Baden Powell, violinista e compositor, parceiro musical de Vinicius de Morais.

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Baden Powell, violinista e compositor, parceiro musical de Vinicius de Morais.

O músico Baden Powell morreu dia 26 de setembro de 2000, aos 63 anos, estava internado no CTI (Centro de Terapia Intensiva)da Clínica Sorocaba, no Rio de Janeiro, desde o dia 22 de agosto.
(Fonte: www.correiodopovo.com.br – ANO 117 – Nº 362 – CRONOLOGIA – Há um século no Correio do Povo – 26 de setembro de 2012)

Baden Powell começou a carreira aos 15 anos

Baden Powell de Aquino nasceu no município de Itaperuna (RJ), no distrito do Varre e Sai, em 6 de agosto de 1937.

Quando Baden tinha três meses, os pais mudaram-se para o bairro de São Cristóvão, na zona norte do Rio.

Filho e neto de músicos, o pai de Powell , Lino de Aquino, também violonista, promovia saraus em sua casa com a nata dos chorões cariocas, entre eles Pixinguinha e Donga.

Baden Powell, nome que foi uma homenagem paterna ao fundador do escotismo, cresceu nesse ambiente musical e já aos oito anos ganhou um violão de presente. Depois de cinco anos estudando violão, Baden começou a acompanhar os músicos. Nesse período de formação, Baden aprendeu violão clássico ao mesmo tempo em que continuava a receber a influência da música popular.

Baden estudou no Instituto Cyleno, em São Januário, e animava as festas da escola ao violão. Seus compositores favoritos então eram Segóvia, Tárrega, Dilermando Reis e Antônio Augusto Sardinha, o famoso Garoto.

Ao mesmo tempo em que frequentava as rodas de samba do morro da Mangueira, próximo a São Cristóvão, onde tocava tamborins e surdos, Powell continuava ouvindo as grandes orquestras americanas de Glenn Miller e Tommy Dorsey, além de tocar com o colega de escola Milton Banana, o baterista que inventou da batida de percussão da bossa nova.

Aos 12 anos Powell começou a fazer o tradicional circuito dos músicos dos anos 50: acompanhou cantoras e orquestras na Rádio Nacional, tocou em bares e boates da zona Sul do Rio.

Powell estreou na Rádio Nacional, no programa de Renato Murce, aos 15 anos. Depois de obter autorização do juizado de menores, tornou-se músico profissional fazendo carreira no Brasil e no exterior.
(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada – do Banco de Dados – 26/09/2000)

Powell gravou de Bach a Noel

Instrumentista de técnica apurada, Powell é considerado um dos maiores violonistas do mundo e conquistou essa fama transitando entre o erudito e o popular com maestria.

Com mais de 80 discos, Powell gravou de Sebastian Bach a Noel Rosa. A maioria de seus discos não chegaram a ser lançados no Brasil, mas são facilmente encontrados na Alemanha, França, Estados Unidos e Japão.

As parcerias com Vinicius de Morais rendeu grandes sucessos como “Choro para Metrônomo”, “Samba do Astronauta”, “Berimbau”, “Tem Dó”, “Consolação”, “Só por Amor” e “Tempo Feliz”, entre outras.

A partir de 1968 teve como seu principal parceiro Paulo César Pinheiro, a quem conheceu quando este tinha apenas 16 anos.

Seu primeiro sucesso foi “Samba Triste”, de 1956, em parceria com Billy Blanco, gravado por Lúcio Alves em 1960. Em 1964 foi para a Bahia, onde pesquisou os ritmos e a cultura locais. Dessa pesquisa nasceriam, em parceria com Vinicius de Moraes, os afro-sambas “Canto de Xangô” e “Canto de Ossanha”.

Dividido entre o Brasil e o exterior por 25 anos, Powell morou na França entre 1962 e 1983 e passou quatro anos na Alemanha. Além da facilidade para a gravação e lançamento de discos, Baden encontrou na Europa muita popularidade que garantiram espetáculos sempre lotados.

Em 1987 Powell voltou a morar no Brasil, mas não por muito tempo. Em 1995, Powell ganhou o 15º Prêmio Shell de Música Popular Brasileira pelo conjunto de sua obra e, no mesmo ano, após um pedido dos filhos, mudou-se novamente para Paris com a família e voltou a dividir seu tempo entre Europa e Brasil.

Powell tinha dois filhos,também músicos, nascidos na Europa, Philippe e Louis Marcel Baden Powell de Aquino, fruto do casamento, em 1975, com a paulista Sílvia que conhecera em Paris.
(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada – do Banco de Dados – 26/09/2000)

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