Augusto Marzagão, criador do Festival Internacional da Canção, autor do livro “Memorial do Presente”

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Augusto Marzagão, o criador do Festival Internacional da Canção

 

 

Augusto Marzagão e Wilson Simonal no IV Festival Internacional da Canção em 5 de outubro de 1969 – (Foto: Agência O Globo / Arquivo)

 

Marzagão deixou sua marca na cultura e na política brasileira

 

Augusto Marzagão (Barretos, em São Paulo, 12 de dezembro de 1929 – Rio de Janeiro, 28 de novembro de 2017), criador do Festival Internacional da Canção, executivo e jornalista, era autor do livro “Memorial do Presente”, ex-secretário particular dos presidentes Jânio Quadros e José Sarney e ex-secretário de Comunicação Institucional do presidente Itamar Franco.

 

Marzagão nasceu em dezembro de 1929, na cidade de Barretos, em São Paulo. Ex-seminarista, ele foi morar na capital paulista aos 18 anos, onde trabalhou como caixa no bar Olimpicus e, depois, como repórter policial no extinto jornal O Tempo. Lá, conheceu Jânio Quadros, de quem foi secretário particular.

 

Além de Jânio, ele trabalhou diretamente com outros dois presidentes da República. Foi secretário particular de José Sarney e ex-secretário de Comunicação Institucional de Itamar Franco.

 

Por quase duas décadas, Marzagão foi vice-presidente da Televisa, a maior rede de TV do México.

 

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Mas Marzagão talvez seja mais lembrado no futuro por ter sido o criador e diretor do Festival Internacional da Canção que, transmitido pela TV Globo, incendiou o Maracanazinho e o Brasil entre 1966 e 1972.

 

 

Augusto Marzagão, diretor-executivo do I Festival Internacional da Canção (Foto: Agência O Globo / Arquivo)

 

Nascido em Barretos (SP), Marzagão abandonou o seminário e mudou-se para São Paulo aos 18 anos. Trabalhou como repórter policial. Posteriormente foi colunista da Folha de S.Paulo e do O Globo.

 

No fim dos anos 1960, ele criou o Festival Internacional da Canção (FIC), realizado no Maracanãzinho. O evento, que durou de 1966 a 1972, lançou canções como Sabiá, de Tom Jobim e Chico Buarque, Pra Não Dizer Que Não Falei de Flores, de Geraldo Vandré, e Fio Maravilha, de Jorge Ben.

 

Marzagão também se destacou na rede de televisão mexicana Televisa, onde trabalhou por cerca de duas décadas, chegando à vice-presidência da empresa. Foi por sugestão de Marzagão que Silvio Santos importou para o SBT dois programas que se tornariam grandes sucessos no Brasil: a novela Os Ricos Também Choram e o humorístico Chaves.

Augusto Marzagão faleceu em 28 de novembro de 2017, no Rio de Janeiro.

Em 12 de dezembro, Marzagão completaria 88 anos.

(Fonte: Zero Hora – ANO 54 – N° 18.951 – 4 de dezembro de 2017 – TRIBUTO / MEMÓRIA – Pág: 31)

(Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura – CULTURA / POR O GLOBO – BRASIL / Por Lauro Jardim – 29/11/2017)

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