara de “a raposa prateada”.

Foto mostra família Bush em 1986: Margaret Bush (esposa de Marvin), segurando a filha Marshall, Marvin Bush, Bill LeBlond (marido de Doro). Primeira fileira: Neil Bush segurando o filho Pierce, Sharon (esposa de Neil), George W. Bush segurando sua filha, Barbara Bush, George Bush, Sam LeBlond (filho de Doro), Doro Bush LeBlond, George P. (Foto: REUTERS/File Photo)

As pérolas

 

O colar de pérolas falsas com três voltas de Barbara Bush se tornou uma tendência nacional depois que ela o usou na posse de seu marido em 1989. As pérolas se tornaram um sinônimo de Bush, que mais tarde disse que as escolheu para esconder as rugas em seu pescoço. A sincera confissão apenas impulsionou sua imagem pública de senso comum e pé no chão. Uma versão do colar, “o famoso três voltas, atado à mão com fecho dourado”, ficou até mesmo disponível por US$ 125 na George Bush Presidential Library and Museum na Texas A&M University.

A personalidade

 

 

George W. Bush ressaltou em livro pós-presidencial “Decision Points” que herdou uma personalidade rápida e contundente de sua mãe. A mulher dele, Laura, disse que sus sogra, “conseguiu insultar quase todos os meus amigos com um outro comentário amargo perfeitamente cronometrado”. Barbara Bush manteve seu sarcasmo disfarçado em público, embora um deslize notório tenha acontecido em 1984, quando seu marido estava concorrendo à reeleição como vice-presidente na chapa de Ronald Reagan. Seus oponentes democratas, Walter Mondale e Geraldine Ferraro, questionaram se pessoas ricas como os Bushes conseguiam se identificar com os americanos comuns. Uma Barbara Bush irritada disse a um repórter que Ferraro era uma “não posso falar – de US$ 4 milhões – mais rima com rica (rich, em inglês)”. Bush mais tarde disse que quis dizer “witch” (bruxa) e se desculpou; Ferraro aceitou as desculpas.

 

 

 

Barbara e George Bush em foto de março de 2015 (Foto: David J. Phillip, File/ AP Photo)

 

 

 

Barack Obama ao lado de Barbara Bush em 2013 (Foto: REUTERS/Jason Reed)

 

 

 

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Barbara Bush morreu em 17 de abril de 2018, aos 92 anos. Sofria com uma obstrução pulmonar crônica, que afeta a capacidade cardíaca.

Ela deixa seu marido George H. W. Bush, com quem foi casada por 73 anos, seus cinco filhos e companheiros, 17 netos, sete bisnetos e seu irmão Scott Pierce.

Com a saúde frágil após uma série de internações, Barbara Bush decidiu não buscar mais tratamentos médicos.

(Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia – MUNDO – NOTÍCIA / Por G1 – 

(Fonte: https://istoe.com.br – EDIÇÃO Nº 2521 – MUNDO / Por Ansa – 17/04/18)

(Fonte: Zero Hora – Ano 54 – N° 19.066 – 19 de abril de 2018 – TRIBUTO / MEMÓRIA – Pág: 33)

(Fonte: https://www.dn.pt/mundo – DIÁRIO DE NOTÍCIAS – MUNDO – EUA / Por Ricardo Simões Ferreira – 18 de abril de 2018)

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